Sabe aquela semana que você começa sentindo que vai zerar a vida e termina querendo jogar o controle na parede? Pois é, a gente passou por isso aqui. Entre a nostalgia de revisitar mundos abertos gigantescos e a tentativa de testar betas promissores, a realidade bateu forte na porta — e veio na forma de servidores offline e interfaces que parecem ter parado no tempo.
Não tem nada pior do que aquele hype acumulado para testar um lançamento e dar de cara com a tela de erro do sistema. É aquela sensação de que o universo está conspirando contra o seu momento de lazer, transformando a expectativa de horas de gameplay em uma tarde forçada de leitura de livros ou, pior ainda, ir para a academia. A gente tenta manter a calma, mas quem é gamer sabe que o ódio é real quando a conexão cai.

Para começar a semana, decidimos dar um rolê por Assassin's Creed Odyssey no PS5. A ideia era viver aquela vibe de aventura épica na Grécia Antiga, mas a verdade é que o jogo não envelheceu nada bem. Quando comparamos com The Witcher 3, que saiu anos antes e ainda parece atual, o AC Odyssey entrega modelos de personagens que lembram brinquedos de plástico velhos e uma interface que não para de te bombardear com ícones, transformando o que deveria ser imersão em um jogo de fliperama poluído.

Mas nem tudo foi flop nessa viagem. Precisamos falar da Kassandra, que é simplesmente sensacional e representa a imagem perfeita de uma guerreira. Ela tem aquela musculatura real, passa a credibilidade de quem realmente sabe lutar e não é apenas um modelo genérico para agradar a massa. É raro ver personagens femininas com essa pegada tão autêntica, mesmo em jogos mais recentes, e isso salva boa parte da experiência de jogar esse título da Ubisoft.
Mudando completamente de figura, a gente resolveu relaxar com Flock Around na Steam. O conceito é ridículo de tão simples: você e seus amigos saem para observar pássaros usando binóculos e câmeras. Parece chato? No papel, sim. Na prática, a dopamina de conseguir fotos três estrelas de gansos e pombos é viciante demais, a ponto de eu ter passado boa parte do sábado jogando solo só para completar a coleção.

O jogo ainda traz pássaros "shiny", o que transforma a observação contemplativa em pura adrenalina, além do detalhe hilário de você ser bombardeado por cocô de passarinho virtual. Enquanto isso, a febre de Pokémon GO voltou a bater forte por aqui graças ao GO Fest 2026. Depois de dois anos longe, voltei para a ativa, capturei um Kyogre shiny e agora sou aquela pessoa chata que tenta fazer batalhas de Ginásio no meio do pub enquanto os amigos só querem beber em paz.
Agora, vamos ao prato principal e à maior frustração da semana: Marvel Tokon: Fighting Souls. Conseguimos entrar na beta do PS5 e a primeira impressão foi animal. Passamos uns 30 minutos no modo treino testando a Magik, que está com um kit de habilidades absurdo, misturando teletransportes complexos e golpes de curto e longo alcance que prometiam destruir qualquer um no online.

O problema é que, logo após sentirmos o gosto do sangue e decidirmos que a Magik seria nossa main, a PlayStation Network resolveu tirar férias remuneradas. O famoso "whomp whomp" aconteceu: tentei ligar o console na hora do almoço, todo animado, e dei de cara com a rede fora do ar. É revoltante quando a infraestrutura da Sony vira o gargalo entre você e a diversão, especialmente em um jogo de luta onde o netcode e a estabilidade são tudo.

Essa instabilidade da PlayStation nos força a fazer coisas "úteis“, como ler livros ou melhorar a vida de forma material, o que para qualquer gamer soa como a pior punição possível. Esperamos que a equipe técnica resolva essa treta rápido, porque o potencial de Marvel Tokon: Fighting Souls parece ser imenso, e ficar preso no modo treino enquanto o resto do mundo (que ainda tem conexão) está evoluindo é desesperador.
No fim das contas, a semana foi um lembrete de que a indústria de games é feita de extremos. Temos desde a paz absoluta de observar pássaros no PC até a raiva visceral de ver um serviço de rede cair no momento mais crítico. É aquele ciclo de amor e ódio que nos mantém grudados nas telas, esperando a próxima atualização ou o próximo beta que, esperamos, não seja interrompido por um crash generalizado.
Fica a dica para quem quer revisitar clássicos: preparem-se para o choque cultural de ver como a interface dos jogos mudou. E para quem está no aguardo de Marvel Tokon, torçamos para que a Sony aprenda a manter os servidores de pé. A gente só quer jogar, entender os combos e subir no ranking sem ter que ler cinco livros de autoajuda porque a internet caiu.



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