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Ator de Link em filme de The Legend of Zelda confessa que era novo demais para Breath of the Wild

Olha, vamos ser sinceros: a expectativa para qualquer adaptação de The Legend of Zelda para o cinema é um campo minado. A gente sabe que a Nintendo é extremamente criteriosa com suas IPs e, depois do sucesso estrondoso do filme do Mario, o hype para ver o Link em live-action subiu para níveis estratosféricos. Mas a grande questão é: como transpor a essência de um protagonista que mal fala para a tela grande sem transformar tudo em um tédio absoluto?

Eu acompanho esse mercado há anos e já vi muita coisa promissora flopar miseravelmente por causa de escolhas de elenco erradas ou roteiros genéricos. Para que esse projeto funcione, o ator precisa entender não só o personagem, mas a sensação de descoberta que a franquia entrega. É aí que entra a curiosidade recente sobre o escolhido para dar vida ao nosso herói favorito em Hyrule, que trouxe à tona um detalhe bem inusitado sobre sua relação com os jogos.

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O ator Benjamin Evan Ainsworth, que atualmente tem 17 anos, abriu o jogo sobre como foi sua preparação para o papel. O ponto mais chocante para a comunidade gamer é que ele confessou não ter jogado Breath of the Wild quando o título foi lançado originalmente para o Nintendo Switch em 2017. Fazendo as contas, o moleque tinha apenas oito anos na época, o que explica por que ele não tinha o console em mãos para explorar o mapa aberto naqueles dias.

Para quem é fã raiz, isso soa quase como um pecado, mas a verdade é que a geração Z consome games de um jeito diferente. Benjamin Evan Ainsworth contou que, na falta de um Switch, ele passou boa parte daquela fase assistindo a playthroughs e acompanhando gamers jogando. Ou seja, ele absorveu a mística de The Legend of Zelda através de telas de terceiros, transformando a experiência interativa em algo puramente contemplativo.

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Agora, se a gente analisar friamente, isso pode até ser um ponto positivo para a atuação. Muitas vezes, quem joga demais fica preso a mecânicas e bugs, enquanto quem assiste foca na narrativa e na estética do mundo. Ver o Link atravessando as planícies de Hyrule por vídeos pode ter dado a ele uma visão mais cinematográfica do personagem, o que é fundamental para quem está encarando um set de filmagens e não um controle de videogame.

Mas não podemos esquecer que a franquia é gigantesca e vai muito além do sucesso recente. Para entregar um Link convincente, o ator vai precisar mergulhar na história densa que começou lá no NES, passando por marcos como Ocarina of Time. A jornada do herói é construída sobre décadas de exploração, e ignorar as raízes da série seria um erro fatal que poderia transformar o filme em apenas mais um conteúdo genérico de fantasia.

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Se olharmos para títulos como The Legend of Zelda: Twilight Princess, vemos que a série já flertou com tons mais sombrios e maduros, algo que poderia ser explorado no live-action para fugir do óbvio. Até mesmo a non-linearidade de A Link Between Worlds mostra que a Nintendo sabe arriscar na estrutura de seus mundos. Se o roteiro do filme souber beber dessas fontes variadas, teremos algo realmente especial, e não apenas um resumo de Breath of the Wild com atores reais.

O grande desafio agora é a química do elenco e a direção de arte. Não adianta ter um ator dedicado se o visual de Hyrule parecer um cenário de plástico ou se as criaturas forem nerfadas visualmente para economizar no CGI. A gente quer ver a grandiosidade das ruínas e a tensão dos combates, mantendo aquele sentimento de aventura que nos prendeu desde a infância nas Notícias de games.

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No fim das contas, o fato de Benjamin Evan Ainsworth não ter jogado o game no lançamento é apenas uma curiosidade, mas serve para nos lembrar que a franquia The Legend of Zelda já transcendeu a barreira do hardware. Ela é um fenômeno cultural que atrai pessoas mesmo que elas não tenham o console da Nintendo no momento. Se ele conseguir transmitir a coragem e a curiosidade do Link, ninguém vai se importar com a idade que ele tinha em 2017.

Meu veredito é: mantenham a cautela, mas deixem o otimismo rolar. O elenco parece jovem e energético, o que combina com a proposta da saga. Agora é torcer para que a produção não tente inventar a roda e foque no que realmente importa: a exploração, o mistério e aquela trilha sonora que arrepia qualquer um. Se acertarem a mão, teremos a melhor adaptação de fantasia dos últimos tempos.

Estamos diante de um projeto que pode definir como a indústria tratará os jogos de aventura nos cinemas daqui para frente. O risco é alto, o investimento é massivo e a pressão dos fãs é colossal. Ainda não se sabe se a visão da Nintendo para as telonas será tão revolucionária quanto foi a de Breath of the Wild para o mundo dos games.

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