Olha, eu já vi de tudo nesses 15 anos cobrindo a indústria, mas a comunidade de The Elder Scrolls é, sem dúvida, a mais desesperada por qualquer migalha de informação. A gente está esperando por The Elder Scrolls VI há tanto tempo que qualquer postagem em rede social de um desenvolvedor aleatório já vira a maior notícia do ano. Recentemente, surgiu aquele boato delicioso de que haveria um jogo não anunciado da franquia em desenvolvimento, e a galera já estava montando a árvore genealógica do novo título.
O problema é que o hype cegou a galera e a realidade bateu forte agora. Nós aqui da Gamer Elite acompanhamos a confusão e, como acontece com frequência quando a Bethesda Game Studios decide ficar em silêncio absoluto, a internet interpretou tudo errado. O que parecia ser a revelação de um projeto secreto era, na verdade, apenas a triste realidade de um profissional tentando conseguir um novo emprego após ser demitido.

Tudo começou com o perfil do LinkedIn de Griffin DeClaire, um ex-designer associado de jogos que foi pego naquelas demissões em massa da Microsoft que deixaram todo mundo bolado. Na bio dele, o cara escreveu que trabalhou em um "título de Elder Scrolls não lançado". Para quem está sedento por novidades, isso soou como "tem um jogo novo além do 6", mas a verdade é que ele estava apenas se referindo ao próprio The Elder Scrolls VI, que, tecnicamente, ainda não foi lançado.

O Griffin teve que vir a público para dar aquele banho de água fria em todo mundo, confirmando que seu trabalho diário era exclusivamente no motor gráfico de The Elder Scrolls VI. Ele contou que amava o projeto e estava atento à reação dos fãs, mas acabou sendo cortado antes de ver a obra finalizada. É bizarro pensar que o cara estava lá dentro, vendo o jogo acontecer todo santo dia, enquanto a gente aqui fora só tem um teaser de 2018 para alimentar a imaginação.

Falando nesse teaser, já se passaram oito anos desde que a Bethesda nos mostrou aqueles segundos de paisagem e disse "estamos trabalhando nisso". Oito anos! Para você ter uma ideia, em oito anos a gente viu gerações inteiras de consoles mudarem. A única coisa que sabemos de concreto é que os desenvolvedores "amam a aparência do jogo", o que é a frase mais genérica possível para manter a gente na expectativa sem entregar nada de gameplay real.

Mas a Bethesda Game Studios não está parada, embora pareça que eles estão tentando abraçar o mundo ao mesmo tempo. Além do aguardado RPG, eles têm o Fallout 5 em pré-produção e ainda precisam manter o Fallout 76 respirando com atualizações constantes. É aquele clássico erro de querer fazer tudo ao mesmo tempo e acabar deixando o prato principal — que é o TES VI — cozinhando por tempo demais no fogo baixo.
Para piorar a expectativa, ainda temos os remasters de Fallout 3 e Fallout: New Vegas sendo desenvolvidos em parceria. É legal para quem quer jogar no PS5 ou Xbox Series X com gráficos melhorados, mas para o veterano que já zerou aquilo mil vezes, isso soa como "estamos enrolando para não falar do Elder Scrolls". A estratégia de marketing da empresa é praticamente inexistente, o que abre brecha para esses mal-entendidos de LinkedIn.

Não podemos esquecer que esse cenário de demissões na Microsoft afeta diretamente a qualidade e o tempo de entrega desses jogos. Quando você tira talentos como o Griffin do meio do processo, você perde conhecimento técnico e paixão, o que pode levar a atrasos ainda maiores ou, no pior dos casos, a um lançamento que flopou por falta de polimento. É a triste realidade da indústria atual, onde o lucro trimestral vale mais que a estabilidade da equipe de criação.
No fim das contas, a gente continua no escuro total sobre onde a história de The Elder Scrolls VI vai se passar ou quais serão as novas mecânicas. É frustrante ver que a única "novidade" da semana foi a confirmação de que não existe um jogo secreto, mas sim a confirmação de que o jogo principal continua sendo um mistério guardado a sete chaves em Redmond. A paciência do gamer brasileiro tem limite, e o nosso já estourou faz tempo.
Meu veredito é que a Bethesda precisa parar de dar respostas vagas e mostrar ao menos cinco minutos de gameplay real para provar que o jogo não é um vaporware. A gente não quer saber se "está lindo", a gente quer saber se o combate foi melhorado e se o mundo é realmente vivo. Enquanto isso, seguimos jogando Skyrim pela centésima vez no PC ou no Xbox, fingindo que não estamos desesperados.
Se eles continuarem nesse ritmo de silêncio absoluto, corremos o risco de o jogo sair e não ter mais ninguém com hype, apenas pessoas cansadas de serem enganadas por promessas de oito anos atrás. Esperamos que, ao menos, a parte técnica esteja impecável para justificar essa demora secular. Agora é sentar e esperar a próxima postagem de algum ex-funcionário para ver se a gente consegue tirar mais alguma conclusão equivocada dessas Notícias.



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