Se você acha que o mercado de MMORPG já saturou, é bom dar uma olhada no que está rolando na Coreia do Sul. A galera de lá não brinca em serviço e o novo título Eclipse: The Awakening já chegou chutando a porta, ultrapassando a marca de 300 mil pré-registros. É aquele tipo de hype que deixa qualquer jogador brasileiro com vontade de ter um ping de 10ms para testar a parada logo de cara, especialmente vendo que as vagas de pré-criação de personagens sumiram num piscar de olhos.
O jogo é fruto de uma parceria pesada entre a Smilegate e a NPIXEL, e a data de lançamento oficial está marcada para o dia 10 de setembro. Durante a transmissão Eclipse Launch Preview, eles abriram a caixa preta do game e mostraram que não querem ser apenas mais um simulador de farm. A proposta parece ser unir a complexidade de progressão que a gente ama com mecânicas de combate que podem gerar aquelas tretas épicas que definem a história de um servidor.
Um dos pontos que mais chamou a atenção foi o sistema chamado Authority. Basicamente, você precisa combinar seis Stigmata e três Relics para ativar esse poder. As Stigmata você consegue derrubando monstros ou negociando com NPCs, enquanto as Relics exigem que você desmonte seus equipamentos antigos para conseguir os materiais. O detalhe é que, para sintetizar essas peças e subir o grau de raridade, tanto a Stigmata quanto a Relic precisam ter a mesma raridade, o que vai exigir um planejamento absurdo do jogador para não desperdiçar recursos.
Falando em equipamentos, o jogo traz itens de conjunto e itens Unique, mas o verdadeiro objetivo é alcançar o nível Epic. Para isso, você vai precisar de materiais específicos como os Solarion Crystals e Elun Crystals. É aquele grind clássico de MMORPG que a gente conhece, mas que se for bem balanceado, mantém a galera engajada por meses. Imagino que a economia do jogo vá orbitar totalmente em volta desses cristais no começo do lançamento.
Sobre a caça aos chefes, a Smilegate decidiu facilitar a vida do jogador mostrando a localização e o horário de surgimento das criaturas diretamente no mapa. Mas não se engane, a diversão começa com os Abyss Bosses. Quando esses monstros aparecem, a região ao redor é temporariamente transformada em uma zona de PvP. O desafio aqui não é necessariamente a dificuldade do boss, que é similar aos comuns, mas sim sobreviver aos outros jogadores que vão tentar te dar um nerf na vida enquanto você tenta lootear as recompensas.
Para quem curte a adrenalina do combate jogador contra jogador, o High River Battlefield parece ser o lugar certo. Teremos confrontos 10v10 divididos em duas facções, onde a topografia do mapa faz toda a diferença. Diferenças de elevação influenciam a visão e a eficácia dos ataques, então quem dominar as alturas terá uma vantagem absurda. Além disso, existe um sistema de pontuação por sequência de eliminações que pode virar o jogo completamente, evitando que uma partida seja unilateral e chata.

Um medo comum em qualquer lançamento de jogo no PC é aquele servidor vazio que transforma a experiência em um jogo single-player. Para evitar que o jogo flopou rapidamente em servidores menos povoados, a NPIXEL implementou um matchmaking entre diferentes servidores para as masmorras. Isso garante que você sempre encontre um grupo para fechar a instância sem precisar ficar horas esperando no chat global, mantendo a dinâmica do jogo fluida.
E a lista de promessas para o pós-lançamento é longa. Eles já confirmaram raids cooperativas para grupos de até cinco jogadores, competições entre servidores e as clássicas batalhas de cerco, que são a alma de qualquer jogo massivo. Se eles conseguirem entregar isso com estabilidade, Eclipse: The Awakening tem tudo para se tornar um concorrente de peso para gigantes como World of Warcraft ou Final Fantasy XIV.

No fim das contas, a expectativa está lá no alto. O fato de os servidores de pré-criação terem lotado instantaneamente mostra que a comunidade coreana está faminta por algo novo. Agora, ainda não se sabe se o balanceamento entre o esforço do grind e as recompensas será justo ou se vamos cair em mais um ciclo de pay-to-win descarado que mata o jogo em seis meses.
Meu veredito é que o jogo parece robusto e a proposta de transformar áreas de boss em zonas de PvP é a cereja do bolo. Se vier para o ocidente com servidores locais e um ping decente, vai ser um prato cheio. Para quem não quer passar raiva com lag quando o jogo sair globalmente, já sabe que usar o ExitLag com o cupom CAVERNA é a única salvação para não morrer para um boss por causa de um pico de latência.




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