O hype em volta da Coreia do Sul nunca morre, e a gente viu isso mais uma vez com a Dplus KIA garantindo sua vaga no Worlds 2026. Quem acompanha o cenário de eSports sabe que a LCK é um moedor de carne, e a DK quase foi mastigada antes de mostrar a que veio. Não foi um caminho tranquilo, mas o resultado final foi o que importava: um 3-1 convincente sobre a KT Rolster que coloca a equipe de volta no maior palco do mundo.
Se você acha que foi um passeio, sinto informar que a série começou do jeito mais catastrófico possível. A DK entrou no primeiro jogo parecendo que tinha esquecido como se joga League of Legends. Foi um verdadeiro flop coletivo, onde a coordenação sumiu e o time adversário simplesmente atropelou.

Para dar nomes aos bois, o Siwoo e o Career tiveram uma performance deplorável nesse início, acumulando juntos 12 mortes em um massacre total. Quando a gente vê um time desse calibre entregar o jogo desse jeito, a primeira coisa que vem à cabeça é se eles estão com o mental abalado ou se simplesmente dormiram no ponto. Foi aquela fase da partida que faz qualquer torcedor querer jogar o PC pela janela.
Mas aí entrou em cena o fator cvMax. Não sabemos exatamente o que foi dito naquele intervalo, mas imagino que o papo tenha sido reto e pesado. O cara é conhecido por ser rigoroso, e parece que a bronca funcionou, porque a Dplus KIA voltou para o servidor com uma mentalidade completamente diferente, transformando a série em um jogo de xadrez onde eles detinham todas as peças principais.

O grande nome da virada foi, sem dúvidas, o Smash. O cara simplesmente decidiu que seria o dono da série e entregou uma performance de Man of the Match absurda. Ele não ficou preso a um único campeão, mas dominou com Lucian, Jhin e Miss Fortune, provando que seu pool de personagens está em dia e que ele consegue carregar o piano quando o time precisa de um herói.
Essa vitória não é apenas mais um troféu na estante; ela garante a última vaga da Coreia para o mundial, o que tira um peso colossal das costas da organização. Jogar o Worlds é o ápice para qualquer pro player de League of Legends, e a DK agora tem a chance de lavar a alma e mostrar que ainda consegue bater de frente com a elite global.

Agora o bicho vai pegar de verdade. A Dplus KIA não tem tempo para comemorar com champanhe, porque o próximo compromisso é contra ninguém menos que a T1 no dia 6 de setembro. Se eles acharam que a KT Rolster foi difícil, espera só para ver o que o Faker e companhia reservaram para eles. É aquele tipo de confronto que define quem realmente tem sangue frio para chegar ao topo.
Olhando friamente, a DK mostrou que tem poder de fogo, mas a instabilidade do início da série é um sinal de alerta. No nível do Mundial, qualquer erro bobo ou um começo de jogo flopado significa eliminação imediata. Eles precisam ajustar essa consistência urgente, ou vão ser apenas figurantes em um torneio onde a margem de erro é zero.

No fim das contas, a Dplus KIA sobreviveu ao caos e garantiu seu lugar no evento. O caminho foi tortuoso, teve susto, teve raiva, mas a vaga está carimbada. Agora é focar no treino, ajustar os buffs necessários na estratégia e torcer para que o Smash continue jogando nesse nível absurdo.
Meu veredito é que a equipe tem potencial para surpreender, mas a dependência de lampejos individuais pode ser perigosa. Se conseguirem transformar aquele susto do primeiro jogo em aprendizado, podem chegar longe. Caso contrário, serão apenas mais uma vítima da inconsistência coreana nesta temporada.




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