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EA nas mãos da Arábia Saudita: Funcionários temem censura e lavagem esportiva

Galera, segura essa bomba porque o clima pesou nos bastidores de uma das maiores gigantes da indústria. A Electronic Arts, a famosa EA, foi oficialmente comprada pela Arábia Saudita em um negócio que é, literalmente, o maior leveraged buyout da história do private equity. Agora, imagina o cenário: você trabalha numa empresa que tenta vender uma imagem de modernidade e inclusão, e de repente seu novo chefe é um regime que bate de frente com tudo o que a sociedade progressista defende. O hype de ter dinheiro no bolso sumiu rápido e deu lugar a um medo generalizado de que a liberdade criativa vá pro ralo.

O papo reto aqui é que a galera que desenvolve os jogos está apavorada com a possibilidade de uma censura pesada. Nós aqui da Gamer Elite vimos que muitos funcionários esperam um controle muito mais rígido sobre o que pode ou não ser criado. A treta é séria, principalmente para franquias que abraçam a diversidade, como The Sims. Um ex-roteirista da BioWare, o Trick Weekes, soltou a real: ele previu que jogos de "armas e futebol" vão continuar tranquilamente, mas que qualquer coisa relacionada a pautas LGBTQIA+ deve ser deletada ou proibida.

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A gestão da EA até tentou dar aquele migué, prometendo que os "valores culturais" da empresa permaneceriam intactos. Só que, convenhamos, esse termo é vazio e não convence ninguém quando o dono do dinheiro é o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita. Para quem trabalha lá, isso soa como piada de mau gosto. Um funcionário foi bem ácido ao dizer que a compra é apenas uma forma de distrair o mundo do histórico regressivo de direitos humanos do regime, tentando "cooptar" uma cultura de empresa que era comparativamente progressista para limpar a imagem do governo.

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Se você não conhece o termo sportswashing, é basicamente usar o esporte (ou os games, no caso) para lavar a reputação de governos autoritários. E o pior é que o Príncipe Mohammed bin Salman, o manda-chuva da Arábia Saudita, já admitiu abertamente que não está nem aí para as críticas. Em uma entrevista para a Fox News em 2023, ele disse que, se essa tática aumentasse o PIB do país em um por cento, ele continuaria fazendo. Ou seja, a EA agora é peça de um jogo político maior, e a arte dos games virou apenas uma ferramenta de marketing governamental.

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Agora, tem quem diga que, por ser uma empresa privada, a EA teria liberdade, mas a realidade no chão de fábrica é outra. A previsão é que projetos nem cheguem a ser assinados se não estiverem explicitamente alinhados com o que o governo saudita quer. É aquele medo clássico de não querer irritar o chefe. No fim das contas, muitos desenvolvedores sentem que a empresa perdeu a espinha dorsal moral ao se aliar a alguém que despreza a sexualidade e a etnia de boa parte da própria força de trabalho da EA. Isso é um nerf gigante na moral da equipe.

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Para piorar a situação, a entrada de Jared Kushner na jogada, através da firma Affinity Partners, só serviu para colocar mais lenha na fogueira. Os funcionários veem isso como um insulto adicional, transformando a empresa em um hub de conexões políticas duvidosas. Enquanto isso, quem joga no PC ou consoles continua esperando novidades, mas quem faz o jogo está em um dilema ético brutal. É difícil se sentir bem trabalhando para um regime que é a antítese de tudo o que muitos desses artistas acreditam.

Essa situação toda mostra que o dinheiro pesado, às vezes, custa a alma da criatividade. A gente vê a indústria de Notícias de games cada vez mais dominada por conglomerados e fundos de investimento que não entendem nada de gameplay, mas entendem tudo de lucro e imagem pública. Quando a arte vira refém de interesses geopolíticos, quem perde é o jogador, que deixa de receber histórias corajosas e diversas para receber produtos pasteurizados e "seguros".

O meu veredito é que a EA entrou em um caminho perigoso. Pode ser que o fluxo de caixa esteja garantido, mas a confiança dos talentos internos está no chão. Se a empresa começar a deletar conteúdo de diversidade para agradar o príncipe, ela vai enfrentar um êxodo de talentos que fará qualquer flop de jogo parecer pequeno. É a velha história: você pode comprar a empresa, mas não consegue comprar a integridade de quem realmente coloca a mão na massa para criar os mundos que a gente ama explorar no PC.

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