Na moral, quem diria que a Ubisoft resolveria dar esse passo agora? Durante a Opening Night Live, fomos surpreendidos com o anúncio de Rainbow Six Tactics, e já vou logo avisando para a galera não se confundir: isso aqui não é MMO e nem aquele caos frenético de partidas ranqueadas que a gente conhece. O jogo aposta todas as fichas em uma experiência single-player de estratégia por turnos, mudando completamente a pegada da franquia para algo muito mais cerebral e planejado.
O grande lance aqui é que, pela primeira vez, a gente não vai controlar apenas um operador no campo, mas sim assumir a pele do Six, o comandante supremo da unidade. É você quem manda em tudo, montando equipes de até quatro operadores e decidindo quem vai para cada missão ao redor do globo. É aquele tipo de responsabilidade que dá um hype absurdo, porque se você escalar o time errado ou planejar mal a incursão, o prejuízo vai ser grande e a missão vai pro vinagre.

Desenvolvido pela Ubisoft Paris, o projeto se encaixa perfeitamente na linha do tempo de Shooters como o Rainbow Six Siege, criando uma ponte interessante entre o comando estratégico e a execução tática. A proposta é basicamente um XCOM com a skin de Rainbow Six, onde cada movimento no tabuleiro pode significar a diferença entre salvar um refém ou ver seu squad inteiro ser aniquilado. É aquele estilo de gameplay que exige paciência, mas que entrega uma satisfação enorme quando o plano funciona.
Entre uma missão e outra, a gente vai passar um tempo considerável na sede da unidade. Esse hub não é só enfeite; é onde o jogo acontece nos bastidores, permitindo analisar intel, escolher a dedo os operadores e, o mais importante, melhorar a base para liberar novas vantagens. É aquele gerenciamento clássico de base que a gente ama, onde você prepara cada detalhe para que a operação no campo seja a mais eficiente possível.

Quando o bicho pega no campo de batalha, a Ubisoft prometeu manter a essência da destruição ambiental, que é a marca registrada da série. Você vai poder derrubar paredes para criar novas rotas de flanqueamento ou abrir linhas de visão inesperadas para pegar os inimigos de surpresa. Além disso, existe o recurso chamado Breach, que permite realizar ataques sincronizados com todos os operadores ao mesmo tempo, o que deve gerar aquelas jogadas plásticas que a gente adora ver.
Sobre o elenco, a notícia é excelente: teremos 15 operadores conhecidos de Rainbow Six Siege logo de cara. O legal é que cada um vem com suas próprias habilidades, gadgets e árvores de evolução, então você vai ter que investir os pontos de experiência com sabedoria para não deixar ninguém nerfado no meio da campanha. A variedade de missões também parece robusta, cobrindo desde resgates delicados de reféns até o desarme de bombas e a eliminação de alvos de alto valor.

Quanto à disponibilidade, o jogo chega para PC via Steam, Epic Games Store e Ubisoft Connect, além de aterrissar no PS5 e Xbox Series X|S. Quem assina o Ubisoft+ ou usa serviços como GeForce Now e Blacknut também terá acesso no lançamento. Ainda não temos uma data cravada no calendário, mas já dá para colocar na lista de desejos e começar a torcer para que a inteligência artificial dos inimigos não seja um desastre.
Meu pitaco sincero é que essa mudança de rumo é necessária. A Ubisoft sabe que não dá para viver só de passes de batalha e skins coloridas em jogos multiplayer; ter um título focado em narrativa e estratégia pode revitalizar a marca e atrair aquele público que prefere jogar no seu próprio ritmo, sem a pressão de um time gritando no headset. Se entregarem a profundidade tática que prometeram, temos um candidato forte a jogo do ano no seu nicho.

No fim das contas, Rainbow Six Tactics parece ser a aposta da empresa para expandir o lore da franquia de forma mais orgânica. Ver a interação entre os operadores em missões single-player pode dar a profundidade que o Rainbow Six Siege nunca conseguiu entregar por ser focado no competitivo. Agora é segurar a expectativa e esperar por um gameplay mais detalhado para saber se a mecânica de turnos está fluida ou se vai ser travada.
Se a Ubisoft não flopar na execução da IA e mantiver a promessa da destruição total, teremos um jogo obrigatório para qualquer fã de estratégia. É aquele tipo de título que a gente joga por horas, planejando cada passo, e que nos faz sentir como verdadeiros gênios militares. Estou genuinamente curioso para ver como a árvore de habilidades vai impactar a viabilidade de cada esquadrão no late game.



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