Notícias

Elden Ring no Switch 2: Desempenho impressionante, mas com engasgos que irritam

Cara, a gente sabe que o hardware da Nintendo sempre teve suas limitações, mas o que estão tentando fazer com o Nintendo Switch 2 é simplesmente insano. Ver a Nintendo e outras publishers empurrando o console ao limite com jogos gigantescos é aquele tipo de hype que a gente ama acompanhar. Um exemplo claro dessa ambição é o lançamento de Elden Ring: Tarnished Edition, que coloca um dos mundos mais densos da história dos games na palma da nossa mão.

Eu passei as últimas dez horas explorando a Península Chorosa, o Castelo Stormveil e Liurnia dos Lagos, e a sensação é bizarra. Mesmo tropeçando em 30fps e encarando telas de carregamento um pouco mais demoradas, pisar nas Terras Intermédias nunca fica chato. O jogo mantém aquela aura mística que a FromSoftware sabe criar como ninguém, provando que a direção de arte vence qualquer limitação técnica.

Imagem Cena de <strong>Elden Ring</strong> plays much 1

Agora, papo reto: se você nunca jogou Elden Ring, esses 30fps não vão te assustar. Mas para quem, como eu, está acostumado a rodar o jogo no PC a 60fps cravados com um controle de Xbox, o impacto é real. No começo, parecia que eu estava jogando dentro de uma sopa, com aquele ar "espesso", e os comandos dos Joy-Cons do Nintendo Switch 2 pareceram alienígenas, já que apertar A para esquivar e X para interagir exige um tempo de adaptação.

Por sorte, a memória muscular resolve rápido. Quando cheguei em Stormveil e amassei o Margit e o Godrick, aquela obsessão com a taxa de quadros já tinha ficado para trás. Eu comecei a esquivar um pouquinho antes do normal e a carregar os ataques pesados com mais antecedência para compensar o lag de entrada. É aquele ajuste fino que a gente faz inconscientemente para não morrer dez vezes no mesmo lugar.

Imagem Cena de <strong>Elden Ring</strong> plays much 2

Fiquei bem surpreso com o visual no docked mode, que entrega algo muito próximo do que vejo no meu PC. Teve uns drops de frame chatos enquanto eu corria por Liurnia dos Lagos atrás da Chave de Glintstone da Academia, mas nada que quebrasse a imersão completamente. No geral, a Tarnished Edition roda com uma fluidez honesta, desde que você aceite que não está em uma máquina de última geração.

O problema real, aquele momento que o jogo quase flopou na minha mão, foi na luta contra o Red Wolf of Radagon. Esse lobo é ágil demais, pula pra todo lado e usa uma espada mágica que deixa o console sofrendo. Durante os ataques mais frenéticos do bicho, eu senti quedas de frames tão violentas que foi um milagre eu ter sobrevivido. Tive que apelar para a adaga Reduvia e atacar de longe para não passar raiva com o desempenho.

Imagem Cena de <strong>Elden Ring</strong> plays much 3

Curiosamente, a luta contra a Rennala, que vem logo depois, foi lisinha, assim como as lutas iniciais. Isso mostra que o problema não é o jogo todo, mas sim situações específicas de alta intensidade de partículas e movimentos rápidos que o Nintendo Switch 2 ainda engasga para processar. É aquele tipo de instabilidade que irrita o jogador veterano, mas que o novato provavelmente nem vai notar.

Para quem está na dúvida se vale a pena rejogar, a Tarnished Edition trouxe duas novas classes iniciais que dão um motivo legal para começar do zero. Uma delas vem com uma nova Greatsword Leve, o que é um buff interessante para quem curte builds de agilidade e dano massivo. É aquele mimo da FromSoftware para manter a comunidade engajada enquanto a gente espera por mais novidades.

Imagem Cena de <strong>Elden Ring</strong> plays much 4

Agora, a pergunta que não quer calar é sobre o DLC, Realm of Shadow. Eu ainda não cheguei nessa parte, mas confesso que estou com um pé atrás. Se o Lobo Vermelho já fez o console suar, imagino o caos que será enfrentar os chefes finais da expansão em áreas visualmente mais complexas. Espero que a FromSoftware tenha feito alguma otimização extra para evitar que a experiência vire um slide de fotos.

No fim das contas, ter Elden Ring no portátil é um luxo que eu não sabia que precisava. É claro que existem falhas e que o desempenho não é perfeito, mas a conveniência de explorar as Terras Intermédias no sofá compensa os engasgos ocasionais. Não é a versão definitiva para quem busca performance extrema, mas é um feito técnico admirável para o hardware da Nintendo.

Se você é do tipo que não tolera nem um único drop de frame, continue no PC ou nos consoles de mesa potentes. Mas se você quer a liberdade de ser massacrado por um chefe enquanto está no ônibus, a Tarnished Edition é o caminho. Vou seguir minha jornada até o final para ver se o console aguenta o tranco ou se vai pedir arrego nos últimos bosses. Fiquem ligados nas nossas Notícias para o veredito final.

Links Úteis

* Gameplay Trailer
Elden Ring
Site Oficial

Elden Ring

Acesse o site oficial de Elden Ring para conferir notícias exclusivas, patch notes, atualizações, mídias oficiais e canais comunitários da desenvolvedora.

🎬 Vídeo Relacionado

💬 Comentários da Comunidade

Carregando comentários...

← Ver todas as matérias
gamerelite:cookie-consent