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Epic Games Store está morta? Analista afirma que recuperação contra Steam é impossível

Cara, a gente lembra bem daquele barulho todo quando a Epic Games Store chegou chutando a porta do PC gaming, prometendo mudar a vida dos desenvolvedores e dar jogos de graça toda semana. A ambição da Epic Games era gigantesca, querendo basicamente derrubar o império da Steam e criar um ecossistema onde eles mandassem em tudo. Só que, depois de alguns anos, a sensação que fica é que esse plano flopou feio e a empresa agora está tentando apagar um incêndio que já consumiu quase todo o prédio.

Recentemente, eles começaram a soltar algumas promessas de que vão dar um tapa no visual e na performance do launcher. A ideia é que o programa abra cinco vezes mais rápido e que a loja finalmente tenha coisas básicas, como recomendações personalizadas e notas de atualização integradas. O problema é que, pra quem acompanha o mercado há tempo, isso soa como aquele aluno que começa a estudar na véspera da prova final: é muita coisa básica que deveria estar pronta lá em 2018, quando a loja foi lançada.

Imagem Cena de  Can the Epic 1

Eu conversei com a galera e vi que o Emmanuel Rosier, diretor de inteligência de mercado da Newzoo, não está nem um pouco otimista com essa tentativa de recuperação. Para ele, a Steam já se tornou algo inevitável, um padrão da indústria que ninguém consegue desbancar simplesmente adicionando algumas abas novas no menu. A real é que a maioria dos players só abre a Epic Games Store para resgatar o jogo grátis da semana e depois fecha tudo sem nem instalar o título, tratando a biblioteca como se fosse um álbum de figurinhas digital.

Essa cultura de "colecionar por colecionar" é um tiro no pé para a Epic Games. Mesmo quando eles dão um jogo animal, como Guardians of the Galaxy, Control ou Assassin's Creed Syndicate, muita gente prefere comprar a versão da Steam só para não ter que dividir a biblioteca em dois launchers diferentes. É bizarro pensar que uma estratégia de distribuição gratuita pode acabar impulsionando as vendas do concorrente, mas é exatamente isso que acontece quando o usuário prioriza a conveniência em vez de economizar uns trocados.

O erro estratégico aqui foi tentar lutar em todas as frentes ao mesmo tempo. A Epic Games decidiu que queria vencer a Steam no PC, bater de frente com a Apple e a Google nas lojas de mobile e ainda manter a hegemonia de seus próprios jogos. Quem tenta abraçar o mundo acaba não segurando nada, e parece que eles simplesmente ficaram sem fôlego para sustentar tantas batalhas jurídicas e comerciais simultâneas.

Se tem algo que ainda mantém a empresa no topo, é o fenômeno que é o Fortnite. Enquanto a loja patina, o battle royale continua sendo uma máquina de fazer dinheiro e atrair público. A Epic Games percebeu que o jogo não é mais apenas um shooter, mas sim uma plataforma de marketing colossal onde qualquer marca ou franquia quer colocar seu rosto para ganhar visibilidade com a nova geração.

Olha só a jogada mestre que eles fizeram com os cosméticos: agora temos Sonic the Hedgehog, Pac-Man, Crash Bandicoot, Mega Man, e até o Sora de Kingdom Hearts e o Joker de Persona 5 correndo pelo mapa. Eles pararam de tentar competir com outros jogos e transformaram o Fortnite em um hub onde todos são bem-vindos. É a estratégia perfeita para manter o hype lá no alto, transformando o jogo em um metaverso improvisado que serve de vitrine para a indústria inteira.

Chegou a um ponto que eu não ficaria surpreso se a Rockstar Games decidisse fazer um evento dentro do Fortnite para mostrar o trailer de GTA 6. Faz todo o sentido do mundo, já que o alcance da plataforma é absurdamente maior do que qualquer rede social ou portal de Notícias tradicional. A Epic Games descobriu que é muito mais lucrativo ser o dono do "estádio" onde todos jogam do que tentar convencer as pessoas a mudarem de loja para comprar seus jogos.

Além disso, a introdução de itens colecionáveis, como os "sprites", mostra que eles entenderam que o jogador moderno gosta de completar coleções, mesmo que a vitória na partida não seja o objetivo principal. É esse tipo de engajamento psicológico que mantém o ecossistema vivo, enquanto a Epic Games Store continua sendo vista apenas como aquele lugar onde a gente pega jogos grátis para deixar pegando poeira na conta.

A verdade nua e crua é que a guerra dos launchers já acabou e a Steam venceu por nocaute técnico. Não adianta colocar patch notes na loja ou fazer o launcher abrir mais rápido se a comunidade já criou raízes profundas em outra plataforma. A Epic Games pode até sobreviver como empresa, mas a ideia de ter uma alternativa viável e popular à Valve parece que morreu definitivamente.

No fim das contas, a empresa deve focar total energia no Fortnite e em seus projetos de desenvolvimento, porque tentar forçar a barra como varejista digital é queimar dinheiro. Eles podem ter o capital, mas não têm a confiança nem a lealdade do usuário de PC, que é um público extremamente exigente e que não perdoa a falta de funcionalidades básicas por anos a fio.

Meu veredito? A Epic Games Store virou um acessório do Fortnite. Ela existe para dar suporte aos jogos da casa e atrair alguns curiosos com brindes, mas nunca será a casa principal dos nossos jogos. A lição aqui é clara: no mundo dos games, a conveniência e a comunidade vencem qualquer quantidade de dinheiro investido em marketing ou jogos grátis.

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* Twitter Jody Macgregor
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