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Do 20 aos 173: A Insana Evolução do Elenco de League of Legends

Cara, para e pensa no tamanho do monstro que a Riot Games criou. Quando a gente olha para o estado atual de League of Legends, é quase impossível imaginar que esse caos organizado começou com um grupo bem pequeno de personagens. A gente está falando de um jogo que não apenas sobreviveu ao teste do tempo, mas que engoliu o mercado de MOBAs e continua cuspindo atualizações que mudam completamente a nossa forma de jogar toda santa semana.

Se você é um jogador novato ou alguém que desistiu do jogo há alguns anos, deixa eu te contar a real: o começo foi bem mais simples. No lançamento, em 27 de outubro de 2009, a ideia original da Riot Games era lançar o jogo com apenas 20 campeões únicos. No fim das contas, eles dobraram esse número para dar um fôlego maior no dia um, mas ainda assim era algo manejável. Hoje, quase 17 anos depois, a conta saltou para absurdos 173 personagens jogáveis. É tanta coisa que se você tentar aprender o kit de cada um, provavelmente vai esquecer como é a luz do sol.

Imagem Cena de All 173 League of 4

Essa expansão frenética trouxe um problema que a gente vê em quase todo jogo como serviço: o chamado *power creep*. Antigamente, os campeões tinham kits simples, focados em uma função clara. Agora, a gente tem personagens que fazem de tudo um pouco, com quatro habilidades que parecem ultimates, deslocamentos infinitos e mecânicas que exigem que você tenha dedos de pianista para não flopar na SoloQ. É claro que isso traz variedade, mas a curva de aprendizado para quem chega agora no PC é simplesmente brutal.

Imagem Cena de All 173 League of 1

E como se não bastasse a confusão mental de decorar centenas de interações, a Riot Games resolveu temperar tudo isso com a chegada de Zaahen em 2025. Esse novo personagem chega com aquele hype de ser um deus-guerreiro caído, manipulando poderes divinos e profanos ao mesmo tempo. A história do cara é densa, envolve corrupção e ele mesmo se trancou dentro da própria arma para evitar o pior. No papel, parece ser aquele tipo de campeão que chega quebrando o jogo e obriga todo mundo a mudar a build para não ser deletado em dois segundos.

Imagem Cena de All 173 League of 2

O problema é que, com 173 opções, o balanceamento vira um pesadelo logístico. A gente vê campeões que ficam esquecidos por meses, enquanto outros recebem um buff mínimo e viram a prioridade absoluta de qualquer draft competitivo. É aquela velha história: ou o boneco está quebrado ou ele está no lixo. A Riot Games tenta equilibrar as coisas, mas com tanta variável no tabuleiro, é inevitável que alguns personagens acabem sendo completamente inúteis em certas seasons.

Além disso, tem a questão da identidade visual. No começo, os modelos eram bem mais simples, quase rústicos. Com o tempo, a qualidade artística subiu absurdamente, e agora cada campeão parece uma obra de arte. Mas isso também cria um abismo entre os personagens antigos e os novos. Alguns campeões clássicos sentem que precisam de um *rework* urgente para não parecerem deslocados ao lado de novatos como o Zaahen, que já chegam com animações fluidas e efeitos de partículas de última geração.

Imagem Cena de All 173 League of 3

Para quem acompanha o cenário de eSports, essa quantidade de campeões é a alma do negócio. Ver a criatividade dos pro-players encontrando picks inusitados é o que mantém a comunidade acordada. No entanto, a complexidade atual torna o jogo quase impossível de ser dominado completamente. Você pode passar anos jogando e ainda assim ser pego de surpresa por uma habilidade de um campeão que você raramente vê no seu elo, resultando naquele nerf mental instantâneo quando você morre sem entender o que aconteceu.

No fim das contas, League of Legends se tornou um ecossistema gigantesco e intimidador. A transição de 20 para 173 campeões mostra a ambição da empresa em nunca deixar o jogo estagnar, mas também revela o risco de saturar a experiência do usuário. A gente ama a variedade, mas às vezes sente falta daquela simplicidade onde saber usar bem um Garen ou uma Annie era o suficiente para carregar o time nas costas sem precisar de um manual de instruções de 500 páginas.

Meu veredito é que a Riot Games está jogando um jogo perigoso. Adicionar campeões como Zaahen mantém o interesse e traz sangue novo, mas a manutenção desse elenco colossal é o que vai definir se o jogo continuará no topo ou se vai começar a cansar a galera. A gente continua jogando, reclamando do balanceamento e xingando no chat, mas a verdade é que essa diversidade absurda é o que torna o LoL viciante e impossível de largar.

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