Finalmente chegou a hora de tirar a prova real sobre o Dragon Sword: Awakening. O hype em torno desse RPG de ação em mundo aberto estava crescendo, e com o lançamento nesta quarta-feira (23), as primeiras impressões já começaram a vazar. É aquele momento clássico onde a gente fica na dúvida se o jogo é realmente a obra-prima prometida ou se vai acabar sendo mais um título que flopou por causa de promessas vazias.
Nós aqui da redação andamos de olho nas primeiras notas e o cenário é interessante. Estamos falando de médias sólidas, como 8.5/10 e 80/100, o que indica que o núcleo do jogo é robusto. Porém, como quem já viu de tudo nesses 15 anos de jornalismo, eu já fico com o pé atrás quando vejo que os elogios estão concentrados em apenas um pilar, enquanto as ressalvas tocam em pontos estruturais do gameplay, algo que acompanhamos frequentemente nas Notícias do setor.

O ponto onde o jogo realmente brilha e deixa a concorrência no chinelo é o sistema de combate. A galera está rendida à variedade de combos e à agilidade na troca entre personagens, o que cria um fluxo de batalha extremamente dinâmico. É aquele tipo de gameplay que te faz sentir poderoso e no controle, transformando cada confronto em um espetáculo de ação.

Visualmente, o título é um prato cheio para quem curte a estética anime. Os cenários são vibrantes e o elenco de personagens foi desenhado com um capricho que chama a atenção logo de cara. A exploração do mapa é convidativa, e a direção de arte consegue passar a sensação de um mundo vivo, mesmo que a gente sinta que alguns cantos poderiam ter sido mais aproveitados.

No quesito narrativa, o jogo também parece entregar um conteúdo honesto. O elenco é carismático e a história consegue prender o jogador, criando motivações reais para continuar avançando. Quando a trama engrena, ela entrega a imersão necessária para justificar as horas investidas em um RPG desse porte, especialmente para quem busca fugir do óbvio.

Mas nem tudo são flores, e aqui entram os pitacos que podem desanimar quem não tem paciência. A campanha demora um tempo considerável para realmente decolar, e esse início arrastado pode afastar jogadores mais impacientes. Para piorar, as missões secundárias e os minijogos caem rapidamente na repetição, transformando o que deveria ser diversão em um trabalho repetitivo de "vai ali e busca aquilo".
Outro ponto crítico e que me deixa bem incomodado é a progressão. O sistema ainda carrega vícios pesados de jogos gacha, exigindo que você repita as mesmas atividades exaustivamente para conseguir dar um buff na sua equipe. Esse tipo de grind forçado parece deslocado em um título que tenta se posicionar como uma experiência premium, lembrando a pior parte dos jogos mobile.

Além disso, houve a percepção de que a quantidade de conteúdo final ficou abaixo do que se esperava. Parece que algumas ideias foram cortadas durante o desenvolvimento para conseguir entregar o jogo no prazo, e isso deixa um gosto amargo de que a experiência poderia ter sido muito mais densa se não tivessem nerfado o escopo do projeto.
Por outro lado, não dá para ignorar o custo-benefício. Enquanto os grandes lançamentos AAA estão cobrando valores absurdos, Dragon Sword: Awakening chega com um preço bem mais acessível na Steam e no PC. Isso torna a compra muito mais segura, já que você não sente que jogou dinheiro fora mesmo com as falhas de design na progressão.
No fim das contas, o título é um jogo de contrastes. Ele entrega um combate de elite e um visual deslumbrante, mas peca na estrutura de missões e na paciência exigida para evoluir. É a escolha perfeita para quem prioriza a ação frenética sobre a profundidade da progressão, mas exige cautela de quem odeia grind.
Meu veredito é que, apesar dos tropeços, a diversão proporcionada pelas lutas compensa a chatice das tarefas repetitivas. Se você gosta de anime e de bater em monstros com combos estilosos, pode ir sem medo, mas já prepare o psicológico para as partes repetitivas do caminho.



💬 Comentários da Comunidade
Carregando comentários...