Cara, não dá mais para fingir que a Ubisoft está bem. A gente vem acompanhando esse declínio há um tempo, mas o que está rolando agora em junho de 2026 já passou do limite do aceitável. A empresa acabou de anunciar o fechamento de mais dois estúdios, e a sensação é que eles estão tentando apagar um incêndio jogando gasolina, cortando quem realmente faz o jogo acontecer enquanto a cúpula tenta entender por que os lucros despencaram.
O cenário é desolador: os escritórios de Winnipeg, no Canadá, e Belgrado, na Sérvia, foram os escolhidos da vez para irem para o espaço. Isso faz parte de um plano de corte de custos que não parece ter fim, e a conta está chegando para quase 380 funcionários que perderam o emprego agora. É aquele clássico erro de gestão onde a empresa gasta milhões em marketing para criar um hype artificial, mas na hora de manter a equipe técnica, o corte é implacável.

Além dos fechamentos totais, a situação no escritório de Barcelona, na Espanha, também é tensa. A galera de lá agora vai ter que focar exclusivamente na franquia Rainbow Six, abandonando outros projetos como a série Rabbids e Star Trek: Bridge Crew. É aquele movimento típico de quem percebeu que a maioria dos seus jogos flopou e agora precisa apostar todas as fichas no único título que ainda segura a onda e traz dinheiro para o caixa.

Se a gente olhar para os números, o tombo é gigante. Em 2023, a Ubisoft ostentava um quadro de mais de 20.000 funcionários. Este ano, antes mesmo desse novo corte, esse número já tinha caído para 16.590. Estamos falando de milhares de profissionais qualificados indo embora porque a empresa não conseguiu acertar a mão na entrega de blockbusters e ficou presa em fórmulas repetitivas que a comunidade já cansou de criticar.

A sangria começou muito antes. Só em março, a veterana Red Storm Entertainment, famosa por Ghost Recon, teve 105 funcionários mandados embora. Foi mais uma onda de demissões que começou lá em 2022, provando que a empresa entrou em um loop de instabilidade. Quando você começa a cortar quem domina a base técnica de franquias históricas, você está basicamente cavando a cova da sua própria qualidade.
O começo de 2026 foi, sem exagero, brutal. Em janeiro, a Ubisoft simplesmente deletou seis jogos do cronograma, incluindo o remake de Prince of Persia: Sands of Time, que muita gente estava esperando. Para piorar, os estúdios de Stockholm e Halifax foram fechados completamente, e escritórios em Abu Dhabi, a RedLynx (de Trials) e a Massive Entertainment (de Avatar: Frontiers of Pandora) também sentiram a faca do RH.

Nem a sede em Paris escapou, com a demissão de 200 pessoas logo no início do ano, o que gerou protestos pesados na capital francesa. E para quem ainda tem esperança no remake de Splinter Cell, a situação é de pura expectativa. A empresa teve que sair correndo para garantir que o jogo ainda está em desenvolvimento depois que 40 vagas foram eliminadas no estúdio de Toronto. É aquele tipo de comunicado que a gente lê e pensa: "estão tentando me convencer, mas o clima deve estar péssimo lá dentro".
Sinceramente, é triste ver uma gigante como a Ubisoft chegar a esse ponto. Eles se perderam tentando fazer tudo ao mesmo tempo, criando mundos abertos genéricos que parecem ter sido feitos por uma IA sem alma. Enquanto isso, a concorrência entrega experiências mais focadas e polidas no PS5, Xbox Series X e PC, deixando a Ubisoft com a fama de empresa que entrega jogos com bugs e mecânicas datadas.
O veredito é amargo: cortes de pessoal não resolvem falta de criatividade. Você pode demitir centenas de pessoas e fechar estúdios em Belgrado ou Winnipeg, mas se a liderança continuar ignorando o que os jogadores realmente querem, o resultado será sempre o mesmo. A Ubisoft precisa de um choque de realidade e de menos planilhas de custo e mais paixão pelo desenvolvimento de jogos, ou vamos ver mais logos de estúdios sumindo do mapa nos próximos meses.



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