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Control Resonant: Por que você NÃO deve fritar sua GPU no Ultra

Sabe aquele impulso incontrolável de instalar um jogo novo e, antes mesmo de ver a tela de título, abrir o menu de opções e socar tudo no Ultra? Pois é, a gente já passou por isso mil vezes, mas quando o assunto é Control Resonant, esse hábito pode ser a receita perfeita para transformar seu PC em um forno de pizza. A Remedy sempre foi mestre em entregar visuais que deixam a gente de queixo caído, mas desta vez eles elevaram a barra a um nível que exige cautela, ou você vai acabar sacrificando a fluidez do gameplay em nome de reflexos que, honestamente, você mal vai notar durante a pancadaria.

Para tirar a prova real, a gente testou o game em uma máquina bem parruda, mas que não chega a ser aquele setup obsceno de mais de R$ 16.500 reais. Estamos falando de um rig equipado com uma RTX 5070 Ti, processador AMD Ryzen 7 7700X e 32 GB de DDR5. Mesmo com esse hardware, que é um verdadeiro monstro para a maioria dos títulos atuais rodando em 1440p, a diferença entre a beleza e a performance se tornou um campo de batalha. Se você quer que o jogo rode liso, sem aqueles engasgos chatos, precisa parar de acreditar que o preset máximo é a única forma de ter uma experiência imersiva.

Control Resonant - Cidade distorcida e geometria não-euclidiana que desafia a renderização em tempo real

Geometria Desafiadora e o Peso do Motor Gráfico da Remedy

O motor proprietário Northlight da Remedy é famoso por esticar os limites tecnológicos da indústria, e em Control Resonant isso fica evidente logo nos primeiros minutos. A transição da Antiga Casa (The Oldest House) para uma Manhattan tomada por dobras gravitacionais e dimensões sobrepostas cria cenas onde arranha-céus inteiros se desdobram em tempo real. Essa carga poligonal massiva já seria suficiente para colocar qualquer processador em alerta, mas é no tratamento de iluminação dinâmica que o verdadeiro peso se concentra.

O menu de configurações de Control Resonant funciona quase como um painel de engenharia de software de tanta opção detalhada. Você consegue ajustar os parâmetros de ray tracing de forma totalmente independente dos presets gráficos gerais, o que é um alívio total para quem busca calibrar cada efeito individualmente. Além disso, a Nvidia trouxe o suporte ao DLSS 4.5 com reconstrução de raios, enquanto os donos de placas AMD contam com o FSR 4 para garantir fôlego extra. Ter esse controle granular é vital porque, se você simplesmente acionar o botão de 'Ultra' geral, o jogo ativa o path tracing completo em todas as superfícies — e é aí que a taxa de quadros despenca sem dó.

Distorção dimensional em Control Resonant com iluminação volumétrica e reflexos dinâmicos

Os Números na Bancada: RT Ultra vs RT High vs RT Medium

Falando em despencar, os números dos testes não mentem e são cruéis com quem insiste em manter tudo no topo absoluto. Rodando na resolução nativa de 1440p com perfil de qualidade no upscaler e geração de quadros desativada para medir o poder bruto, o comportamento de cada perfil de traçado de raios desenha um panorama muito claro:

Configuração GráficaFPS Médio1% Low FPSComportamento TérmicoExperiência de Jogo
RT Desligado105 fps82 fpsFrio / Carga leveFluidez máxima, perda de atmosfera
RT Medium76 fps54 fpsEstável / ModeradoPonto de equilíbrio ideal (Sweet Spot)
RT High71 fps50 fpsCarga altaGanho visual quase imperceptível
RT Ultra (Path Tracing)62 fps44 fpsLimite térmico / Fans a 100%Quedas visíveis e latência maior

No preset RT Ultra, a média ficou na casa dos 62fps, mas com quedas bruscas para 44fps nos 1% lows. Essas oscilações acontecem principalmente em salas amplas repletas de vidro fumê, poças de água e partículas vermelhas do Hiss, que geram micro-travamentos incômodos. Quando descemos para o RT Medium, a média salta para confortáveis 76fps e os lows sobem para 54fps. É um ganho consistente de 14 quadros por segundo que alivia a temperatura da GPU e restaura a resposta imediata dos controles.

Combate frenético em Control Resonant exigindo estabilidade de taxa de quadros e baixa latência

Combate Frenético Exige Fluidez, Não Pixels Invisíveis

O ponto mais revelador dessa comparação técnica é que a diferença visual entre o RT High e o RT Medium é praticamente indistinguível a olho nu durante o calor do combate. Entre esses dois níveis, a diferença de performance foi de apenas 5fps, mas o custo térmico e a estabilidade das mínimas pesam contra o perfil High.

Em jogos de ação em terceira pessoa onde você precisa arremessar detritos com telecinese, esquivar de projéteis e disparar a Arma de Serviço simultaneamente, a latência de comandos fala muito mais alto do que a quantidade de rebotes indiretos de luz em uma lata de refrigerante caída no canto da sala. Priorizar taxas de quadros firmes acima dos 75fps garante que o tempo de quadro (frametime) permaneça plano, evitando que o jogador erre esquivas cruciais por atraso na resposta de entrada.

Física de partículas e reflexos de ray tracing em superfícies refletivas durante a destruição de cenários

Desligar o Ray Tracing é Opção? Entenda o Sweet Spot

Claro que, se você desativar o ray tracing por completo, o jogo decola e ultrapassa facilmente os 105fps na RTX 5070 Ti. No entanto, desligar tudo em um jogo da Remedy é cometer um verdadeiro sacrilégio contra a direção de arte. O universo de Control é construído sobre sombras brutais, reflexos nítidos em pisos de mármore encerados e feixes volumétricos que cortam a névoa paranormal.

Sem os reflexos acelerados por hardware, o motor recorre ao antigo screen-space reflections (SSR), que faz objetos refletidos desaparecerem sempre que saem do campo de visão da câmera. O segredo está justamente em abraçar o sweet spot: o preset RT Medium mantém os reflexos essenciais e a oclusão ambiental precisa sem submeter os núcleos RT da placa ao estresse sufocante do path tracing integral.

Jesse e Dylan Faden em cena cinematográfica destacando a tecnologia de iluminação facial da Remedy

Veredito e Configuração Recomendada

No final das contas, o preset RT Ultra de Control Resonant assemelha-se muito mais a um teste de estresse de benchmark sintético ou modo de fotografia para redes sociais do que a uma configuração viável para zerar a campanha com conforto. A tecnologia de path tracing ainda cobra um pedágio desmedido em relação ao benefício estético perceptível.

Para extrair o visual deslumbrante que a Remedy planejou sem transformar seu gabinete em um aquecedor, a melhor configuração recomendada para placas intermediárias e avançadas é: * Preset Geral de Gráficos: Alto (High); * Ray Tracing: Médio (RT Medium — reflexos e oclusão ativos); * Path Tracing Completo: Desativado; * Upscaling: DLSS 4.5 ou FSR 4 no modo Qualidade (Quality); * Resolução Alvo: 1440p (com possibilidade de 4K utilizando Frame Generation).

Com esses ajustes, você preserva a identidade visual fantástica da franquia, mantém seu hardware operando em temperaturas confortáveis e garante a precisão de reflexos que um combate sobrenatural exige.

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