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Banners de Neverness to Everness: Prepare seu Bolso e o Hype para o Gacha

Cara, o mercado de jogos gacha está ficando saturado, mas Neverness to Everness chega tentando chutar a porta com uma proposta urbanística que a gente não vê todo dia. Eu acompanho essa indústria há 15 anos e já vi muita promessa de "mundo aberto revolucionário" virar fumaça, mas a Hotta Studio parece estar mirando em algo que misture a vida urbana com aquele vício clássico de colecionar personagens poderosos.

Se você já perdeu as contas de quantas gemas gastou em Genshin Impact ou Wuthering Waves, já sabe exatamente onde está pisando. O jogo não inventa a roda no sistema de monetização, mas a ambientação em uma cidade moderna traz um frescor necessário para quem já cansou de florestas fantásticas e dragões genéricos. A pegada aqui é mais neon, asfalto e aquele estilo futurista que gera um hype absurdo logo de cara.

Imagem Cena de All current and future 1

O sistema de banners é o coração da fera e funciona com uma rotação a cada três semanas. Isso significa que você tem uma janela curtíssima para decidir se aquele personagem novo é realmente essencial para o seu time ou se você vai guardar seus recursos para algo melhor. É aquele ritmo frenético desenhado para causar o famoso FOMO, fazendo o jogador sentir que vai perder a oportunidade da vida se não der o pull agora.

Para quem quer jogar de forma inteligente, o foco total deve estar no Annulith. Essa é a moeda da discórdia que você vai precisar farmar como se não houvesse amanhã. A dica de veterano é: não gaste tudo no primeiro banner que aparecer só porque o personagem é bonito; pre-farmar materiais e economizar Annulith é a única forma de não passar raiva quando chegar aquele personagem que realmente quebra o jogo.

Imagem Cena de All current and future 2

Comparando com os gigantes do gênero, a Hotta Studio está apostando alto na verticalidade e na interação urbana. Ver a rotação de armas e personagens acontecer enquanto você navega por uma cidade densa muda completamente a percepção de progressão. A gente sai daquele ciclo de "limpar mapa" e entra em algo que parece mais um simulador de vida com combate frenético, o que pode evitar que o jogo flopou prematuramente como aconteceu com outros clones de mundo aberto.

É óbvio que a comunidade vai entrar em guerra para discutir o meta. Com a chegada de novas armas, veremos quem recebe aquele buff absurdo que torna o personagem indispensável e quem acaba sendo nerfed logo na primeira atualização para forçar a galera a gastar em novos banners. É a engrenagem clássica desses jogos, mas em um cenário urbano, a customização parece que terá um peso muito maior no gameplay.

Imagem Cena de All current and future 3

Para a galera que vai rodar o título no PC ou no PlayStation, a expectativa é que a otimização esteja em dia. Não adianta ter um visual incrível com ray tracing e luzes de neon se o jogo rodar como um slide de fotos em momentos de combate intenso. A fluidez é tudo em um action RPG, e qualquer queda de frames pode transformar a experiência de luxo em um pesadelo técnico.

Estamos falando de um jogo que quer competir com os melhores do mundo. A estratégia de banners a cada três semanas mostra que a Hotta Studio quer manter o conteúdo fresco, mas isso exige uma produção insana de assets para que a gente não sinta que está recebendo personagens "reciclados" com cores diferentes.

Imagem Cena de All current and future 4

No fim das contas, eu olho para Neverness to Everness com um misto de cautela e empolgação. O nicho de RPG urbano é subexplorado e, se a jogabilidade for tão sólida quanto as imagens sugerem, podemos ter um concorrente de peso para as produções da miHoYo. A questão é saber se a profundidade do jogo sustenta o interesse além do brilho inicial do gacha.

Meu veredito preliminar é: entrem com calma. Não deixem a empolgação cegar a carteira. Esses jogos são maratonas, não sprints, e quem gasta tudo no lançamento geralmente é quem mais se arrepende quando o verdadeiro "god tier」 do jogo aparece meses depois. Fiquem de olho nas Notícias e planejem seus pulls com sabedoria para não virarem estatística de prejuízo.

Agora é aguardar o lançamento oficial para ver se o jogo realmente entrega tudo isso ou se é apenas mais um embrulho bonito para um cassino digital. Se a performance no PC estiver sólida e o endgame for desafiador, temos um hit nas mãos. Caso contrário, será apenas mais um nome esquecido na lista de jogos que prometeram demais e entregaram de menos.

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