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Dois HoMM no mesmo ano? Testamos o novo Heroes of Might and Magic 3 Remake

Mano, eu sinceramente não sei o que passou na cabeça da Ubisoft, mas a empresa resolveu apostar todas as suas fichas em táticas de fantasia de uma vez só. Depois de mais de uma década deixando a franquia pegar poeira, estamos vivendo uma espécie de renascimento bizarro e maravilhoso de Heroes of Might and Magic. Quem diria que em um único ano a gente teria dois títulos da série batendo na nossa porta? É aquele tipo de surpresa que deixa qualquer gamer veterano com o hype lá no teto, mas também com uma pontinha de desconfiança.

Para quem não está por dentro do caos, a coisa começou com Heroes of Might and Magic: Olden Era, que já chegou em early access e tem previsão de versão 1.0 para 2027. Mas a cereja do bolo agora é a volta do "filho prodígio" da série: o Heroes of Might and Magic 3: Remake. Sim, nós estamos falando do jogo que definiu gerações e que, tecnicamente, já teve outras versões, mas este novo projeto promete dar a cara nova que a gente sempre quis para esse clássico absoluto do PC.

Imagem Cena de  Ive played Heroes 1

Se você é um purista, já deve ter notado que este é, na verdade, a terceira versão do terceiro jogo, considerando que já tivemos um remaster em 2015. No entanto, bateu o olho e vai sentir que é quase um jogo novo. A Ubisoft mudou completamente o estilo artístico e trouxe ajustes que modernizam a experiência sem destruir a alma do original. É aquele equilíbrio delicado entre não estragar a nostalgia e não entregar um produto com cara de datado.

Eu tive a chance de colocar a mão no jogo por algumas horas antes da revelação oficial na Gamescom, focando no prólogo da campanha e no lendário cenário Arrogance, que veio lá do HoMM 3: The Shadow of Death. Para quem não lembra, esse mapa é perfeito para quem quer entrar no multiplayer ou simplesmente massacrar a AI em um stomp divertido. A dinâmica continua visceral: quatro jogadores, posições iniciais estratégicas e aquela pressa insana de expandir a base para recrutar stacks gigantes de unidades.

Imagem Cena de  Ive played Heroes 2

O jogo mantém aquela agilidade característica, com entradas para o submundo e estaleiros que permitem cruzar o oceano rapidinho, entregando a experiência completa de Heroes em tempo recorde. Mas ó, vou confessar um mico: eu achei que ia atropelar a máquina porque ando jogando Olden Era, mas me distraí tanto tentando montar a composição perfeita do meu exército que acabei sendo ultrapassado pelos adversários controlados pelo computador. Foi um baita nerf no meu ego, mas isso só mostra que a profundidade estratégica continua intacta.

O que realmente brilha aqui são as melhorias de quality-of-life. A cereja do bolo é a possibilidade de ver o alcance de movimento das tropas inimigas. Parece bobagem, mas isso não existia nem no original nem no remaster de 2015, e agora você consegue planejar exatamente quem corre risco de levar um tapa no próximo turno. É aquele tipo de detalhe que tira a frustração e deixa o jogo mais justo, focando na estratégia e menos na tentativa e erro.

Imagem Cena de  Ive played Heroes 3

Para a galera nova que nunca jogou, o esquema é simples mas viciante: você comanda heróis e exércitos em aventuras épicas, limpando monstros, conquistando cidades e sugando todos os recursos do mapa. Dentro dessas cidades, você constrói e upgradeia prédios para liberar unidades mais fortes e feitiços apelões. A cada dia, seus heróis viajam uma distância específica, e enquanto o tempo passa, seu tesouro cresce, permitindo que você monte hordas de dragões, anjos e demônios para aniquilar qualquer um que cruze seu caminho em batalhas em grade.

A marca registrada de Heroes of Might and Magic 3 sempre foi essa facilidade de aprendizado que esconde uma complexidade absurda. O tom é leve, às vezes até meio cômico, o que torna a gestão econômica e o combate tático muito menos intimidadores. Você começa brincando de conquistar vilas e, quando percebe, está gerenciando camadas profundas de estratégia e sistemas de RPG que fariam qualquer jogador de estratégia moderna suar frio.

Imagem Cena de  Ive played Heroes 4

Sinceramente, ver a Ubisoft investindo assim em um gênero que muitos diziam estar morrendo é inspirador. Não é apenas um "reestilizado", é a manutenção de um legado. Mesmo com a concorrência de jogos mais frenéticos, a calma e a tensão de um turno bem planejado em Heroes têm um sabor único que nenhum outro jogo de estratégia conseguiu replicar com a mesma perfeição.

No fim das contas, esse remake parece ser a porta de entrada ideal para a nova geração e um porto seguro para nós, velhos guerreiros. Se a entrega final mantiver esse nível de polimento e respeito ao material original, teremos um dos melhores relançamentos dos últimos anos. Agora é só segurar a expectativa e torcer para que a Ubisoft não tente enfiar microtransações onde não deve, porque isso sim faria o jogo flopar miseravelmente.

Meu veredito é: preparem seus castelos e afinem suas espadas. Seja no Olden Era ou neste Remake, o ano de 2026 e 2027 pertence aos heróis de Erathia. Se você gosta de estratégia densa e fantasia clássica, não tem como fugir: esse jogo vai sugar centenas de horas da sua vida, e você vai amar cada segundo disso.

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