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Dune Awakening terá modo Single-Player, mas Funcom jura que o Multiplayer ainda é a prioridade

Cara, quem acompanha o cenário de games sabe que quando a Funcom coloca a mão em um projeto, a gente já fica com aquele pé atrás, mas ao mesmo tempo com um hype absurdo. Agora, a notícia que chegou sobre Dune Awakening deixou muita gente coçando a cabeça. O jogo, que a gente conhecia basicamente como um MMORPG de sobrevivência massivo, onde a treta política e a disputa por especiaria seriam o coração de tudo, resolveu dar uma guinada abrupta para o lançamento nos consoles: agora teremos a opção de jogar sozinho, sem a necessidade de lidar com aquele povo chato no chat ou sofrer griefing logo no primeiro dia.

Sinceramente? Eu achei essa movimentação bem estranha. Imagina você vender um jogo como a experiência definitiva de sobrevivência social em Arrakis e, do nada, soltar um "ah, se você quiser, pode jogar sozinho". Parece aquele tipo de decisão de última hora para evitar que o jogo flopou caso os servidores não aguentem a demanda no lançamento ou se a base de jogadores for menor do que o esperado no PS5 e no Xbox Series X. Mas calma, que a Funcom já correu para apagar o incêndio com um texto explicativo, tentando convencer a gente de que o multiplayer continua sendo o foco principal da parada.

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O ponto central desse "explainer" da desenvolvedora é que eles não querem que a galera ache que o jogo virou um simulador de caminhada solitária. Eles batem na tecla de que a essência de Dune Awakening ainda é a interação, a formação de guildas e a guerra por território. O modo single-player seria mais como uma válvula de escape ou uma forma de os jogadores aprenderem as mecânicas básicas antes de serem jogados aos leões — ou melhor, aos vermes gigantes — no servidor público. É aquele papo clássico de empresa tentando equilibrar dois mundos para não afastar nem o jogador casual, nem o hardcore que quer dominar o mapa todo.

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Mas vamos falar a verdade aqui: criar um mundo massivo que funcione bem tanto no solo quanto no multiplayer é um desafio técnico colossal. A gente já viu muita coisa promissora ser nerfada na hora de implementar essas opções. Se o design do jogo foi pensado para que você dependa de outros jogadores para construir bases complexas ou gerir recursos, jogar sozinho pode acabar se tornando uma experiência vazia e tediosa. Eu fico me perguntando se essa mudança não é um sinal de que a Funcom sentiu que a barreira de entrada do multiplayer era alta demais para o público de console.

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Por outro lado, ter essa opção no PC e nos consoles pode ser a salvação para quem odeia a toxicidade de certos MMOs. Não tem nada pior do que gastar horas farmando material para construir sua base e, num piscar de olhos, um clã de trolls destruir tudo só porque podem. Se o modo single-player for realmente robusto e não apenas um "modo tutorial extendido", pode ser que a gente tenha o melhor dos dois mundos. Mas, repetindo meu pitaco: a alma de Dune é a política e a traição; sem outras pessoas para trair, o jogo perde metade da graça.

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Para quem está na expectativa, a Funcom continua prometendo que as atualizações pós-lançamento vão focar pesado em expandir as dinâmicas sociais. Eles querem que a gente sinta a pressão de estar em um planeta hostil onde a única coisa que te mantém vivo é a aliança certa. Se eles conseguirem entregar isso com 60fps estáveis e sem bugs que quebrem a imersão, temos um potencial hit nas mãos. O problema é que a linha entre um sucesso estrondoso e um fracasso retumbante nesses jogos de sobrevivência é muito tênue, dependendo quase totalmente da saúde da comunidade nos primeiros meses.

No fim das contas, a gente sabe que o marketing gosta de dizer que "tudo é possível", mas a prática é que manda. Se eu entrar no jogo e sentir que o mundo está morto, mesmo com a opção single-player, vou sentir que o projeto foi capado. Esperamos que a Funcom não esteja apenas tentando jogar seguro demais. O risco é o que torna esses jogos emocionantes. Queremos ver Arrakis fervendo com guerras de facções, e não apenas um deserto silencioso onde a gente brinca de construir castelo de areia sozinho.

Meu veredito é: fiquem de olho. A adição do modo solo é um conforto, mas o verdadeiro teste de fogo será a estabilidade dos servidores e a profundidade do sistema de guildas. Se o multiplayer for realmente o foco, como eles dizem, a gente vai sentir isso no gameplay, e não apenas em notas de atualização. Vou entrar no hype, mas com a guarda alta, porque em Arrakis — e na indústria de games — a traição está sempre à espreita.

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