MMORPG

Chega de Paywall! Por que os MMOs deveriam liberar expansões antigas de graça?

Cara, vamos falar a real: não existe nada que dê mais vontade de deletar um jogo do PC do que baixar um MMORPG com um hype absurdo e, na hora de começar, descobrir que você caiu num labirinto de cobranças. Você entra animado, querendo explorar aquele mundo massivo, mas logo se depara com páginas e mais páginas de textos confusos explicando que o conteúdo 'X' está na expansão de cinco anos atrás, o conteúdo 'Y' exige a versão de três anos atrás, e para chegar no conteúdo atual, você precisa abrir a carteira e pagar por todo esse histórico.

É sinceramente ridículo que, em pleno 2024, a gente ainda lide com esse modelo de negócio engessado. Parece que algumas empresas de games esqueceram que o público mudou. Ninguém mais tem paciência para pagar por um conteúdo que já foi nerfado três vezes, que já teve a mecânica superada e que serve apenas como um 'pedágio' obrigatório para você conseguir jogar a expansão mais recente com seus amigos. É a definição perfeita de barreira de entrada, e isso mata qualquer jogo novo antes mesmo do player dar o primeiro passo no mapa.

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Olha o caso de gigantes como Final Fantasy XIV ou World of Warcraft. Embora eles tenham evoluído, a confusão sobre o que está incluso na Standard Edition ou em pacotes de expansões antigas ainda gera muita dúvida. Quando o modelo de negócio não é simples e claro, o jogador se sente enganado. A lógica deveria ser básica: se a expansão é antiga, ela deve ser gratuita. Deixe o jogador curtir a jornada, subir de nível e se apaixonar pelo mundo sem precisar gastar, sei lá, R$ 150 reais em um pacote de conteúdo de 2018 que ninguém mais joga no end-game.

Se você coloca todo o conteúdo antigo como free-to-play, você não está perdendo dinheiro, você está investindo na base de jogadores. Um jogo com mais gente circulando é um jogo mais vivo, com economia mais estável e, principalmente, com mais gente disposta a pagar a Full Price da expansão mais nova. Cobrar por conteúdo legado é tentar tirar leite de pedra e, no fim das contas, isso só faz o jogo flopar mais rápido porque o custo de entrada fica proibitivo para quem está começando agora.

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Além disso, tem a questão do design de gameplay. Muitas vezes, essas expansões antigas são cheias de missões repetitivas e mecânicas datadas que nem os próprios desenvolvedores gostam mais. Então, por que diabos você me obrigaria a pagar por isso? Se o conteúdo é apenas um caminho para chegar ao nível máximo, ele deveria ser parte do pacote básico. Transformar a progressão obrigatória em um produto pago é a coisa mais antipática que um estúdio pode fazer com a sua comunidade.

Imagina a cena: você decide testar um jogo no PS5 ou Xbox Series X, vê que a galera está empolgada com a nova Season, mas descobre que para chegar lá você teria que gastar aproximadamente R$ 300 reais comprando três expansões passadas. Você simplesmente fecha o jogo e vai jogar qualquer outra coisa. Esse modelo de 'empilhamento de pagamentos' é um tiro no pé. O mercado atual pede agilidade, acesso rápido e transparência, coisas que esse sistema de expansões pagas ignora solenemente.

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Outro ponto crucial são as mecânicas de catch-up. Quando as expansões antigas são grátis, os devs podem criar sistemas de aceleração de nível muito mais eficientes. O jogador novo não se sente punido por ter chegado atrasado na festa. Ele consegue experimentar a história do jogo, entender o lore e chegar no conteúdo atual sem sentir que foi assaltado no meio do caminho. É a diferença entre criar um fã fiel e criar um usuário frustrado que vai detonar o jogo no Steam.

A gente vê isso acontecendo em outros gêneros. Jogos de tiro como Destiny 2 já tentaram diversas abordagens com seus conteúdos, e a lição é sempre a mesma: quanto mais confuso for o sistema de 'quem tem acesso a qual mapa', maior é a chance de a comunidade se revoltar. No MMORPG, onde o investimento de tempo é gigante, essa barreira financeira torna-se ainda mais insuportável. Não faz sentido nenhum tratar conteúdo de dez anos atrás como se fosse um lançamento de AAA.

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Para encerrar esse raciocínio, a indústria precisa entender que o valor real de um MMO hoje não está na venda de pacotes de expansões obsoletos, mas na retenção de jogadores e na venda de cosméticos ou passes de batalha da temporada atual. É muito mais lucrativo ter 1 milhão de jogadores acessando o conteúdo antigo de graça e comprando skins de R$ 50 reais, do que ter 10 mil jogadores que pagaram por tudo, mas que estão desistindo do jogo porque a barreira de entrada é alta demais para atrair novos rostos.

No fim das contas, a simplicidade vence. Se eu quero jogar o jogo mais atual, eu pago pela expansão mais atual. O resto? O resto é história, é fundação, e deveria estar disponível para qualquer um que queira mergulhar nesse universo. Chega de complicar a vida do gamer com tabelas de preços e versões confusas de edições digitais.

Meu veredito é curto e grosso: qualquer empresa que ainda cobra por expansões antigas para liberar o acesso ao conteúdo novo está presa em 2005. Ou eles modernizam esse modelo de negócio, ou vão continuar vendo seus jogos morrerem lentamente enquanto a concorrência, mais inteligente e menos gananciosa, rouba todos os players. É hora de liberar o jogo e focar no que realmente importa: a diversão e a comunidade.

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