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Asus TUF 34: Esse Monstro de 250Hz é o Rei do Ultrawide?

Se você ainda está jogando em um monitor 16:9 convencional e acha que está vendo tudo, sinto informar que você está vivendo na pré-história. O Asus TUF Gaming VG34WQML5A chega chutando a porta para provar que dá para ter a imersão absurda de um Ultrawide de 34 polegadas sem abrir mão da performance de um monitor de eSports. Na moral, a proposta aqui é ambiciosa: unir a resolução WQHD (3440 x 1440) com uma taxa de atualização que chega a 250Hz via overclock. É basicamente tentar colocar o motor de uma Ferrari num caminhão de mudança, mas a pergunta que fica é: isso funciona na prática ou é só hype de marketing?

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Primeiro, vamos falar do visual. O bicho é imenso. A curvatura 1500R não está aqui só para ficar bonitinho no setup; ela é essencial em um monitor desse tamanho para que seus olhos não precisem fazer uma maratona para enxergar os cantos da tela. A construção segue a linha TUF Gaming, ou seja, é robusto, passa aquela sensação de que aguenta o tranco e não vai começar a ranger na primeira semana. O design é agressivo sem ser cafona, e a base com ajuste de altura é obrigatória, porque ninguém merece jogar com o monitor torto, forçando o pescoço igual a um zumbi.

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Agora, vamos ao ponto onde a maioria dos monitores Ultrawide costuma flopar: a velocidade. Geralmente, ou você tem imersão (60Hz/144Hz) ou tem performance (240Hz+ em telas menores). O VG34WQML5A resolve isso com um painel Fast VA. Para quem não manja, o VA tradicional é famoso pelo black smearing (aquele rastro preto chato em cenas escuras), mas a versão Fast VA da Asus tenta aniquilar isso. Com um tempo de resposta mínimo de 0.5ms, a fluidez é surreal. Quando você ativa os 250Hz, a sensação é de que o jogo está deslizando na tela. Se você joga shooters competitivos mas não abre mão de ver o cenário todo, esse monitor é um verdadeiro monstro.

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Outra coisa que salva a pele do usuário é a combinação de AMD FreeSync Premium com a tecnologia ELMB SYNC. Normalmente, você tem que escolher entre o VRR (para não ter rasgos na imagem) ou o Motion Blur Reduction (para a imagem não borrar). A Asus meteu os dois juntos. Isso significa que você tem a imagem limpa, sem tearing e sem aquele rastro fantasmagórico, mesmo em velocidades altíssimas. É aquele tipo de recurso que você não sabe que precisa até testar e perceber que não consegue mais voltar para um monitor comum.

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Falando de cores, o monitor entrega 95% da gama DCI-P3, o que é excelente. As cores são vibrantes e saturadas na medida certa, tornando a experiência em jogos de mundo aberto, como Cyberpunk 2077 ou Elden Ring, algo hipnotizante. Sobre o VESA DisplayHDR 400, vamos ser sinceros: é um HDR de entrada. Não espere aquele brilho que vai cegar você ou contrastes infinitos de um OLED, mas ele dá um tapa no visual e ajuda a destacar as áreas claras sem lavar a imagem. É honesto, mas não é o ponto forte do produto.

Um detalhe que passa batido, mas que é um baita diferencial, é o DisplayWidget Center. Mexer no menu OSD (aqueles botões atrás do monitor) é um saco. Com esse software, você controla tudo pelo mouse. Quer mudar o modo de jogo? Pronto. Quer ajustar o brilho? Dois cliques. Além disso, a Asus incluiu a tal da TUF Gaming A.I, que automatiza algumas configurações para otimizar a imagem dependendo do que você está jogando. Funciona? Sim. É revolucionário? Não, mas facilita a vida de quem é preguiçoso como eu.

Não posso deixar de mencionar o som integrado. Olhando friamente, som de monitor costuma ser lixo, mas aqui ele serve bem para quem não quer usar headset o tempo todo para ouvir um vídeo no YouTube ou notificações do Discord. Não substitui um sistema de som decente ou um headset gamer, mas é melhor do que o silêncio absoluto. A conectividade também está em dia, com portas que permitem que você ligue seu PC e talvez um console sem ter que ficar trocando cabo toda hora.

No fim das contas, o Asus TUF VG34WQML5A é para quem quer o pacote completo. Ele não tenta ser apenas um monitor de escritório largo, nem apenas um monitor de torneio pequeno. Ele é o meio termo agressivo. Se você tem uma GPU que empurra frames em 3440 x 1440, não tem motivo para ficar no 16:9. É um investimento alto? É. Mas a entrega de performance com esse tamanho de tela é algo que pouquíssimos concorrentes conseguem fazer sem entregar um painel cheio de defeitos.

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