Cara, é simplesmente inacreditável o que está acontecendo nos bastidores da indústria. A gente já estava acostumado com cortes aqui e ali, mas o que rolou com The Elder Scrolls Online agora ultrapassa qualquer limite do aceitável. Imagina você estar num jogo que é um pilar do gênero MMORPG e, do nada, descobre que a galera que mantém a engrenagem girando foi reduzida drasticamente. É um soco no estômago para qualquer jogador que investiu milhares de horas explorando Tamriel.
O problema todo vem daquela bagunça generalizada que a Microsoft resolveu fazer no Xbox. Eles chamam isso de "reset" da marca, mas na prática é aquela velha história de cortar custos e demitir milhares de funcionários para tentar agradar acionistas. A ZeniMax Online Studios, que é quem cuida do The Elder Scrolls Online, foi um dos estúdios que levou a pior nessa canetada. A real é que a Bethesda agora quer focar em pouquíssimas franquias, como Fallout e o próprio The Elder Scrolls, mas parece que o MMO ficou no fim da fila de prioridades.

Nós vimos que o Kotaku soltou a bomba: relatos indicam que "quase metade" da equipe de desenvolvimento foi mandada embora. Para quem não manja de desenvolvimento, isso é um desastre total. Como você mantém um mundo vivo, com atualizações constantes e correção de bugs, com metade do time? A própria equipe da ZeniMax está perdida, sem saber como o jogo vai sobreviver a um golpe desse tamanho. É aquele cenário clássico onde o corporativismo atropela a paixão de quem faz o jogo.
Para tentar acalmar os ânimos (ou pior, aumentar a expectativa), a community manager Jessica Folsom apareceu nos fóruns dizendo que o roadmap do jogo está "mudando". Ela disse que eles precisam de tempo para reavaliar o trabalho e definir um novo cronograma para depois da Season One. Papo reto? Isso tem toda a cara de desculpa corporativa para mascarar o fato de que não têm mais gente suficiente para entregar o que prometeram. Quando a empresa começa a falar em "reavaliar planos", geralmente é porque o hype morreu e o orçamento sumiu.

A comunidade, que não é boba nem nada, já sacou a jogada. O The Elder Scrolls Online já vinha dando sinais de que estava diminuindo o ritmo. Lembra que eles abandonaram aquele modelo de "Capítulos" e expansões gigantescas para focar em conteúdo sazonal? Na época, a gente achou que era só uma mudança de estratégia, mas agora fica claro que já era um nerf no próprio desenvolvimento do jogo. Eles estavam escalando para baixo muito antes dessa demissão em massa.

O medo agora é que o jogo entre no que a gente chama de maintenance mode. Sabe aquele estado onde o jogo continua online, mas não recebe mais nada de novo? Apenas correções críticas de segurança e talvez um evento automático a cada três meses. É a morte lenta de um MMO. A galera no Reddit já está comparando a situação com o que aconteceu com Warhammer Online, que começou com demissões similares e depois simplesmente flopou até sumir do mapa. É um efeito dominó perigoso.

Outra comparação dolorosa que os fãs estão fazendo é com Destiny 2. A Bungie também passou por cortes massivos e reduziu o suporte ao jogo. Para quem migrou de um para o outro buscando refúgio, a sensação é de que não existe mais lugar seguro nos jogos como serviço. Ninguém quer gastar centenas de horas em um MMORPG se existe a chance real de o jogo não existir daqui a cinco anos. É a famosa espiral da morte: os jogadores saem porque o conteúdo diminui, e a empresa corta mais gente porque os jogadores saíram.
É revoltante ver a Microsoft tratando estúdios como se fossem peças de Lego que podem ser montadas e desmontadas conforme o lucro do trimestre. A ZeniMax Online Studios já tinha sido atingida no ano passado com o cancelamento de um MMO de ficção científica, e agora eles dão esse golpe no título principal da casa. Se o plano da Xbox era consolidar as franquias, eles estão fazendo isso da pior maneira possível, matando a confiança da comunidade no processo.

O The Elder Scrolls Online ainda é um jogo fantástico, com um lore absurdo e mecânicas que prendem a gente, mas a gestão atual é um desastre. Não adianta ter a marca The Elder Scrolls se você não tem braço para desenvolver o conteúdo. A gente espera que eles consigam se reorganizar, mas sendo realista, é difícil imaginar que o jogo volte a ter aquele brilho de antigamente com metade do staff.
No fim das contas, isso serve de aviso para todos nós. Jogos online dependem inteiramente da boa vontade de empresas que, no primeiro sinal de instabilidade financeira, preferem cortar a equipe do que investir no futuro. Resta a nós, jogadores, torcer para que a Microsoft não transforme Tamriel em um cemitério digital apenas para equilibrar a planilha de custos do Xbox.
O veredito é amargo: o jogo continua funcional, mas a alma do desenvolvimento foi ferida gravemente. Se você ainda não começou a jogar ou estava pensando em voltar, talvez seja a hora de repensar se vale a pena investir seu tempo e dinheiro em algo que a própria dona parece não valorizar mais.



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