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Control Resonant promete caos surrealista em Manhattan com bosses insanos e gravidade zero

Mano, a Remedy não brinca em serviço. Depois de explodir cabeças com o primeiro Control, eles voltaram com tudo pra nos mostrar o que está rolando em Control Resonant. A gente já sabia que a vibe seria estranha, mas o que vimos nessa entrevista exclusiva do PC Gaming Show é outro nível de loucura, transformando a sequência em um verdadeiro ARPG que promete chutar a porta do gênero e entregar algo visceral.

Dessa vez, o foco sai daquela repartição burocrática e vai direto para as ruas de Manhattan, em Nova York. A gente assume o controle de Dylan Faden, irmão da Jesse Faden, que passou boa parte do primeiro jogo trancado numa cela por causa de seus poderes instáveis e da possessão pelo Hiss. Agora, o cara acorda de um coma e descobre que o caos se espalhou pela cidade, e é aí que o hype começa a subir de verdade para quem curte uma narrativa densa.

Control Resonant - Imagem Oficial

O ponto central aqui é o chamado "Patterning", uma ameaça otherworldly que está transformando a galera em monstros e distorcendo a realidade de um jeito bizarro. O diretor criativo Mikael Kasurinen deixou claro que isso não é só "bagunça visual", mas algo que afeta o tempo e a luz de forma drástica. Para lidar com isso, Dylan tem a habilidade insana de inverter a gravidade, permitindo que você ande em paredes e tetos, deixando a gente completamente zonzo sem saber o que é chão e o que é teto.

O mais massa é que a Remedy não foi buscar inspiração em outros games, porque, convenhamos, muita coisa hoje em dia tá com a mesma cara e acaba ficando genérico. Eles foram beber da fonte de M.C. Escher, com aquelas escadarias impossíveis, e de filmes como A Field in England e Paprika. Isso mostra que o estúdio quer arriscar e fugir da mesmice que faz tanto jogo moderno flopar artisticamente por medo de tentar algo novo.

Control Resonant - Imagem Oficial

Falando de gameplay, Control Resonant expande a fórmula para um mundo mais aberto do que o antecessor. A gente vai enfrentar os "Resonants", que são basicamente pessoas distorcidas que viraram chefões monstruosos. O detalhe é que você não é obrigado a solar todos eles para zerar, mas pode caçá-los para roubar seus poderes, o que abre um leque de builds absurdo para quem curte customizar o personagem no PC e testar diferentes estratégias de combate.

Os bosses mostrados são puro suco de bizarrice: tem um gigante que cospe lava, uma cabeça flutuante colossal e uma ex-dançarina que é, provavelmente, a luta mais elegante do jogo. Para essa última, a Remedy trabalhou com dançarinos reais para garantir que cada movimento fosse fluido. É aquele tipo de polimento que a gente espera de um estúdio desse calibre, elevando a experiência para além de um simples "bater e esquivar", transformando a luta em uma coreografia mortal.

Control Resonant - Imagem Oficial

E a parte sonora, mano... O compositor Petri Alanko foi longe demais. Ele criou a trilha da luta da dançarina baseada em números de Fibonacci, seguindo aquela sequência matemática (1, 1, 2, 3, 5...), o que cria um ritmo hipnótico e perturbador. Além disso, a evolução do Dylan é refletida no som: ele começa com ondas senoidais simples e, conforme evolui como pessoa e arma, as texturas sonoras ficam mais complexas e ricas, acompanhando o crescimento do personagem.

Uma coisa que me chamou a atenção foi a variabilidade da progressão. Os devs contaram que um playtester demorou muito mais do que o esperado para conseguir a habilidade de inverter a gravidade. Isso significa que a ordem em que você consegue os poderes pode mudar completamente a forma como você encara os desafios, criando runs únicas e evitando que a comunidade apenas copie a "melhor build" de um vídeo no YouTube logo no primeiro dia de lançamento.

Control Resonant - Imagem Oficial

No fim das contas, Control Resonant parece ser aquela sequência que não tem medo de mudar a pele para evoluir. Sair da Oldest House e ir para as ruas de Manhattan é um risco, mas com a liberdade de um mapa aberto e a profundidade de um ARPG, a chance de ser um sucesso absoluto é gigante. Se você já curte a vibe surrealista da Remedy, esse jogo vai ser um prato cheio e provavelmente vai definir novos padrões de direção de arte.

Agora, ainda não se sabe se a história da família Faden vai ter o mesmo peso emocional que a jornada da Jesse. O diretor Mikael Kasurinen mencionou que a dinâmica entre os irmãos é central, e eu espero que isso não vire aquele clichê de "salvar o parente". Com a pré-venda já rolando na Steam, eu já estou com o dedo no botão de compra, porque esse nível de ambição é raro hoje em dia e merece todo o nosso apoio nas Notícias de games.

Control Resonant
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