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Carnificina na ZeniMax: Demissões em massa detonam a equipe de The Elder Scrolls Online

Cara, é simplesmente inacreditável o que está acontecendo na indústria de games hoje em dia. A gente vê esse ciclo repetitivo de hype absurdo, contratações desenfreadas e, do nada, vem a marreta dos cortes de custos. O caso mais recente é um soco no estômago de qualquer fã de MMORPG, porque estamos falando de The Elder Scrolls Online, um jogo que sobreviveu a tempestades, mas que agora parece estar sendo engolido pela própria gestão da Microsoft no Xbox. É revoltante ver como talentos que dedicaram décadas de suas vidas são descartados como se fossem arquivos temporários de um sistema operacional velho.

O cenário é desolador: a ZeniMax Online Studios foi praticamente aniquilada, com relatos indicando que metade de seus funcionários foi chutada para a rua nas últimas demissões. Para piorar, quem ficou agora tem que carregar o piano sozinho, tentando manter um jogo massivo vivo enquanto veem seus colegas saindo pela porta. Não é apenas uma questão de números em uma planilha de custos, é a destruição de uma cultura de desenvolvimento que levou anos para ser construída. A sensação é de que a Microsoft está jogando um jogo perigoso de 'estratégia corporativa' onde quem perde são os devs e, consequentemente, nós, jogadores.

Imagem Cena de  Former Elder Scrolls 1

Um dos pontos mais tristes dessa história veio através de Andrew Young, um content designer que passou anos na ZeniMax Online Studios. O cara soltou o verbo no X (antigo Twitter) e a dor dele é palpável. Ele falou sobre o sangue, suor e lágrimas que a equipe investiu para fazer The Elder Scrolls Online funcionar, e o pior: revelou que o jogo basicamente serviu de 'caixa eletrônico' para financiar outros projetos da empresa que estavam flopando, enquanto a equipe de ESO nunca recebia os recursos necessários para manter o ritmo de lançamentos. É o clássico caso de quem trabalha bem ser punido com mais trabalho e menos verba.

Se a gente olhar para trás, The Elder Scrolls Online teve um começo bem complicado. O lançamento em 2014 não causou aquela primeira impressão incrível, e o jogo quase se perdeu no caminho. Foi só com a mudança para a estrutura de Tamriel Unlimited, um ano depois, que as coisas começaram a engrenar de verdade. Mesmo assim, sempre tive a sensação de que ele era aquele 'primo distante' de gigantes como World of Warcraft e Final Fantasy XIV, um jogo reconhecível e respeitado, mas que nunca teve o mesmo suporte massivo de marketing que os líderes do gênero.

Imagem Cena de  Former Elder Scrolls 2

Mas a situação realmente desandou em 2025. Logo após uma palestra na GDC que exaltava o sucesso surpreendente de ESO, o diretor do jogo e presidente da ZeniMax Online Studios, Matt Firor, meteu o pé. Mais tarde, ele deixou claro que sua saída foi consequência direta do bloodbath de demissões da Microsoft naquele ano. E não parou por aí: o misterioso Project Blackbird, que seria um novo MMO da casa, foi simplesmente cancelado. Quando você vê o líder saindo e projetos promissores indo para o lixo, o sinal de alerta deve acender para todo mundo.

Imagem Cena de  Former Elder Scrolls 3

Agora, a comunidade está em polvorosa e com razão. A gerente de comunidade, Jessica Folsom, até tentou acalmar os ânimos reafirmando o compromisso da equipe com o jogo, mas soltou a bomba de que os roadmaps da nova estrutura sazonal 'irão mudar'. No linguajar corporativo, 'mudança de roadmap' geralmente significa que as coisas foram nerfadas, adiadas ou que simplesmente não há mais gente suficiente para entregar o que foi prometido. É aquele tipo de notícia que faz a gente questionar se o jogo ainda tem futuro a longo prazo.

Imagem Cena de  Former Elder Scrolls 4

Não posso deixar de comparar isso com o que aconteceu com o New World da Amazon. O jogo era moderadamente bem-sucedido, mas quando a Amazon decidiu que sua estratégia de 'querer ser gigante' nos games não estava dando o retorno esperado, eles simplesmente podaram tudo. O medo aqui é que The Elder Scrolls Online esteja seguindo o mesmo caminho de negligência. Quando a cúpula da empresa decide que um projeto não é mais 'prioridade máxima', o conteúdo começa a minguar e a qualidade despenca, não importa o quão apaixonados sejam os jogadores.

O desabafo final de Andrew Young resume tudo: 'realmente não sobrou ninguém e não há como mudar isso agora'. Isso é devastador. Perder o conhecimento institucional, as pessoas que sabiam onde cada parafuso do código estava apertado, é um prejuízo que dinheiro nenhum recupera. A ZeniMax Online Studios não perdeu apenas funcionários, perdeu sua alma e a identidade de quem construiu um dos mundos mais ricos do gênero MMORPG para PC, Xbox Series X e PS5.

Meu veredito como alguém que acompanha essa indústria há 15 anos é que a Microsoft está cometendo um erro estratégico colossal. Eles compram estúdios, fazem um hype do tamanho do mundo e depois cortam a mão de quem realmente faz o trabalho pesado. Se eles continuarem tratando a ZeniMax e outras subsidiárias como meras linhas de custo, vão acabar com o prestígio da marca Xbox. Não se faz jogo de qualidade com medo de demissão batendo na porta todo semestre.

Para quem joga The Elder Scrolls Online, o conselho é: aproveitem enquanto podem, mas fiquem de olho. Um jogo sem equipe é um jogo morto, mesmo que os servidores continuem ligados. É triste ver a história de um título tão icônico ser reduzida a cortes orçamentários e decisões de executivos que provavelmente nunca entraram em um mapa de Tamriel na vida. É a indústria moderna em seu estado mais puro e cruel.

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