Notícias

Dez jogos exageradamente longos que testam a paciência de qualquer jogador

Quem nunca abriu a carteira, pagou caro em um lançamento e depois percebeu que o jogo parecia não ter fim? A indústria atual adora empurrar aquela velha desculpa de que quanto mais horas de conteúdo, melhor o produto. No entanto, a realidade do mercado de games mostra bem o contrário: o hype inicial muitas vezes morre soterrado embaixo de dezenas de horas de puro enchimento de linguiça. Jogar não deveria ser um segundo emprego ou um teste de resistência mental, mas parece que alguns estúdios esqueceram completamente disso.

Com os preços dos jogos batendo recordes na casa dos US$ 69,99 (cerca de R$ 385), é perfeitamente normal que a comunidade espere um bom retorno pelo investimento. O problema é que a ganância por números grandes acaba estragando o ritmo da narrativa. Desenvolvedores esticam histórias que poderiam ser redondas e marcantes, transformando uma jornada épica em uma maratona exaustiva. Vamos dar aquela analisada sincera em alguns títulos que simplesmente passaram do ponto e exageraram na dose.

Capa de Cena de 10 Games That Are 1

1. Dragon Quest VII

A franquia clássica da Square Enix sempre teve aquela pegada de aventura fantasiosa, mas o sétimo capítulo resolveu exagerar na fórmula. Na pele de Auster, exploramos ilhas perdidas no tempo, resolvendo calamidades do passado usando tabuletas misteriosas. Cada ilha funciona como uma mini aventura isolada que dura horas, e o resultado é um loop gigante de repetição que cansa qualquer fã de JRPG raiz no PlayStation. Para piorar, a complexidade do sistema de classes acaba pesando tanto quanto os combates repetitivos. Até a própria desenvolvedora percebeu a mancada, tanto que o remake recente cortou várias ilhas fora para salvar o ritmo da gameplay.
Dragon Quest VII

2. Grand Theft Auto IV

A obra-prima da Rockstar Games lançada originalmente para PS3 e Xbox 360 apostou em um tom muito mais sombrio e realista para a saga do imigrante Niko Bellic. Acontece que essa guinada dramática em Liberty City custou caro para a espontaneidade que a série adorava. Grande parte das missões principais se resume a ir de um ponto A para um ponto B apenas para trocar tiros com capangas genéricos. Mesmo sendo mais curto que Grand Theft Auto: San Andreas, a paleta de cores totalmente cinza e dessaturada e o design repetitivo das missões criam uma sensação de fadiga absurda na campanha.
Grand Theft Auto IV

3. Yakuza 5

A lendária saga da Sega sempre entregou histórias mirabolantes envolvendo o clã Tojo, mas este quinto capítulo exagerou na divisão de núcleos. Controlar vários personagens diferentes como o veterano Kazuma Kiryu, a idol Haruka e o ex-jogador Tatsuo Shinada parecia uma ótima ideia no papel. O problema é que essas histórias paralelas demoram uma eternidade para se cruzar de verdade. Cada capítulo joga o jogador em uma cidade nova com mecânicas inéditas, parecendo que a narrativa principal está sempre reiniciando do zero e travando o endgame.
Yakuza 5

4. Assassin's Creed Odyssey

Assassin's Creed Odyssey

A Ubisoft quis transformar a franquia dos assassinos em um RPG de mundo aberto gigantesco ambientado na Grécia Antiga, mas esqueceu que tamanho não é documento. Na pele de Kassandra ou Alexios, o jogador rapidamente se vê preso em um mar interminável de missões secundárias genéricas e acampamentos repetitivos. Para conseguir avançar na lore principal e encarar os chefões de nível alto, o farm de recursos e experiência vira uma obrigação maçante. Em vez de uma odisseia épica inesquecível, o jogo acaba parecendo um teste de resistência contra o tédio.

5. Persona 5

Persona 5

Lançado pela Atlus em 2016, Persona 5 é um dos JRPGs mais estilosos e elogiados de todos os tempos, mas definitivamente exige uma paciência monumental do jogador. Misturando simulação de vida escolar com exploração de calabouços baseados em turnos, o título facilmente ultrapassa a marca de cem horas de duração. Embora a trilha sonora seja magnifica e o visual transborde personalidade, o ritmo da história sofre com longas sequências de diálogos que poderiam ser facilmente enxugadas. O gerenciamento diário do tempo, entre estudar, criar laços e se preparar para os palácios, acaba transformando a jogatina em uma verdadeira planilha de Excel gamer. É um jogaço obrigatório, mas que testa os limites de quem tem uma rotina corrida e pouco tempo livre.

