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Crise no Horror: Supermassive Games demite mais 75 funcionários em nova onda

Cara, não dá mais para fingir que a indústria de games está em um momento tranquilo. A notícia da vez é um soco no estômago para quem curte aquele clima de tensão: a Supermassive Games, a galera responsável por sucessos como Until Dawn e The Quarry, acabou de anunciar que vai demitir até 75 pessoas. É aquele papo triste de sempre, onde quem paga a conta da má gestão ou da instabilidade do mercado é quem realmente coloca a mão na massa para criar as experiências que a gente joga no nosso PS5 ou PC.

Imagem Cena de Until Dawn and Little 1

O estúdio soltou uma nota oficial dizendo que essa é uma "etapa necessária para garantir a sustentabilidade da empresa". Na real, essa frase já virou o mantra corporativo para justificar cortes brutais sempre que as coisas não saem como o planejado no Excel dos chefões. Eles alegam que é um momento difícil para todos, mas a verdade é que ver um estúdio desse porte, que domina o nicho de horror cinematográfico, em situação de instabilidade é um sinal vermelho gigante para a indústria toda. Acompanhamos isso aqui na nossa seção de Notícias e a sensação é de que o hype dos jogos AAA está cobrando um preço caro demais.

Para quem acha que isso é um evento isolado, sinto informar que a Supermassive Games já vem nesse ritmo de cortes há um tempo. Se a gente olhar para trás, em julho de 2025, eles já tinham mandado embora cerca de 36 funcionários, alegando que precisavam "adaptar a estrutura da equipe" para as mudanças da indústria. É aquele tipo de desculpa genérica que a gente ouve toda semana, mas que na prática significa que a conta não estava fechando e alguém tinha que cair fora para salvar o lucro do trimestre.

Imagem Cena de Until Dawn and Little 2

E a treta é ainda mais profunda se a gente voltar para fevereiro de 2024. Naquela época, rolou uma "reorganização" que o estúdio tentou maquiar, mas a Bloomberg chegou com os números reais e a situação era bem pior do que parecia. O relatório indicou que cerca de 150 funcionários tiveram seus empregos colocados em risco, com a expectativa de que 90 pessoas fossem cortadas. Ou seja, estamos falando de um ciclo constante de demissões que parece não ter fim, transformando o ambiente de trabalho em um verdadeiro filme de terror, pior que qualquer roteiro de Until Dawn.

Agora, vamos falar do elefante na sala: a qualidade dos lançamentos recentes. O último jogo deles, Directive 8020, a quinta entrada da série The Dark Pictures Anthology, chegou ao PC e consoles em maio com reviews bem mornas. Quando um jogo que deveria carregar a bandeira da franquia chega com notas mistas, o impacto financeiro é imediato. Se o público não compra ou se a crítica detona, a empresa começa a entrar em pânico e a primeira solução "mágica" é cortar a equipe de desenvolvimento, o que é um absurdo total.

Imagem Cena de Until Dawn and Little 3

Outro ponto crítico foi a transição de Little Nightmares 3. O estúdio assumiu a franquia da Tarsier, que era a dona original da série, e a recepção também foi dividida. Assumir a responsabilidade de um jogo tão amado e não conseguir entregar a mesma magia é um risco enorme. Quando você tenta expandir demais a sua operação, pegando franquias de terceiros enquanto tenta manter seus próprios universos vivos, acaba acontecendo esse flop organizacional que culmina em demissões em massa.

É bizarro pensar que a Supermassive Games é referência em narrativa ramificada e escolhas que importam, mas parece que eles esqueceram de aplicar essa lógica na gestão da empresa. Cada escolha errada no planejamento de produção agora está resultando em centenas de famílias perdendo o sustento. A gente vê isso acontecendo em várias empresas que tentam inflar seus orçamentos para criar jogos cada vez maiores, mas que no fim não conseguem sustentar esse custo fixo astronômico.

Imagem Cena de Until Dawn and Little 4

O cenário atual do mercado de games está tóxico. Entre a inflação dos preços dos jogos, que agora batem facilmente os R$ 350 reais em edições especiais, e a instabilidade dos estúdios, o jogador fica no meio do fogo cruzado. A gente quer jogos de qualidade, mas não pode ignorar que a forma como as empresas estão operando é insustentável. Ver a Supermassive Games nesse estado é um lembrete de que nem mesmo a fama de criar sucessos no PlayStation protege um estúdio de uma gestão financeira desastrosa.

No fim das contas, fica a pergunta: até onde vai essa sangria na indústria? Se estúdios focados em nichos específicos e com identidades fortes estão sendo massacrados por cortes de custos, o que sobra para os desenvolvedores indie ou para os projetos mais experimentais? A Supermassive Games pode até sobreviver a essa terceira onda de demissões, mas a confiança da equipe e a moral dos que ficaram certamente foram nerfadas drasticamente.

Meu veredito é que a empresa precisa parar de tentar abraçar o mundo e focar no que faz de melhor, em vez de ficar pulando de franquia em franquia e depois cortar quem trabalhou duro para entregar o produto. Espero sinceramente que os profissionais impactados encontrem logo novas oportunidades, porque talento eles têm de sobra; o que falta é uma diretoria que saiba planejar o futuro sem precisar sacrificar seus próprios colaboradores a cada seis meses.

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* Comunicado oficial da Supermassive no X
Supermassive Games
Site Oficial

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