Cara, quem é fã de verdade de Ace Attorney sabe exatamente o que é viver num eterno estado de expectativa. A gente passa anos esperando qualquer migalha de informação, qualquer leak ou até um post misterioso nas redes sociais, e do nada a Capcom resolve aparecer para jogar um número na nossa cara sem dar a notícia que a gente realmente quer.
Para comemorar os 25 anos da franquia, que chegam no dia 12 de outubro, a empresa soltou que Phoenix Wright: Ace Attorney Trilogy passou de 5 milhões de cópias vendidas. No total, somando todos os títulos, a série já bateu a marca de 15 milhões, o que é um número absurdo para quem gosta de gritar 'Objection!' na tela e desmascarar testemunhas mentirosas.

Agora, vamos ser sinceros e papo reto aqui: para quem olha para o faturamento colossal de Monster Hunter: World ou dos remakes de Resident Evil, 5 milhões pode parecer pouco, quase um flop. Mas a gente está falando de visual novels de tribunal, um gênero que é super nicho, especialmente aqui no Ocidente, o que torna esse feito muito mais respeitável do que parece à primeira vista.
A verdade é que a comunidade de Ace Attorney é chata no bom sentido, é apaixonada e não desiste do jogo. A Capcom sabe disso e, nos últimos anos, a estratégia deles foi basicamente empacotar o que já existia e vender de novo para Nintendo Switch, PS4 e PC através de coletâneas que, embora sejam ótimas, não trazem nada de novo para a história.
Mas aí é que está o problema real: onde está o jogo novo? A gente está num vácuo desesperador. Se você olhar para os títulos principais com o Phoenix Wright, o Apollo Justice ou o Miles Edgeworth, o último lançamento foi Phoenix Wright: Ace Attorney - Spirit of Justice lá em 2016 no 3DS. Já se passou mais de uma década desde que esse jogo chegou na América do Norte e nada de novidades.
Alguns podem tentar argumentar dizendo que tivemos The Great Ace Attorney Chronicles em 2021. Sim, tivemos, mas vamos ser honestos: aquilo é um remake de jogos japoneses dos anos 2010 e se passa numa época totalmente diferente, com personagens diferentes. Não conta como a evolução da trama principal que a gente quer ver nos dias de hoje.
É frustrante ver a Capcom postar artes lindas do Kazuya Nuri e do Takuro Fuse para comemorar o aniversário e não soltar nem um teaser de 10 segundos de algo inédito. Parece que eles estão satisfeitos em apenas monetizar a nostalgia sem arriscar criar novos casos para a gente resolver, tratando a franquia como um produto de prateleira e não como uma obra viva.
A gente sabe que a empresa está focada em seus 'pesos pesados', mas ignorar uma franquia que vendeu 15 milhões de cópias é quase um crime. O potencial para um novo jogo com gráficos modernos e mecânicas renovadas no PC ou no sucessor do Nintendo Switch seria imenso, especialmente com a popularidade crescente de jogos de investigação.
O sentimento geral aqui na nossa redação e entre os jogadores é que a Capcom está jogando seguro demais. Eles entregam as coletâneas, a gente compra porque ama, e eles continuam sem dar a notícia que realmente importa. É aquele famoso hype que nunca se concretiza em gameplay real, deixando a gente apenas com ilustrações bonitinhas para alimentar o feed do Bluesky.
No fim das contas, bater a meta de vendas é legal e prova que a série não morreu, mas isso não enche a barriga de quem quer novas histórias. A gente não quer apenas saber que o jogo vendeu bem, a gente quer jogar algo que nos desafie e nos faça questionar cada prova apresentada no tribunal.
Esperamos que esse aniversário de 25 anos seja apenas a ponta do iceberg e que a Capcom pare de enrolar. Já passou da hora do Phoenix Wright voltar aos tribunais com um caso que realmente balance a nossa cabeça e traga aquele sentimento de descoberta que tivemos nos primeiros jogos.
Fica aqui o meu desabafo como alguém que já passou horas tentando achar a contradição num depoimento. A série é brilhante, a base de fãs é leal e o silêncio da empresa sobre o futuro é, honestamente, inadmissível para quem domina o mercado de Notícias de games hoje em dia.



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