Sabe aquele momento em que você termina de grindar tudo em uma temporada de um MMORPG e não sabe mais o que fazer com a vida? Pois é, a maioria da galera simplesmente desloga e espera a próxima liga, mas tem aquele tipo de jogador que decide gastar toda a sua fortuna em algo completamente absurdo e desnecessário. Foi exatamente isso que rolou recentemente com um grupo de malucos que decidiu testar até onde o motor gráfico de Path of Exile 2 aguentava antes de pedir arrego.
O protagonista dessa loucura foi o streamer Empyriangaming, que resolveu criar as builds de minions mais caras que eu já vi na vida. O cara investiu uma quantidade de moeda in-game que faria qualquer jogador médio chorar, superando inclusive o que muitos conseguem em centenas de horas de jogo no PC. Não era apenas um caso de min-maxing comum, mas sim uma tentativa deliberada de quebrar a lógica do jogo com seis sets completos de equipamentos focados em invocações.

Para chegar nesse nível de insanidade, a galera precisou fazer cálculos matemáticos pesados para espremer cada gota de potencial do sistema. A estratégia consistia em reduzir o custo de recurso de cada minion para dígitos únicos e, ao mesmo tempo, acumular a maior quantidade possível desse recurso no personagem. O problema é que a Grinding Gear Games colocou uma trava: o jogo deleta as criaturas e reseta o contador assim que você atinge 255 minions do mesmo tipo.
Como o limite individual era um empecilho, o Empyriangaming não jogou sozinho e recrutou vários amigos para trazerem seus próprios exércitos. A ideia era simples, mas devastadora: somar as capacidades de vários jogadores para ultrapassar qualquer barreira técnica. Quando eles começaram a invocar os Skeletal Priests, o resultado foi imediato e catastrófico para o frame rate de todo mundo envolvido.

Para piorar a situação, o grupo decidiu levar a festa para o modo Trial of the Sekhemas, que funciona como um roguelike dentro do jogo. Nesse modo, existem buffs poderosos que dobram a quantidade de minions que cada jogador pode invocar, elevando o número total para a marca surreal de 2.000 esqueletos na tela. O gráfico de performance do PC começou a oscilar como um monitor de batimentos cardíacos em plena parada cardíaca, tornando a experiência praticamente impossível.
O nível de lag era tão bizarro que comandos simples, como o dodge roll, demoravam quase um minuto para serem processados e aparecerem na tela. Imagina a cena: o jogador tenta desviar de um golpe, conta até trinta e, finalmente, o personagem se mexe enquanto milhares de esqueletos se fundem em uma massa brilhante de pixels. Era um verdadeiro slide show, onde cada segundo de gameplay parecia um filme em stop-motion.

Obviamente, tentar enfrentar um boss com esse exército foi um erro completo, já que eles mal conseguiam caminhar cinco metros sem que o jogo travasse. Percebendo que o combate era inviável, a galera decidiu migrar para a maldade pura e simples no hideout do jogador. O plano era atrair vítimas inocentes para dentro desse moedor de frames, criando a armadilha perfeita para qualquer um que passasse por ali.
Empyriangaming listou um item extremamente valioso por um preço ridículo no site de trocas do jogo para atrair bots e jogadores desesperados por um pechincha. Assim que as vítimas entravam no hideout achando que tinham tirado a sorte grande, davam de cara com centenas de esqueletos e um lag que faria qualquer Nvidia de última geração pedir socorro. Muita gente entrou e saiu instantaneamente, sem entender por que o jogo simplesmente parou de responder.

Ver a reação dos jogadores no chat, perguntando "que porra é essa", enquanto tentavam processar a imagem de um mar de ossos, é a prova de que a comunidade de Path of Exile 2 não tem limites. Esse tipo de experimento mostra que, por mais que a Grinding Gear Games tente balancear o jogo, sempre haverá alguém disposto a gastar fortunas apenas para ver o sistema colapsar. É aquele tipo de caos que a gente ama ver acontecer em jogos complexos.
Na real, isso serve como um alerta para os desenvolvedores sobre como buffs cumulativos em modos roguelike podem ser abusados. Embora seja engraçado ver o jogo flopar dessa maneira, é um lembrete de que a otimização é um desafio eterno, especialmente em títulos com tanta profundidade técnica. No fim das contas, transformar o jogo em um simulador de slide show foi a maior conquista desse grupo.

Meu veredito é que essa é a essência dos ARPGs modernos: você grindar por meses para, no fim, descobrir a maneira mais eficiente de quebrar a engine do jogo. Se você gosta de ver o caos reinando e o hardware sofrendo, esse experimento foi um sucesso absoluto. Agora ainda não se sabe se a empresa vai aplicar um nerf pesado nessas invocações ou se vai deixar a galera continuar criando seus próprios apocalipses esqueléticos no Steam.



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