Se você acha que a Terra Média já tinha entregue tudo o que podia, segura a expectativa porque a Warner Bros. resolveu cutucar a onça com vara curta novamente. A notícia da vez é que o universo de J.R.R. Tolkien vai expandir com a chegada de Anya Taylor-Joy no elenco de The Lord of the Rings: The Hunt for Gollum. Agora, papo reto: a gente sabe que mexer em clássico é sempre um risco absurdo, mas a escolha da atriz é, no mínimo, interessante para quem busca aquele toque de mistério e presença de cena.
A real é que a Anya Taylor-Joy não vai interpretar ninguém que a gente já conheça dos livros ou dos filmes antigos. Ela vai dar vida à Seren, uma personagem criada do zero especificamente para este longa. A descrição oficial diz que ela será uma "agente letal e de confiança do Rei Thranduil". Ou seja, teremos mais política élfica e, possivelmente, cenas de ação com espadas e arcos que prometem elevar o hype de quem sente saudade da estética visual da trilogia original.
Outro ponto que deixa qualquer fã com o coração batendo forte é quem está no comando da direção. Andy Serkis, o homem que basicamente inventou a performance moderna de motion capture ao dar vida ao Gollum, agora assume a cadeira de diretor. O cara já provou que manja tudo de CGI e direção em projetos como Planet of the Apes e Venom: Let There Be Carnage, então a expectativa técnica é que o filme não flope visualmente e mantenha a escala épica que a gente exige de um filme de fantasia desse porte.
Para não dizer que é tudo coisa nova e experimental, a produção resolveu trazer de volta rostos que são a alma da franquia. Ian McKellen retorna como o mestre Gandalf, e Elijah Wood volta a vestir as roupas de hobbit para interpretar Frodo Baggins. Ter esses dois no elenco é como um selo de qualidade, garantindo que a essência da obra não seja completamente nerfada por roteiros genéricos de Hollywood.
Sobre a trama, quem é fã de verdade sabe que existe um buraco temporal entre o aniversário de 111 anos do Bilbo e o retorno do Gandalf ao Condado. Esse período, que foi cortado do primeiro filme de 2001, é exatamente onde a história se passa. Vamos acompanhar a caçada do Gollum, com o Gandalf recrutando o Aragorn para rastrear a criaturinha e descobrir a origem do anel, confirmando se era realmente o Um Anel que Sauron tanto procurava.
É claro que existe aquele medo constante de que a Warner Bros. tente transformar tudo em uma fábrica de conteúdo sem alma. Mas, vendo que o foco é preencher lacunas da lore original e não inventar histórias mirabolantes que não fazem sentido, eu fico mais tranquilo. A adição de Seren parece ser um recurso para dar dinamismo à trama, já que a caçada ao Gollum nos livros é mais linear e focada em investigação do que em grandes batalhas.
Agora, vamos falar de datas, porque é aqui que a paciência é testada. A estreia nos cinemas está marcada para o dia 17 de dezembro de 2027. Sim, você leu certo: falta um tempão. A produção está querendo fazer tudo com calma, provavelmente para que a qualidade dos efeitos visuais e a performance de motion capture do Andy Serkis fiquem impecáveis. Se eles correrem com isso, correm o risco de entregar algo mal acabado, e ninguém quer ver a Terra Média com cara de jogo de PS3 mal renderizado.
O desafio é imenso, pois a trilogia original do Peter Jackson estabeleceu um padrão que é quase impossível de superar. Qualquer deslize no roteiro ou na caracterização dos personagens vai ser massacrado pelos puristas nos fóruns e redes sociais. Por isso, a aposta em nomes fortes como Anya Taylor-Joy e o retorno do Ian McKellen são jogadas estratégicas para blindar a produção contra críticas iniciais.
No fim das contas, The Lord of the Rings: The Hunt for Gollum tem tudo para ser aquele tipo de filme que expande o mundo sem estragar a experiência original. Se a Anya Taylor-Joy conseguir entregar uma performance convincente como a elfa Seren, teremos uma nova personagem icônica para a franquia. O importante é que a essência da jornada e a tensão da busca pelo anel sejam mantidas.
Meu veredito é de otimismo cauteloso. Temos um diretor que conhece o personagem principal como ninguém, atores lendários voltando para seus papéis e uma atriz em ascensão que não costuma errar a mão. Agora é sentar e esperar até dezembro de 2027, torcendo para que o roteiro seja tão épico quanto as paisagens da Nova Zelândia.
Vocês acham que criar personagens novos como a Seren ajuda a renovar a franquia ou é só um jeito de esticar a história? Deixe sua opinião nos comentários!