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DualSense Edge Midnight Black: Monstro da Performance ou Apenas um Golpe no Bolso?

Na moral, vamos falar a verdade: a Sony demorou um século para lançar um controle 'Pro' para o PlayStation 5. Enquanto a concorrência já entregava paddles e customizações há anos, a gente ficou aqui no hype, esperando algo que realmente mudasse o jogo. E aí chega o DualSense Edge Midnight Black. De cara, a cor é absurda. Esse preto fosco, o Midnight Black, dá uma cara muito mais sóbria e profissional pro bagulho, além de não ficar com aquele aspecto encardido que o branco original pega depois de três meses de uso intenso. Mas a pergunta que não quer cala é: esse controle é realmente um monstro ou é só um acessório gourmet pra quem tem dinheiro sobrando?

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O primeiro ponto que você nota quando pega o DualSense Edge na mão é a construção. Ele passa uma sensação de robustez que o controle padrão não tem. Mas o verdadeiro 'pulo do gato' aqui são os botões traseiros (paddles). Cara, quem joga FPS ou jogos de ação competitivos sabe que tirar o polegar do analógico para apertar o X ou o O é um crime contra a própria performance. Com as alavancas traseiras, você mapeia tudo e mantém a mira travada enquanto pula e recarrega. É aquele tipo de upgrade que, depois que você acostuma, você olha pro controle comum e pensa: 'como eu conseguia jogar com isso?'. É a diferença entre ser um amador e jogar como um profissional.

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Agora, vamos falar de algo que é simplesmente genial: a troca dos módulos dos analógicos. A Sony finalmente entendeu que o drift é o maior pesadelo de qualquer gamer. Em vez de você ter que jogar o controle inteiro no lixo ou encarar um conserto técnico gambiarra, você simplesmente compra um módulo novo, puxa o velho e encaixa o novo. Isso é disruptivo. É a Sony dizendo: 'estamos cansados de ouvir reclamações sobre o drift'. Se isso for mantido a longo prazo, é a melhor feature de hardware que já vimos num controle de console. É a solução definitiva para quem massacra o controle em jogos como Call of Duty ou Apex Legends.

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Outro detalhe que me ganhou foram os travas de gatilho ajustáveis. Sabe aquele gatilho adaptativo do DualSense que é lindo em jogos de aventura, mas lento pra caramba em jogos de tiro? Pois é. No Edge, você tem chaves físicas atrás que limitam o curso do gatilho. Você transforma aquele aperto longo em um clique instantâneo, tipo um mouse de PC. Para quem busca a vantagem competitiva, isso aqui é essencial. Você dispara antes do adversário, simples e direto. É a ferramenta certa para quem não quer perder por causa de milissegundos de resposta do hardware.

Mas nem tudo são flores, e agora vem a parte onde eu solto os cachorros. Vamos falar de bateria. Na moral, Sony, você brincou com a gente? O DualSense Edge tem uma bateria que dura MENOS que a do controle padrão. É surreal! Você paga três, quatro vezes o preço de um controle normal para ter um dispositivo que descarrega mais rápido. Isso aqui flopou feio no planejamento. É quase incompreensível que um produto 'Pro' tenha a pior autonomia da linha. A única solução é jogar com o cabo, o que mata metade da graça de ter um controle sem fio. É um erro primário que irrita qualquer usuário.

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No software, a integração com o PS5 é excelente. Você consegue criar perfis personalizados para cada jogo. Quer que o gatilho seja curto no Warzone mas longo no God of War? Dois cliques e está feito. Você consegue ajustar a sensibilidade dos analógicos e a zona morta, algo que antes era exclusividade de quem usava adaptadores caros ou consoles modificados. Essa liberdade de customização coloca o DualSense Edge num patamar de usabilidade absurdo, transformando o controle em uma extensão da sua mão, moldada exatamente para o seu estilo de jogo.

Falando de preço, a gente entra num terreno perigoso. O valor desse controle é salgado. Muito salgado. Para o jogador casual, que liga o console no fim de semana para fazer a campanha de um jogo, o DualSense Edge é um gasto desnecessário. É puro luxo. Agora, para o cara que vive em lobbies competitivos, que quer extrair cada gota de performance do hardware, o investimento se justifica. Você não está comprando apenas um controle, está comprando a tranquilidade de saber que, se o analógico der pau, você resolve em 10 segundos com um módulo novo.

No fim das contas, o Sony Dualsense Edge Midnight Black é um produto contraditório. Ele é um monstro em ergonomia, precisão e durabilidade (graças aos módulos), mas peca feio naquilo que é básico: a energia. Se você tem a grana e quer o melhor que o ecossistema PlayStation pode oferecer, não tem outra opção. É a elite dos controles. Só esteja preparado para ter o cabo USB-C sempre por perto, porque a bateria é, sinceramente, uma piada de mau gosto. Mas, tirando esse ponto, é a máquina definitiva de controle para o PS5.

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