Se tem uma coisa que o James Cameron sabe fazer é deixar a gente na vontade. O cara é praticamente o mestre da tortura psicológica dos fãs, soltando um filme a cada década e fazendo a gente esperar anos por qualquer migalha de informação. Mas, olha, dessa vez a Disney resolveu dar uma colher de chá para a galera que não aguentava mais esperar ou que simplesmente quer rever a jornada dos azulzinhos sem ter que pagar um rim no cinema e aguentar três horas de filme sem poder ir ao banheiro.
Nós aqui da Gamer Elite ficamos sabendo que Avatar: Fire and Ash vai aterrissar no catálogo do Disney Plus no dia 24 de junho. Sim, você leu certo: a data foi antecipada em três dias em relação ao que tinha sido anunciado anteriormente (27 de junho). É um pequeno gesto, mas para quem está no hype total, cada dia conta. Agora, a questão real não é quando o filme chega no streaming, mas sim se a franquia ainda tem aquele mesmo fôlego de antes ou se começou a flopar silenciosamente.
Para a gente entender o drama, precisamos olhar para o histórico. O primeiro Avatar, lançado lá em 2009, não foi apenas um filme, foi um evento cultural que mudou o CGI para sempre. O resultado? US$ 2.924 bilhões arrecadados, tornando-se a maior bilheteria da história. O James Cameron ficou com a caneta na mão e planejou várias sequências, mas como ele é perfeccionista ao extremo, a gente teve que esperar absurdos 13 anos para ver Avatar: The Way of Water em 2022.
Mesmo com essa espera eterna, a sequência provou que a marca era forte. Embora não tenha batido o recorde do primeiro, ainda embolsou US$ 2.334 bilhões, mantendo-se como um dos três filmes mais lucrativos de todos os tempos. O problema é que a régua ficou alta demais, e quando chegou a vez de Fire and Ash no ano passado, o público não reagiu com a mesma euforia.
O terceiro capítulo arrecadou US$ 1.485 bilhão. Agora, calma lá: para qualquer outro diretor, isso seria a vitória da vida, mas para o padrão Avatar, foi quase um nerf nos lucros. Considerando que o orçamento ficou entre US$ 350 milhões e US$ 450 milhões, o filme ainda deu lucro, mas não foi aquele estouro colossal que a Disney e a 20th Century Studios esperavam. Isso deixou o James Cameron bem cauteloso sobre o que vem a seguir.
O plano original prevê Avatar 4 para 2029 e Avatar 5 para 2031, mas o diretor foi bem sincero (e até um pouco debochado) ao dizer que a existência desses filmes depende do desempenho de Fire and Ash. Ele chegou a brincar que, se as sequências forem canceladas, ele fará uma coletiva de imprensa só para contar o que teria acontecido nos filmes. É aquele tipo de confiança de quem sabe que é o rei da bilheteria, mas que também sente o vento mudar.
Se formos falar a verdade, o problema de Fire and Ash não foi técnico. Visualmente, o filme continua sendo imbatível; a qualidade do CGI e a imersão em 4K são de cair o queixo. O problema foi o roteiro. Muita gente sentiu que foi um repeteco do filme anterior, com conflitos muito similares e obstáculos que não traziam nada de novo para a mesa. Quando você entrega a mesma fórmula pela terceira vez, o público começa a bocejar, mesmo que a imagem esteja linda.
Para tentar salvar as próximas entregas, o James Cameron revelou que quer produzir Avatar 4 e Avatar 5 em metade do tempo e com dois terços do custo. Basicamente, ele quer otimizar a produção para não depender de bilheterias astronômicas para fechar a conta. Ele deve levar cerca de um ano para engrenar esse novo processo de produção, tentando achar o equilíbrio entre a perfeição visual e a viabilidade financeira.
No fim das contas, a performance de Fire and Ash no Disney Plus agora em junho de 2026 vai ser um termômetro importante. Se o filme bombar no streaming, a Disney terá mais argumentos para manter a fé nos próximos capítulos. Se a galera ignorar o filme mesmo em casa, talvez a gente veja o fim prematuro da saga de Pandora.
Meu veredito é simples: a franquia Avatar é um espetáculo visual, mas está precisando urgentemente de um buff na narrativa. Não adianta ter os melhores pixels do mundo se a história não move o espectador. Esperamos que o James Cameron use esse tempo para realmente inovar no roteiro, e não apenas nos efeitos especiais.
Se você perdeu a chance de ver no cinema ou quer apenas maratonar a saga, já deixa o lembrete no celular para o dia 24 de junho. Só espero que os próximos filmes não demorem mais 13 anos para sair, porque eu já estou ficando velho demais para esperar o próximo salto tecnológico do cinema.
Você acha que Avatar: Fire and Ash foi repetitivo ou a franquia ainda consegue surpreender nos próximos filmes? Deixe sua opinião nos comentários!