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Absurdo: Crunchyroll agora exige assinatura cara para você comprar colecionáveis na loja

Olha, eu já vi muita coisa nesse mercado de games e entretenimento em 15 anos, mas isso aqui beira o ridículo. Imagina que você quer gastar o seu dinheiro suado em um boneco ou numa camiseta de anime, mas a empresa te diz: "Opa, para você ter o privilégio de me dar mais dinheiro, você precisa primeiro pagar uma mensalidade cara". Pois é, a Crunchyroll resolveu inovar na ganância e decidiu que a sua loja oficial não será mais aberta ao público geral, transformando o ato de comprar em um benefício exclusivo para quem paga os planos mais salgados.

Essa decisão é um tapa na cara de quem acompanha a plataforma, transformando a loja em um clube fechado. A partir de agora, se você quiser navegar e comprar aquele item raro, terá que estar inscrito nos planos Mega Fan ou Ultimate Fan. Basicamente, a empresa criou um pedágio para a própria loja. É aquele tipo de jogada que a gente vê e pensa que o pessoal do marketing perdeu completamente a noção do que é a comunidade, tentando forçar um hype de exclusividade onde só existe vontade de sugar cada centavo do consumidor.

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Para você ter uma ideia do rombo no bolso, o plano Fan (o mais básico) não dá mais direito de acesso à loja. Você precisará subir para o Mega Fan, que custa $13.99 (cerca de R$ 77), ou para o Ultimate Fan, que bate os $17.99 (aproximadamente R$ 99) por mês. Ou seja, para comprar um colecionável, você tem que aceitar um gasto recorrente mensal que não tinha antes. É a definição perfeita de "pagar para gastar", e sinceramente, isso cheira a um flop gigantesco em termos de relações públicas.

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A Crunchyroll tenta maquiar isso chamando de "experiência curada", prometendo drops exclusivos e colaborações que você não encontraria em outro lugar. Para tentar amenizar a bomba, eles lançaram uma promoção de 50% de desconto em itens selecionados no dia 14 de julho, mas com a pegadinha de que essas vendas são finais, sem reembolso a menos que o produto chegue quebrado. É quase como se estivessem limpando o estoque antes de fechar as portas para a plebe e deixar apenas a elite dos assinantes entrar.

Outro ponto que deixa qualquer um pistola é a situação dos cartões-presente. Quem já tinha saldo na conta tem um prazo curtíssimo para usar: até o dia 14 de agosto de 2026. Depois disso, você terá que entrar em contato com o suporte para tentar resolver a situação do seu dinheiro. É surreal a falta de consideração com o usuário, tratando o saldo do cliente como algo descartável enquanto apertam os parafusos da monetização em cada canto da plataforma.

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Não dá para olhar para isso sem citar a sombra da Sony, que comprou a empresa em 2021. Quem acompanha as Notícias recentes sabe que a gigante japonesa está em uma fase agressiva de cortes e mudanças antiprodutor. A mesma Sony já anunciou que vai matar a produção de discos físicos para o PlayStation a partir de janeiro de 2028, forçando todo mundo para o digital. O padrão é claro: eliminar a liberdade de escolha do consumidor e criar ecossistemas fechados onde eles controlam cada centavo que você gasta.

Essa onda de decisões questionáveis já está rendendo frutos jurídicos. Agências de defesa do consumidor na Holanda e legisladores no México já abriram processos contra a Sony, alegando práticas monopolistas e preços abusivos na loja digital. Quando você soma isso ao fato de que a Crunchyroll já tinha matado o serviço de anime gratuito com anúncios em dezembro de 2025, fica nítido que a estratégia agora é puramente extrativista. Eles não querem mais crescer a base, querem apenas espremer quem já está lá dentro.

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No fim das contas, a comunidade de anime está revoltada, e com razão. A gente aceita pagar por conteúdo de qualidade, mas aceitar pagar para ter o direito de comprar um produto físico é um nível de audácia que não deveria passar batido. É um movimento que ignora completamente a cultura dos colecionadores, que muitas vezes nem gostam de assinar serviços mensais, mas amam ter a figura do personagem favorito na estante.

Essa tendência de transformar tudo em assinatura, até a possibilidade de compra, é um caminho perigoso. Se a Crunchyroll continuar nesse ritmo, ela vai acabar criando um vácuo que outras lojas de colecionáveis vão adorar preencher. A ganância a curto prazo costuma cegar as empresas, e transformar a loja oficial em um "benefício de luxo" é, no mínimo, uma aposta arriscada que beira a arrogância corporativa.

Meu veredito é simples: isso é pura ganância. Não existe justificativa técnica ou de "experiência do usuário" que valide a cobrança de uma mensalidade para acessar um e-commerce. A Sony está tentando aplicar a mesma lógica de ecossistema fechado do console na distribuição de anime e merch, mas a internet é vasta e os fãs não são bobos. Se quiserem tratar o público como caixa eletrônico, não podem reclamar quando o hype virar ódio.

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