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Derelict Star é a obra-prima minimalista que prova que menos é mais

Por Redação Gamer Elite•9 de junho de 2026

Sabe aquele jogo que te deixa num estado de agonia deliciosa, onde você jura que vai desistir, mas cinco minutos depois está lá, tentando a mesma manobra pela centésima vez? Pois é, eu passei as últimas duas semanas obcecado por Derelict Star, um título que, à primeira vista, parece que foi feito para rodar num Commodore 64, mas que na verdade é um dos melhores action platformers da década. É aquele tipo de experiência que te lembra por que a gente se apaixonou por videogames: a luta contra o impossível e a glória absoluta de finalmente conseguir realizar um movimento perfeito.

Visualmente, o jogo é um choque. Ele usa uma proporção de tela de 1:1 e um estilo de pixel art tão bruto e minimalista que faz Celeste parecer um projeto super luxuoso da Naughty Dog. Não tente procurar realismo aqui; o jogo é basicamente um emaranhado de quadrados e grades ultra-legíveis. Essa simplicidade não é falta de esforço, mas sim uma escolha de design genial, porque a precisão necessária para sobreviver nesse mundo exige que você saiba exatamente onde cada pixel termina e onde o perigo começa.

Ilustração sobre Derelict Star é a obra-prima minimalista que prova que menos é mais

A premissa é simples e direta: você é um pequeno boneco de pixels perdido no espaço, preso em um cargueiro espacial colossal e abandonado. Sua missão é recuperar pelo menos oito células de energia espalhadas por esse labirinto para conseguir ligar sua nave e vazar desse lugar. O mais curioso é que não existe combate, não tem luta contra chefões e nem salas de massacre; tudo se resume à exploração e ao domínio absoluto da movimentação do personagem.

O nível de dificuldade é absurdo e, vou ser sincero, tem momentos em que você vai sentir que bateu no seu teto de habilidade. Mas a magia de Derelict Star está no fato de que ele não te dá power-ups para abrir novos caminhos, como a maioria dos Metroidvanias por aí. Aqui, a progressão acontece na sua cabeça; você descobre novas áreas porque finalmente entendeu como a física do jogo funciona e aprendeu a manipular a inércia a seu favor. É um ciclo de tentativa, erro e epifania que vicia demais.

Ilustração sobre Derelict Star é a obra-prima minimalista que prova que menos é mais

Para quem curte simulações precisas, esse jogo tem mais em comum com um simulador de F1 da Codemasters do que com um plataforma comum. Ele exige que você sinta as curvas e os ângulos retos, ajustando a velocidade no timing perfeito para não flopar a manobra. Quando você finalmente consegue executar um salto complexo com perfeição, a sensação de satisfação é surreal, quase como se o jogo estivesse cantando para você por ter dominado a máquina.

O coração da jogabilidade é o jetpack e um medidor de velocidade na parte inferior da tela. Se você pular parado, o impulso é pífio, mas se você correr e preencher o medidor de azul para laranja e, finalmente, para o vermelho, você consegue saltos de distâncias absurdas. O segredo está em manter esse momentum vermelho mesmo ao reduzir a velocidade, permitindo que você flutue por corredores verticais que pareciam impossíveis de atravessar horas atrás.

Ilustração sobre Derelict Star é a obra-prima minimalista que prova que menos é mais

É fascinante como a gate, a desenvolvedora, conseguiu criar um sistema de física tão rigoroso, mas ao mesmo tempo justo. Cada morte é culpa sua, cada erro foi por falta de atenção ao momentum. Não há scripts malucos ou armadilhas injustas; existe apenas você e a gravidade do cargueiro. É um jogo sobre aprender a se mover, onde cada nova região do mapa funciona como uma aula prática de física aplicada aos pixels.

Mesmo depois de gastar mais de 30 horas nesse universo, eu sinto que poderia ter sido apenas duas, de tão imersivo que é. O loop de gameplay é tão apertado e recompensador que você esquece do mundo exterior. É aquele tipo de jogo que você termina e, imediatamente, sente um vazio, querendo recomeçar tudo apenas para sentir a fluidez do movimento novamente, sem a pressão de ter que descobrir os segredos.

Ilustração sobre Derelict Star é a obra-prima minimalista que prova que menos é mais

No quesito técnico, o jogo é extremamente leve, rodando liso até em hardware mais modesto, como o RTX 3060 de notebook utilizado nos testes. Além disso, ele já chega com o selo Steam Deck Verified, o que é perfeito para quem quer sofrer com a precisão dos saltos enquanto está jogado no sofá. O preço é outro ponto positivo: por apenas $10 (aproximadamente R$ 55,00) na Steam, você leva uma experiência que entrega mais valor do que muitos jogos AAA que custam sete vezes mais.

O lançamento está marcado para o dia 3 de abril de 2026, publicado pela Luminous Tree Games, e já aviso logo: preparem os nervos. Não é um jogo para quem quer relaxar depois do trabalho, mas sim para quem busca um desafio real e recompensador. Se você gosta de jogos que respeitam sua inteligência e exigem domínio técnico, Derelict Star é obrigatório na sua biblioteca.

Ilustração sobre Derelict Star é a obra-prima minimalista que prova que menos é mais

No fim das contas, esse título prova que você não precisa de ray tracing, texturas 4K ou orçamentos milionários para criar arte. Basta uma ideia sólida, uma execução impecável e a coragem de ser difícil. É um jogo honesto, bruto e absolutamente brilhante que coloca a jogabilidade acima de qualquer firula visual. É, sem sombra de dúvida, um dos indies mais corajosos dos últimos tempos.

Você teria paciência para encarar um jogo sem combate onde a única arma é a sua habilidade de movimentação, ou prefere algo mais acessível? Deixe sua opinião nos comentários!

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