Olha, se você acha que a CD Projekt está com a agenda tranquila, você está redondamente enganado, meu consagrado. A empresa polonesa está com a mão em tanta coisa ao mesmo tempo que chega a dar vertigem: tem o aguardadíssimo The Witcher 4, a sequência de Cyberpunk 2077, uma expansão e remaster de The Witcher 3, além do remake do primeiro jogo da franquia. É muita coisa para um estúdio só, e quem acompanha as Notícias do setor sabe que esse excesso de pratos girando pode ser a receita perfeita para um atraso colossal ou um lançamento problemático.
No meio desse caos de produções, a gente tinha dois projetos que ficaram esquecidos no fundo da gaveta, conhecidos apenas pelos codinomes Sirius e Hadar. Sinceramente, com tanta bomba anunciada, muita gente já tinha dado o projeto como morto ou achou que tinham flopado nos bastidores. Mas, durante a última call de investidores do primeiro semestre, a vice-presidente de relações com investidores, Karolina Gnaś, resolveu dar aquele choque de realidade na galera e confirmou que sim, os jogos ainda estão acontecendo, mas não esperem nada para logo.
Vamos falar primeiro do Sirius, que é onde a coisa fica curiosa. Esse projeto surgiu lá em 2021, quando a CD Projekt adquiriu a The Molasses Flood, aquela galera de The Flame in the Flood. A ideia era criar algo baseado no universo de The Witcher, mas com um tempero diferente: o foco total é em multiplayer. Pois é, quem não gosta de ver a CD Projekt tentando entrar no mundo do jogo online sabe que isso costuma ser um terreno perigoso, especialmente depois do lançamento conturbado de outros títulos da casa.
O caminho do Sirius não foi nada linear, pra dizer o mínimo. O projeto enfrentou problemas sérios alguns anos atrás, foi pausado e precisou ser rebootado do zero. Para piorar, em 2025, a estratégia de manter a The Molasses Flood como um estúdio independente foi descartada. A Karolina Gnaś mencionou que cortes recentes na equipe de desenvolvimento foram necessários para ajustar o projeto às necessidades atuais, o que a gente sabe que é o código corporativo para "estávamos fazendo a coisa errada e precisamos consertar".

Atualmente, o Sirius está em fase de pré-produção, focando em testar diferentes soluções e ideias de gameplay. Como é um projeto focado em multiplayer, a equipe está em um processo intenso de aprendizado, já que isso é algo completamente fora da zona de conforto da empresa. Para quem joga no PC ou no PlayStation, a expectativa é que eles não cometam os mesmos erros de outros estúdios que tentaram forçar o multiplayer em franquias puramente single-player.
Agora, se sobre o Sirius a gente sabe algumas coisas, sobre o Hadar a situação é quase um mistério total. Este é um projeto de IP original, ou seja, não é The Witcher nem Cyberpunk. A única pista concreta que temos é que a intenção é entregar uma "experiência de mundo aberto emocional". Soa lindo no papel, mas a gente sabe que a execução é o que separa um clássico de um jogo medíocre que some da Steam em duas semanas.

O mais bizarro é que o Hadar está em desenvolvimento desde 2021 e a empresa afirma que ele está "progredindo dinamicamente". Só que, na prática, o jogo continua na fase de conceito, exatamente onde estava cinco anos atrás. Isso é um sinal vermelho gigante para qualquer gamer. Imagine passar meia década e ainda estar apenas "prototipando elementos de gameplay" e testando abordagens. Se isso não é a definição de um desenvolvimento lento, eu não sei o que é.
Apesar da lentidão, parece que agora o negócio quer engrenar. A equipe, que conta com pouco mais de 30 pessoas, deve crescer para 50 desenvolvedores até o final de 2026. É um time pequeno para um jogo de mundo aberto, mas talvez seja a estratégia da CD Projekt para não queimar dinheiro enquanto não define a direção exata do jogo. Eles estão focados em protótipos, tentando entender o que realmente funciona antes de colocar centenas de pessoas para trabalhar no código.

Sendo bem sincero com vocês, eu fico com um pé atrás. O Hadar me desperta curiosidade por ser algo novo, mas o Sirius me deixa preocupado. Um jogo de The Witcher que não seja focado no Geralt e que ainda por cima seja multiplayer parece um risco desnecessário. A CD Projekt já tem projetos gigantescos no forno que podem definir o futuro da empresa, e gastar energia com experimentos que não saem do lugar pode acabar prejudicando a qualidade do que realmente importa.
No fim das contas, a empresa deixou claro que esses jogos estão acontecendo, mas que não teremos novidades reais tão cedo. Se eles quiserem continuar brincando com esses projetos até 2033, quem sabe? O importante é que o The Witcher 4 e o novo Cyberpunk não sofram as consequências desse malabarismo de projetos. O hype é real, mas a paciência do jogador tem limite, e a CD Projekt sabe disso melhor do que ninguém depois de tudo que passou com o lançamento do primeiro Cyberpunk 2077.

Meu veredito é: não criem expectativas para o Sirius ou Hadar agora. Foquem nos projetos principais e deixem a polonesa resolver a bagunça interna dela. Se o jogo for bom, ele chegará; se for forçado, vai ser mais um item na lista de projetos que prometeram e entregaram metade. Por enquanto, seguimos apenas observando a movimentação dos investidores e torcendo para que a qualidade não seja sacrificada em nome da quantidade de jogos em produção.



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