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5 Personagens de Solo Leveling que Mereciam um Destino Muito Melhor

Papel e caneta na mão, porque a gente precisa conversar sobre o elefante na sala de Solo Leveling. Não me entendam mal, a série é um absurdo de linda, a animação da A-1 Pictures entrega tudo e ver o Sung Jin-woo transformando qualquer boss em tapete é satisfatório demais. É a definição pura de power fantasy, aquele tipo de conteúdo que a gente assiste para sentir que está evoluindo junto com o protagonista, saindo do lixo para o luxo em tempo recorde.

O problema é que, quando você coloca todo o peso da narrativa nas costas de um único cara que vira basicamente um deus, todo o resto do elenco começa a parecer figurante de luxo. A gente vê personagens com backgrounds incríveis e poderes que deveriam ser centrais na história serem simplesmente jogados no canto ou deletados da trama sem a menor cerimônia. É aquele sentimento de que o autor criou conceitos fantásticos, mas deu um nerf narrativo em todo mundo para o Sung Jin-woo brilhar sozinho, e isso deixa um gosto amargo para quem gosta de desenvolvimento de personagem.

Capa de Cena de 5 <strong>Solo Leveling</strong> Characters 1

A Esil Radiru tinha tudo para ser uma das personagens mais complexas da obra. Ela não é apenas a filha de um nobre demônio, mas alguém que teve a coragem de admitir a derrota para sobreviver e, depois, ajudar o nosso protagonista na subida do Castelo do Demônio. Essa dinâmica de aliança improvável trouxe uma leveza necessária para a série, que muitas vezes é tensa demais, e mostrou que existiam nuances no mundo dos monstros.

Infelizmente, a trajetória dela na história principal foi cortada abruptamente, deixando a gente com aquele sentimento de "era isso?". A boa notícia é que em Solo Leveling: Ragnarok, o spin-off focado no filho do Jin-woo, ela ganha um papel bem mais robusto como a Monarca da Gula. Ainda assim, fica a reflexão de que ela poderia ter sido uma aliada fundamental na trama original, em vez de apenas um detalhe interessante que sumiu do mapa.

Capa de Cena de 5 <strong>Solo Leveling</strong> Characters 2

Se tem alguém que foi vítima do roteiro, esse alguém é o Christopher Reed. O cara era um dos cinco Caçadores de Nível Nacional, um dos seres mais fortes da face da Terra, e o que ele ganhou? Uma morte que serviu basicamente de aviso para o espectador de que "coisas ruins acontecem". Ver um personagem com esse calibre ser emboscado e mutilado sem que a gente sequer visse o potencial máximo de sua magia de fogo foi um verdadeiro flop.

Até na linha do tempo revisada de Ragnarok, o destino dele continua sendo a tragédia, sendo alvo dos Itarim. É frustrante ver um personagem que deveria ser um pilar de poder na história ser tratado como um saco de pancadas para mostrar como os vilões são fortes. O Christopher Reed tinha as credenciais para ser um rival ou um mentor épico, mas acabou virando apenas uma estatística de baixas da guerra.

Capa de Cena de 5 <strong>Solo Leveling</strong> Characters 3

A Lee Joohee é a representação perfeita do trauma humano em um mundo de super-poderes. Como uma curandeira de Rank B, ela carregou a culpa de ter sobrevivido enquanto outros morriam, e a relação dela com o Sung Jin-woo no início era o coração emocional da série. Ela não queria mais lutar, e essa vulnerabilidade era o que a tornava real em meio a tantos personagens invencíveis.

O problema é que, conforme o Jin-woo começou a subir de nível e virar a máquina de matar que conhecemos, a Lee Joohee foi sendo empurrada para a periferia da história. Ela deixou de ser uma personagem com agência própria para se tornar apenas uma lembrança do passado do protagonista. Merecíamos ter visto ela superando seus traumas de forma ativa, e não apenas sumindo enquanto o mundo acabava.

Capa de Cena de 5 <strong>Solo Leveling</strong> Characters 4

O Liu Zhigang é aquele personagem que chega com um hype colossal. O caçador mais forte da China, um monstro em combate, alguém que deveria estar no topo da cadeia alimentar ao lado do nosso protagonista. A expectativa era de que ele tivesse um papel fundamental na geopolítica dos caçadores ou que fosse um aliado estratégico indispensável nas lutas finais.

Só que, na prática, ele acabou virando um espectador de luxo. O cara é forte demais para ser derrotado por qualquer coisa, mas não é o protagonista, então ele simplesmente fica assistindo ao Sung Jin-woo resolver tudo. É o clássico erro de criar um personagem tão poderoso que ele não serve para nada na trama porque não há desafio para ele que não seja roubar a cena do herói principal.

Para fechar a lista, não podemos esquecer do Presidente Go Gunhee. O cara era a voz da razão, um líder nato e um dos poucos que realmente entendia a gravidade do que estava acontecendo com o mundo. Ele representava a última linha de defesa da humanidade em termos de organização e moralidade, sendo um mentor genuíno para o Jin-woo.

O destino dele, embora heróico, foi inevitável e serviu mais para dar peso dramático ao final do que para encerrar um arco de personagem satisfatório. O Go Gunhee merecia ter visto o resultado de seu trabalho e a paz retornando ao mundo, em vez de ser consumido pelas engrenagens do destino. Foi um sacrifício necessário para a trama, mas que deixou a gente querendo mais de sua liderança.

Analisando friamente, Solo Leveling é uma obra primorosa em termos de ritmo e impacto visual, mas peca feio na gestão de seu elenco. Quando você foca 99% da energia em um único personagem, você transforma o resto do mundo em um cenário estático. É como jogar um game onde você é o único com controle e todo o resto são NPCs com diálogos pré-programados, por mais que eles tenham status de "S-Rank".

Se você curte esse tipo de dinâmica e quer acompanhar mais Notícias sobre animes e mangás, sabe que o segredo é não criar expectativas exageradas com os coadjuvantes. No fim das contas, a série entrega o que promete: um espetáculo de poder. Mas, para quem busca profundidade e arcos dramáticos bem amarrados para todo o elenco, como acontece em algumas outras Series de fantasia, pode sentir que faltou um tempero a mais.

Meu veredito final é que Solo Leveling é indispensável para quem ama a cultura de progressão e lutas épicas, mas é um lembrete de que o excesso de foco no protagonista pode anular talentos incríveis ao redor. O Sung Jin-woo é incrível, sim, mas a série teria sido lendária se tivesse dado aos seus coadjuvantes a chance de também "subirem de nível" narrativamente. No fim, sobraram personagens fantásticos que, infelizmente, foram apenas sombras do brilho do Monarca das Sombras.

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