6. The Witcher 3: Wild Hunt

The Witcher 3: Wild Hunt

Desenvolvido pela CD Projekt Red e lançado em 2015, The Witcher 3 é considerado por muitos o ápice dos RPGs de mundo aberto modernos, mas sua vastidão pode assustar muita gente. A jornada de Geralt de Rivia em busca de Ciri é repleta de missões secundárias brilhantes, mas o mapa gigantesco entupido de pontos de interrogação gera uma ansiedade terrível noscompletionists. Navegar pelas Ilhas Skellige atrás de dezenas de tesouros submersos é uma das tarefas mais maçantes e desnecessárias da história dos videogames. Mesmo com uma narrativa adulta fantástica e expansões impecáveis, o jogo exige dezenas e dezenas de horas para ser concluído de verdade. Se você sofre de fadiga de mundo aberto, é bom se preparar psicologicamente antes de aceitar esse contrato de bruxo.

7. Red Dead Redemption 2

Red Dead Redemption 2

A aclamada obra-prima da Rockstar Games lançada em 2018 entrega um dos mundos virtuais mais detalhados e vivos já criados na história da indústria. No entanto, toda essa busca obsessiva por realismo tem um preço altíssimo para o ritmo da jogabilidade e o tempo livre do jogador. Animações extremamente longas para saquear corpos, abrir gavetas e cuidar do cavalo tornam cada interação do dia a dia uma experiência arrastada. A transição entre as missões exige longas cavalgadas onde a única opção é ouvir diálogos ou simplesmente contemplar a belíssima paisagem cinematográfica. A história de Arthur Morgan é emocionante e inesquecível, mas o passo a passo da aventura exige uma lentidão que definitivamente não agrada a todo mundo.

8. Final Fantasy XVI

Final Fantasy XVI

Chegando ao mercado em 2023 pelas mãos da Square Enix, Final Fantasy XVI tentou modernizar a franquia apostando em uma ação frenética inspirada em Devil May Cry e Game of Thrones. Infelizmente, o estúdio acabou pecando justamente no pacing da campanha, enchendo o miolo da história com missões burocráticas de "vá ali e traga isto". Para um jogo que prometia combates épicos contra monstros gigantes e intrigas políticas pesadas, ter que parar tudo para ajudar moradores locais com tarefas irrelevantes mata qualquer imersão. As lutas de Eikons são verdadeiros espetáculos visuais, mas são separadas por horas de diálogos expositivos e caminhadas lentas que esticam artificialmente a duração. É uma aventura grandiosa que, ironicamente, sofre por tentar ser grande demais o tempo todo.

9. Fallout 4

Fallout 4

Lançado pela Bethesda em 2015, Fallout 4 prometia uma liberdade sem limites nas ruínas radioativas de Boston, mas acabou tropeçando na própria grandiosidade procedural. O infame sistema de assentamentos obriga o jogador a abandonar missões importantes constantemente para defender bases que são atacadas sem parar por invasores genéricos. O mapa é abarrotado de locais idênticos para explorar, transformando a caça por sucata e tampinhas de garrafa em um looping vicioso e cansativo. Embora a exploração inicial traga aquela sensação clássica de descoberta, o miolo do jogo se perde em dezenas de horas de tiroteios repetitivos. No fim das contas, salvar o filho desaparecido de Nate ou Nora vira uma desculpa secundária diante da obrigação infinita de construir paredes e torres de vigia.

10. Xenoblade Chronicles Definitive Edition

Xenoblade Chronicles Definitive Edition

Esta obra-prima da Monolith Soft para o Nintendo Switch é um dos JRPGs mais colossais já feitos, mas seu tamanho colossal também é o seu maior defeito. Explorar os titãs gigantescos Bionis e Mechonis é uma experiência visualmente impressionante, mas as missões secundárias são o verdadeiro teste de fogo da paciência. O jogo traz centenas de tarefas de coleta e caça totalmente descartáveis que não agregam absolutamente nada à excelente trama principal. O sistema de combate automatizado exige que você estude tabelas de dano e sinergia de equipes por incontáveis horas para conseguir vencer os chefões mais apelões. Para ver os créditos finais sem pular conteúdo, prepare-se para dedicar mais de oitenta horas da sua vida a uma jornada que poderia ser bem mais direta.

A verdade é que os estúdios precisam entender que qualidade sempre vai superar a quantidade de horas mostradas na tela de carregamento. Não adianta nada entupir o mapa com tarefas repetitivas só para inflar o tempo de jogo artificialmente. A comunidade gamer tem rotina, trabalho e quer se divertir de verdade quando senta na frente da plataforma favorita, sem precisar passar por dezenas de horas de pura enrolação. Ficar preso em títulos que se arrastam por cem horas cansa até os jogadores mais dedicados da comunidade. Valorizar o nosso tempo livre deveria ser prioridade máxima para qualquer grande estúdio da atualidade.

Links Úteis

* Comprar Jogos na Steam
10 Games That Are Way Too Long for Their Own Good
Site Oficial

10 Games That Are Way Too Long for Their Own Good

Acesse o site oficial de 10 Games That Are Way Too Long for Their Own Good para conferir notícias exclusivas, patch notes, atualizações, mídias oficiais e canais comunitários da desenvolvedora.

🎬 Vídeo Relacionado

💬 Comentários da Comunidade

Carregando comentários...

← Ver todas as matérias
gamerelite:cookie-consent