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Drácula é Rei da Inglaterra? Conheça Vampirium: 1997, a nova aposta da Bithell Games

Imagine a cena: o Drácula não é apenas um vampiro isolado em sua torre nos Cárpatos, ele é, literalmente, o Rei da Inglaterra. Pois é, parece plot de fanfic escrita por fã fervoroso, mas essa é a premissa insana de Vampirium: 1997, o novo anúncio da Bithell Games. Cara, quem acompanha a trajetória do Mike Bithell sabe que o cara não brinca em serviço quando o assunto é originalidade, e essa ideia aqui já chega com um hype absurdo só pelo conceito disruptivo.

A Bithell Games, que a gente lembra bem por sucessos como Thomas Was Alone e o recente Tron: Catalyst, resolveu entrar a fundo no gênero de immersive sim. Mas não se enganem, não é aquele simulador complexo que te deixa perdido em menus infinitos, e sim algo com uma pegada tática, sombria e muito inteligente. Se você curte aquela vibe de planejamento meticuloso e execução cirúrgica, esse jogo tem tudo para ser a sua próxima obsessão no PC.

No jogo, você assume o papel de um assassino infiltrado, servindo cegamente aos caprichos do Drácula. A missão é simples, mas brutal: eliminar os inimigos do império vampírico e garantir que a coroa continue sangrando. A pegada aqui é dominar seus "dons sombrios" para invadir locais super protegidos, adaptando sua estratégia conforme o ambiente reage às suas ações em tempo real.

Imagem Cena de Dracula is King of 1

Visualmente, o negócio é bem diferente do que a gente costuma ver nos blockbusters atuais. O jogo adota uma perspectiva tática top-down, onde você enxerga a planta dos prédios como se fossem blueprints arquitetônicos. Você vê os pontos onde as pessoas estão, mas a interação acontece via janelas de comando contextuais. Quer apagar a luz de um corredor? Quer tentar nocautear um guarda silenciosamente? Tudo isso é resolvido nessas escolhas rápidas enquanto você planeja o próximo passo do seu movimento.

O grande "pulo do gato" aqui é a gestão do tempo. Existe um relógio no canto da tela que dita o ritmo de absolutamente tudo. Você consegue avançar o tempo em frações para conseguir a posição perfeita ou esperar o guarda virar as costas, mas cuidado: se bobear e avançar demais, você acaba virando um alvo fácil e a missão vai para o espaço.

Imagem Cena de Dracula is King of 2

Além disso, certas ações têm um custo de tempo associado. É aquele dilema clássico de jogos de estratégia: "eu arrisco fazer isso agora, gastando segundos preciosos, ou tento a sorte no improviso e corro o risco de ser detectado?". É nítido que estamos lidando com um sandbox denso, onde a criatividade do jogador é a principal arma.

O vídeo de gameplay narrado pelo próprio Mike Bithell mostra que há inúmeras formas de abordar a mesma missão, o que é a essência de um bom immersive sim. Não espere gráficos de última geração com ray tracing e texturas 8K, porque o foco aqui é a mecânica e a narrativa. A interação com personagens acontece através de artes conceituais durante os diálogos, mantendo aquele estilo indie minimalista, mas extremamente eficiente.

Imagem Cena de Dracula is King of 3

Mas nem tudo são flores no mundo da Bithell Games. O estúdio passou por um momento bem complicado recentemente, com demissões em massa após o lançamento de Tron: Catalyst em junho de 2025. Apesar de ter sido muito bem avaliado pela crítica, o jogo não trouxe o retorno financeiro esperado para sustentar projetos de escala maior, o que deixou a equipe em uma situação delicada.

Isso nos leva a um ponto curioso: quem diabos está fazendo esse jogo? Pelas respostas do Mike Bithell no Bluesky, tudo indica que esse projeto pode ser praticamente um "exército de um homem só". Ele mencionou que desenvolveu o game no seu Mac e que já está totalmente compatível com o Steam Deck, rodando a 60fps com configurações específicas de hardware.

Imagem Cena de Dracula is King of 4

É impressionante ver a resiliência do cara em continuar criando experiências únicas mesmo depois de a empresa ter quase flopado financeiramente em seus projetos maiores. Para quem gosta de jogos que respeitam a inteligência do jogador e não entregam tudo mastigado, Vampirium: 1997 parece ser um prato cheio, misturando espionagem, vampirismo e controle temporal.

No fim das contas, a aposta da Bithell Games é arriscada, mas é exatamente isso que torna o cenário indie fascinante. Enquanto os grandes estúdios entregam a mesma fórmula de mundo aberto genérico e repetitivo, temos desenvolvedores criando simulações táticas onde o Drácula manda na Inglaterra. Se o jogo conseguir entregar a profundidade prometida no walkthrough, teremos um potencial cult instantâneo nas mãos.

Meu veredito? Eu tô dentro. Mesmo com a instabilidade do estúdio, a criatividade apresentada aqui é superior a boa parte do que vemos nas lojas digitais hoje em dia. Se você curte PC e Steam Deck, já deixa esse título no radar. Só espero que o desenvolvimento não sofra com a falta de braços e que a gente receba esse jogo com a polidez que a mitologia do Drácula merece.

Links Úteis

* Gameplay Walkthrough de Vampirium: 1997
Vampirium: 1997
Site Oficial

Vampirium: 1997

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