Quem diria que um gatinho fofinho com um jetpack seria o responsável por criar um verdadeiro pesadelo nas partidas ranqueadas do nosso amado Overwatch? A comunidade inteira estava com o hype lá no alto quando a Blizzard revelou a chegada da adorável felina Jetpack Cat, mas o que parecia ser apenas mais uma adição carismática ao elenco rapidamente se transformou em uma arma de destruição em massa nos servidores de PC e consoles. Acontece que a gatinha não veio sozinha para bagunçar o meta do FPS, trazendo uma sinergia tão absurda que até mesmo os criadores do jogo ficaram com os cabelos em pé nos testes internos.
O grande problema dessa brincadeira cibernética era a capacidade da gatinha de carregar outros heróis pelos ares, dando origem ao temido helicóptero de combate no qual ela transportava o Bastion para pontos inacessíveis do mapa. Imagine você tranquilamente jogando o seu Season 3 e, de repente, surge um canhão ambulante cuspindo fogo do céu enquanto é pilotado por um felino voador, diz a verdade, isso é de dar calafrios em qualquer veterano dos eSports. Essa tática dominou com tanta força o cenário competitivo que a comunidade rapidamente apelidou a estratégia de o verdadeiro apocalipse aéreo, mostrando que o balanceamento inicial passou longe de ser o ideal.

Em entrevista recente, o diretor associado Alec Dawson abriu o jogo e confessou que a equipe interna já sabia que a coisa ia ficar feia quando colocaram a dupla para rodar nos servidores de teste. Segundo ele, a situação ficava ainda pior quando a Mercy entrava na brincadeira para fechar o trio mortal dos céus, transformando uma simples partida casual em um verdadeiro filme de terror para o time adversário. É claro que ver uma ideia dessas funcionando na prática traz aquela sensação de caos divertido que todo bom jogo multijogador precisa ter de vez em quando, mas a Blizzard precisou agir rápido para não deixar o jogo completamente injogável.
Apesar das reclamações legítimas dos jogadores que sofriam nas mãos dessa estratégia apelona, a decisão de não aplicar um nerf imediato foi totalmente proposital por parte da produtora. Os desenvolvedores queriam que a comunidade experimentasse essa loucura toda e criasse memórias inesquecíveis, afinal, são exatamente esses momentos absurdos que marcam a história de um hero shooter e geram os melhores clipes de gameplay na internet. É aquela linha tênue entre manter a diversão caótica e garantir que a competição não vire uma piada sem sentido onde apenas um combo domina todas as partidas.

Claro que a farra dos céus não durou para sempre, e a equipe de desenvolvimento acabou aplicando ajustes cruciais na velocidade de deslocamento da felina quando ela está carregando aliados pelo mapa. Mesmo com essas alterações necessárias para acalmar os ânimos dos jogadores mais competitivos, enfrentar essa estratégia ainda exige muita coordenação e mira afiada de todo o time para não entregar a vitória de bandeja. A intenção nunca foi matar a criatividade dos jogadores, mas sim encontrar um meio-termos saudável para que o matchmaking continue desafiador e divertido para todo mundo.
No fim das contas, a chegada dessa gatinha voadora provou que a Blizzard ainda sabe como sacudir a lore e a dinâmica das partidas depois de tantos anos de estrada no mercado de jogos online. Ver a comunidade descobrindo novas formas de quebrar o jogo faz parte da magia dos títulos como serviço, mesmo que isso signifique aturar alguns dias de puro sofrimento nas mãos de um felino mecânico voador. Agora nos resta acompanhar os próximos passos da Team 4 para ver qual será a próxima loucura a aterrissar nos campos de batalha digitais.





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