Sabe aquele sentimento de ver um jogo com criaturas fofas, mundo aberto e visual polido e imediatamente pensar: 'Lá vem mais um gacha para sugar minha carteira'? Pois é, esse foi o primeiro pensamento de muita gente ao bater o olho em Aniimo. O jogo chega com uma vibe que mistura a exploração de Genshin Impact, a estética de Infinity Nikki e, claro, a essência clássica de capturar bichinhos em bolas que Pokémon imortalizou. O hype inicial foi acompanhado de muita desconfiança, já que hoje em dia parece que todo jogo gratuito quer transformar a progressão do jogador em um cassino disfarçado.
Mas ó, segura a expectativa e vamos aos fatos: contrary ao que muitos pensavam, Aniimo não é um gacha game. Pode parecer estranho, porque o jogo tem aquele monte de menus complexos e umas mil moedas diferentes para você se estressar, mas a mecânica de banners — aquele sistema de 'sorteio' onde você reza para tirar um personagem 5 estrelas — simplesmente não existe aqui. Tudo, desde as criaturas, equipamentos e ovos de Aniimo, até as roupas e itens de combate, é obtido jogando. Não tem aquela história de 'pity', onde você precisa gastar centenas de tentativas para finalmente garantir um item raro. Se você quer o bicho, é só ir lá e jogar, sem precisar vender um rim para a Pawprint Studio.

Agora, se você está se perguntando por que tanta gente insistia que o jogo era gacha, a resposta é simples: a Pawprint Studio tentou dar uma de espertinha durante a fase beta final. Eles implementaram algo chamado "Rift Exploration", que era basicamente um banner disfarçado. Em vez de apertar um botão de 'summon', você gastava moeda premium para tentar capturar um Aniimo Lendário enchendo uma barra. A taxa de captura era tão ridícula e minúscula que, na prática, você era forçado a atingir um limite de tentativas para conseguir o bicho, exatamente como funciona em qualquer gacha abusivo por aí. Isso, obviamente, flopou feio com a comunidade.
Os testadores do beta não perdoaram e a repercussão foi pesada, principalmente porque os desenvolvedores tinham prometido diversas vezes que o jogo não teria travas de gacha. A galera cansou de ser enganada e o resultado foi a remoção total do sistema para o lançamento oficial. O "Rift Exploration" foi substituído por um sistema de coleta de tokens, tornando a progressão muito mais honesta. Embora a empresa não tenha admitido oficialmente no blog que mudou por causa do ódio dos jogadores, a gente sabe como as coisas funcionam na indústria: quando a comunidade grita, o estúdio costuma ouvir para não matar o jogo no nascimento.

Claro que, como estamos falando de um jogo gratuito como serviço para PC, a Pawprint Studio ainda precisa pagar os boletos e lucrar. A monetização agora foca pesado na estética. O caminho é simples: você converte seu dinheiro real em Lumin Crystals e usa esses cristais para comprar roupas e acessórios para o seu personagem e seus monstros. Tem coisa de graça que você consegue com moedas do jogo, mas vamos ser sinceros: os sets mais bonitos, estilosos e fofos vão estar trancados atrás de um paywall. É o clássico modelo de cosméticos que, embora não quebre o jogo, ataca diretamente o nosso desejo de ostentação.
Além da lojinha de roupas, existem os pacotes de ofertas. Esses bundles pedem Lumin Crystals em troca de Aniipods, fundos de perfil, alterações de status dos monstros ou formas garantidas de conseguir versões raras de criaturas. Você até consegue algumas dessas coisas grindando Glimmer ou Credits, mas o caminho gratuito é absurdamente mais demorado. É aquela tática velha: eles não te impedem de progredir, mas tornam a jornada tão lenta que você acaba pensando em gastar uns trocados para agilizar as coisas. Se você for jogar no PC, vale a pena conferir as Notícias sobre otimização para não passar raiva com quedas de frame.

Para fechar o pacote de monetização, temos o inevitável passe de batalha, que aqui eles chamam de "Companion Handbook". O nome é fofinho, mas a essência é o capitalismo puro. Existe uma trilha gratuita que você desbloqueia automaticamente, mas existem duas trilhas premium que entregam recompensas extras, incluindo criaturas exclusivas, cosméticos e um atalho para subir de nível mais rápido. É a receita padrão de quase todo jogo moderno, mas vindo de um jogo que quase virou gacha, é um alívio ver que eles decidiram seguir por um caminho menos predatório.
No fim das contas, Aniimo consegue entregar a fantasia de colecionar monstros sem a expectativa de perder tudo em um giro de sorte. É um respiro em relação a títulos como Genshin Impact, onde a dependência de sorte define quem é forte no servidor. A transição do beta para o lançamento mostra que a comunidade tem poder e que a Pawprint Studio prefere ter jogadores satisfeitos do que lucrar rápido com mecânicas de cassino. Se você curte o gênero e está cansado de banners, esse jogo é para você.

Meu veredito é que o jogo é honesto, mas não seja ingênuo: o sistema de passes e a loja de cosméticos vão tentar te seduzir. A boa notícia é que o gameplay não está comprometido por isso. Se você quer explorar esse mundo no PC com a melhor performance possível, foque em conseguir as criaturas jogando e ignore a tentação de comprar cada skin nova que aparecer. É um começo promissor para uma franquia que sabe onde quer chegar sem precisar enganar o jogador.




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