Cara, quem acompanhou o lançamento de Sid Meier's Civilization VII sabe que o negócio foi tenso. A Firaxis Games pisou na bola feio logo de cara, e a comunidade não perdoou. A interface estava um caos, as mudanças na fórmula clássica da série foram polêmicas pra caramba e faltavam recursos básicos que a gente já esperava de um jogo desse porte. Foi aquele tipo de lançamento que a gente chama de flop inicial, onde o hype bateu de frente com uma realidade bem frustrante.
Mas, olha, tem que dar o braço a torcer: a Firaxis Games não abandonou o barco. Eles entraram em um modo de 'redenção' que já dura quase 18 meses, tentando consertar cada detalhe que a galera criticou. É aquele processo lento, mas constante, de ouvir a comunidade e tentar transformar o jogo no que ele deveria ter sido desde o primeiro dia. E a boa notícia é que a próxima grande investida já tem data marcada para a semana de 22 de junho.
O grande destaque da atualização 1.4.1 é, finalmente, a chegada do hotseat multiplayer. Para quem não tá ligado, isso é aquele modo clássico de multiplayer local onde você e seus amigos jogam no mesmo dispositivo, passando o controle ou o teclado de mão em mão. É a essência do jogo de tabuleiro transposta para o PC, PS5, Xbox Series X e Nintendo Switch, e era algo que a comunidade implorava desde o lançamento.

Além disso, a Firaxis Games resolveu dar um buff pesado na geração de mapas. Eles estão trazendo um estilo de mapa de Arquipélago completamente reformulado e muito mais aleatório, utilizando uma tecnologia chamada Voronoi generation. Isso significa que as ilhas e a distribuição de terra vão ficar muito mais orgânicas e menos previsíveis, tirando aquela sensação de mapa repetitivo. E relaxem, que a versão antiga do mapa ainda vai continuar disponível com o nome de Archipelago Hemispheres.

Mas a coisa não para por aí. A atualização também mexe em sistemas fundamentais como Governos, Felicidade e Celebrações. Agora teremos novos estágios de felicidade e passivas reformuladas para os governos. O ponto mais massa é a possibilidade de desbloquear Tradições Governamentais que persistem através das eras. Ou seja, as escolhas que você fez lá atrás agora deixam uma marca permanente na história da sua civilização, o que traz uma camada de profundidade que estava fazendo falta.

Isso tudo vem logo após a massive atualização Test of Time de maio, que já tinha resolvido um dos maiores ranços dos jogadores: a capacidade de começar e permanecer com qualquer civilização em qualquer Era. A Firaxis Games está realmente tentando sintetizar um ano inteiro de feedback em updates gratuitos, o que é a única forma de recuperar a confiança de quem se sentiu traído no lançamento.
Agora, nem tudo é de graça, né? Junto com a versão 1.4.1, chega a primeira parte da coleção de conteúdo pago chamada Brush & Blade. Esse pacote foca na história do Japão e da Coreia, explorando esse contraste entre a arte refinada e a guerra brutal. Na Parte 1, teremos o novo líder Toyotomi Hideyoshi, as civilizações Heian Japan e Sengoku Japan, além de quatro novas Maravilhas e customizações de perfil.

Para fechar o pacote de expansão, a segunda parte do Brush & Blade chega no meados do ano, trazendo o lendário almirante Yi Sun-sin como líder, além das civilizações Goryeo e Joseon. É um conteúdo que parece bem sólido e que deve dar um fôlego novo para quem já zerou o jogo diversas vezes ou que desistiu na primeira versão e agora quer tentar de novo.
Enquanto a Firaxis Games tenta salvar Civilization 7, o resto da indústria continua numa loucura total. Tivemos notícias de que o remake de Zelda: Ocarina of Time foi o trailer mais visto do último showcase da Nintendo, e até casos bizarros como uma cópia de Super Mario Bros. sendo vendida por $3m (cerca de R$ 16,5 milhões). O mercado está instável, com chefes de estúdios saindo da Xbox Game Studios e a EA tentando enfiar propaganda direto no gameplay dos jogos. É um cenário caótico, mas que deixa a gente ainda mais exigente com a qualidade do que é entregue.
No fim das contas, Sid Meier's Civilization VII é um caso clássico de 'estrada para a redenção'. O jogo começou como um desastre de UI e design, mas está se transformando em um produto robusto através de updates massivos. A chegada do hotseat multiplayer e a revamp dos sistemas de governo mostram que a desenvolvedora finalmente entendeu o que o fã de 4X quer.
Meu veredito? Se você passou longe do jogo no lançamento, agora é a hora de dar uma segunda chance. Com as correções de maio e as novidades de junho, o jogo finalmente parece ter encontrado sua identidade. Ainda não sabemos se ele vai superar os antecessores no coração da galera, mas o caminho agora é o correto: menos promessas e mais conteúdo real no Steam, PS5 e Xbox Series X.



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