Segura esse hype, galera! Quem diria que a gente veria uma colaboração tão insana quanto essa. Nós aqui da Gamer Elite descobrimos que a sequência de Era Uma Vez em Hollywood finalmente ganhou atualizações oficiais e a notícia é de cair o queixo: o mestre do detalhismo David Fincher, o cara de Seven e Fight Club, é quem vai sentar na cadeira de diretor dessa vez. É aquele tipo de crossover que você não sabia que precisava até acontecer, misturando a obsessão técnica do Fincher com a escrita visceral do Quentin Tarantino.
Para quem não lembra ou não viu (onde você estava?), o primeiro filme era basicamente uma carta de amor à Hollywood dos anos 60. Agora, a história vai expandir o universo focando no personagem mais carismático da trama, o dublê Cliff Booth. A ideia de tirar o controle das mãos do Tarantino e entregar para o Fincher é ousada demais, mas se alguém consegue transformar a visão do Quentin em algo visualmente impecável e tenso, esse cara é o Fincher.

O filme, que antes era chamado apenas de The Adventures of Cliff Booth, passou por um rename estratégico e agora se chama The Further Mis-Adventures of Cliff Booth. Não sabemos exatamente por que mudaram, mas esse "Mis-Adventures" (Desaventuras) sugere que o Cliff Booth vai se meter em confusões ainda maiores do que as que ele já resolveu com aquele soco certeiro no primeiro longa. O Brad Pitt volta ao papel que rendeu a ele um Oscar de Melhor Coadjuvante, e sinceramente, não consigo imaginar outra pessoa entregando aquela vibe de "estou nem aí para nada" com tanta perfeição.
Um ponto fundamental aqui é a ambientação. Enquanto o original se passava em 1969, essa sequência vai nos levar para 1977. Estamos falando de uma Hollywood completamente diferente, com outra energia, outra moda e, provavelmente, muito mais caos. É a era do disco e de transições culturais pesadas, o que dá um prato cheio para o Tarantino escrever diálogos ácidos e para o Fincher criar cenários que parecem quadros. Quem acompanha as Notícias de cinema sabe que essa mudança de época é o que vai dar o tom do filme.

Sobre a estreia, a Netflix não está para brincadeira e montou uma estratégia de lançamento bem específica. O filme terá uma janela exclusiva de apenas duas semanas nos cinemas em formato IMAX globalmente, começando no dia 25 de novembro. Ou seja, se você quer ver a perfeição técnica do Fincher na maior tela possível, vai ter que correr, porque depois disso o filme migra para o streaming. Para quem prefere o conforto do sofá ou assistir via PC, a estreia oficial na plataforma da Netflix acontece no dia 23 de dezembro, fechando o ano com chave de ouro.
O elenco de apoio também está recheado de nomes de peso, o que mostra que o orçamento aqui foi generoso. Teremos Elizabeth Debicki, Scott Caan, Carla Gugino, Yahya Abdul-Mateen II, Peter Weller e vários outros nomes que prometem dar a densidade necessária para a trama. É interessante notar que, embora o Tarantino tenha escrito o roteiro, ele continua guardando a sete chaves qual será o seu 10º e último filme como diretor. Esse projeto do Cliff Booth é como um bônus, um spin-off de luxo que não conta na contagem regressiva da carreira dele.

Agora, falando a real: existe um risco desse filme flopar? Sempre existe quando você muda a direção de uma obra tão autoral. O estilo do Tarantino é quase anárquico, enquanto o do Fincher é cirúrgico e controlado. Essa colisão de estilos pode resultar em algo genial ou em um filme que parece que foi feito por comitê. Mas, considerando o histórico dos dois, a chance de ser uma obra-prima é gigantesca. A expectativa é que a gente veja menos contemplação e mais tensão psicológica, algo que é a marca registrada do Fincher.
No fim das contas, The Further Mis-Adventures of Cliff Booth parece ser a aposta perfeita para quem gosta de cinema de alta qualidade e personagens bem construídos. Ver o Brad Pitt voltando a esse universo em 1977 é tudo o que a gente precisava para animar o final do ano. Se a Netflix conseguir manter a qualidade da imagem no streaming para fazer jus ao IMAX, teremos um dos eventos cinematográficos mais comentados da década.
Meu veredito é que esse filme tem tudo para ser um hit absoluto, principalmente por causa da curiosidade de ver como o Fincher interpreta as palavras do Tarantino. É aquela mistura de luxo e violência que a gente ama. Se você curtiu esse tipo de novidade, fica de olho aqui no portal para mais updates sobre cinema e cultura pop.



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