Cara, o clima nos bastidores da indústria de games continua tenso e a última bomba veio direto da Supermassive Games. Robert Henrysson, o cara que estava no comando do estúdio, anunciou que está batendo a porta e deixando o cargo de CEO, além de sair da empresa mãe, a Nordisk. Para quem acompanha, a saída parece aquele movimento clássico de quem entrega a missão e resolve sumir antes que o barco balance demais.
O papinho oficial é que ele quer passar mais tempo com a família agora em junho de 2026, mas a gente que é veterano sabe que esse tipo de saída raramente é apenas por "questões pessoais". Ele assumiu a Supermassive Games com a missão clara de botar ordem na casa e garantir que o lançamento de Directive 8020 acontecesse sem maiores problemas, e agora que o jogo já está na rua, ele resolveu dar o fora.

Falando no tal do Directive 8020, o jogo é a mais nova adição da série The Dark Pictures. Aqui a gente viu um cenário bem curioso: enquanto a crítica especializada deu notas altas (nós vimos avaliações chegando a 85%), o público no Steam não foi tão carinhoso assim. O jogo ficou com uma avaliação "mista", o que mostra que aquele hype inicial nem sempre se traduz em satisfação real para quem paga o boleto no PC.
Essa diferença entre a nota dos jornalistas e a do jogador é aquele sinal amarelo de que algo não clicou totalmente com a fanbase. Embora a Nordisk tenha gabado o jogo como tendo a melhor recepção crítica da franquia até agora, a verdade é que o engajamento parece ter sido menor do que em títulos anteriores. Basicamente, o jogo não flopou totalmente, mas também não foi o estouro que a empresa esperava.

Mas agora vamos falar do elefante na sala: as demissões. Durante a gestão do Henrysson, a Supermassive Games passou por duas rodadas pesadas de layoffs. A primeira rolou em fevereiro de 2024, logo depois que ele assumiu o posto dos fundadores Pete e Joe Samuels, e a segunda veio em julho de 2025. É triste ver que, mesmo com lançamentos, a galera continua sendo cortada para ajustar as contas da empresa.
O pior é que isso virou o "novo normal" na indústria. A gente viu milhares de profissionais serem chutados nos últimos anos porque os executivos não conseguiram prever que a bolha do período de pandemia ia estourar. O pessoal se acostumou com o crescimento absurdo de todo mundo ficando em casa jogando e, quando a realidade bateu, a solução foi a mais fácil e cruel: nerfaram o quadro de funcionários para salvar o lucro dos acionistas.

Henrysson não era apenas o cara da Supermassive Games, ele também tinha um papel operacional gigante na Nordisk, chegando a ser Chairman e CEO interino do Avalanche Studios Group. O cara era basicamente o "limpador" da holding, aquele que chegava para reorganizar a liderança, afiar a estratégia e entregar o produto final para depois passar o bastão para outro maluco.
Ele deixou uma mensagem no LinkedIn agradecendo ao time e dizendo que a Supermassive Games é o melhor estúdio de narrativa do planeta. Bonito no papel, mas quem ficou no estúdio depois de duas ondas de demissões deve ter um sentimento bem diferente sobre essa "cultura de qualidade consistente" que ele mencionou. É fácil falar em excelência quando você está no topo da pirâmide e decide sair no momento certo.

Agora, ainda não se sabe quem vai assumir o leme. A Supermassive Games tem um estilo muito único de cinema interativo, mas a fórmula começa a cansar se não houver inovação real. Se continuarem apenas focando em cortes de custos e lançamentos seguros, corremos o risco de ver a marca perder a relevância frente a novos jogos de terror psicológico que estão surgindo no cenário indie e AAA.
No fim das contas, Robert Henrysson sai com o currículo preenchido, mas deixa para trás um estúdio que ainda tenta se encontrar nesse mercado caótico. Ele disse que está aberto a papéis de consultoria, então provavelmente veremos ele orbitando outras empresas em breve. Para nós, jogadores, o que importa é se o próximo jogo terá a alma que os primeiros títulos da empresa tinham, ou se será apenas mais um produto de planilha de Excel.

Meu veredito é que essa saída é emblemática. Mostra como a gestão de games hoje em dia virou um jogo de "entrega e foge". O CEO chega, corta quem precisa ser cortado para bater a meta, lança o jogo e sai antes que a conta da insatisfação do público e dos funcionários chegue. Esperamos que a nova liderança foque mais nas pessoas e menos nos números, porque jogo feito sem paixão a gente sente de longe.



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