Na moral, quem acompanhou o desfecho de The X-Files na Season 11 sentiu que a coisa terminou de um jeito bem estranho. Aquele episódio final, My Struggle IV, deixou um rastro de confusão e dividiu a comunidade entre quem amou o mistério e quem achou que a série simplesmente flopou no final. A real é que o encerramento, ocorrido em 21 de março de 2018, deixou ganchos que gritavam por uma explicação decente, mas ficamos anos no vácuo sem saber se teríamos respostas.
Agora, o mestre por trás de tudo, Chris Carter, resolveu abrir o jogo e admitiu que a história não acabou de verdade. Ele sabe que deixou pontas soltas e, sinceramente, a gente estava precisando desse movimento. O cara revelou que tem uma "grande revelação" guardada para os fãs e que está lutando para transformar isso em realidade, embora ainda não esteja claro se esse retorno virá como uma nova série ou um longa-metragem. No momento, nada foi oficialmente aprovado pelos executivos, mas o hype já começou a subir.

Enquanto isso, Carter aproveitou para lançar a sua versão do Diretor do segundo filme, intitulado The X-Files: I Want to Believe - Vrach Frankenshteyn. Essa nova versão é muito mais voltada para o horror, tentando resgatar aquela essência assustadora que a série tinha nos anos 90. O interessante é que ele não quis apenas adicionar cenas, mas sim lapidar a experiência para que ela não parecesse tão "limpinha" quanto a versão original que chegou aos cinemas.

O relato do Chris Carter sobre a produção original desse filme é puro suco de treta com estúdio. Ele contou que, na época, os executivos detestaram o corte inicial, chegando a classificar o material como "torture porn", comparando a obra com filmes da franquia Saw. Por causa disso, forçaram um corte agressivo para que o filme se encaixasse na classificação PG-13, o que acabou nerfando todo o clima de suspense e terror que era a marca registrada de Mulder e Scully.

Nessa nova versão do Diretor, o foco mudou completamente. Chris Carter decidiu cortar boa parte daquela linha romântica entre os protagonistas, argumentando que já tivemos reboots demais e que o público já estava saturado do romance entre os dois. Ele preferiu focar no lado grotesco da história do Frankenstein, inspirando-se em casos reais de transplantes de cabeças de macacos, algo que ele considera a essência pura de um "Arquivo X".

Mas a confusão não para por aí, porque enquanto Carter planeja seu retorno, tem outra coisa cozinhando nos bastidores. O diretor de Black Panther, Ryan Coogler, já filmou um episódio piloto para um reboot total de The X-Files destinado ao Hulu. Isso gera aquela dúvida clássica de fã: será que teremos os personagens originais ou será um universo paralelo? Se Mulder e Scully aparecerem, a pergunta que fica é se isso será canônico ou apenas mais uma tentativa de lucrar com a marca.
Para quem curte acompanhar essas movimentações de bastidores e quer ficar por dentro de tudo o que rola no mundo do entretenimento, vale a pena conferir a nossa seção de Notícias. A indústria de séries está num momento estranho, onde tudo vira reboot ou sequência, e The X-Files é o exemplo perfeito de como equilibrar a nostalgia com a necessidade de fechar ciclos de forma satisfatória.
Eu, particularmente, acho que o Chris Carter está certo em querer consertar a Season 11. Não tem nada pior do que investir anos em uma mitologia complexa e terminar com um final que deixa todo mundo coçando a cabeça. Se ele conseguir livrar a história da mão de executivos que têm medo de sangue e horror, podemos ter algo realmente épico nas mãos.
No fim das contas, ainda não se sabe se o Hulu ou algum outro estúdio vai dar a luz verde para esse plano mestre. Se for para voltar apenas para fazer mais do mesmo, melhor deixar os arquivos fechados. Mas se a promessa de uma "grande revelação" for real, eu estou dentro, porque a química entre David Duchovny e Gillian Anderson é algo que raramente se repete na TV.



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