Começa com aquele clima de caos que a internet ama. A Santa Monica Studio soltou a bomba do God of War Laufey e, como era de se esperar, a galera já começou a brigar feio. Tem quem esteja no hype total com a proposta, mas tem uma parcela da comunidade que já decidiu que o jogo vai flopar antes mesmo de ver um trailer completo de gameplay.
A treta gira em torno da troca de protagonista, já que agora o foco da narrativa é na Faye, interpretada pela atriz Deborah Ann Woll. O pessoal começou a reclamar de absolutamente tudo: desde a mudança no combate até a inclusão de um tal de "cubo sidekick" dublado pelo Jack Quaid, estrela de The Boys. É aquele clima tóxico de sempre que vemos em fóruns, mas a estrela do jogo resolveu dar a letra sobre tudo isso.

A Deborah Ann Woll foi bem direta ao falar que está "totalmente despreocupada" com o ódio gratuito que surgiu nas redes. Ela contou que nem sequer utiliza redes sociais, o que é, sinceramente, a melhor estratégia para manter a sanidade mental nos dias de hoje. Para ela, o game é simplesmente ótimo e, mesmo que não seja a preferência de todo mundo, não existe universo onde o produto final seja ruim.

O que muita gente não entende é que esse projeto não caiu do céu do nada agora. A Woll revelou recentemente que o Cory Barlog, diretor do reboot aclamado de 2018, já tinha ideias para essa história quase 10 anos atrás. Ou seja, a Santa Monica Studio está cozinhando isso em banho-maria há tempos para entregar algo denso, bem amarrado e que faça sentido dentro da cronologia da franquia.

Sobre o gameplay, a gente já teve um gostinho de 20 minutos de ação pura. A Faye deixa de lado o icônico machado Leviatã do Kratos para focar em habilidades mágicas e uma espada que parece ser absolutamente devastadora. É uma mudança drástica de estilo, mas que pode dar um frescor necessário para a série, saindo daquela fórmula de "bater e quebrar" para algo mais místico e ágil.

Agora, vamos falar do elefante na sala: onde diabos está o Kratos? A Sony e a desenvolvedora já avisaram que o nosso "pai do ano" favorito vai aparecer em pelo menos uma cena, mas ele não é o foco desta jornada. A promessa oficial é que ele volte com tudo em entradas futuras, então ninguém precisa entrar em pânico achando que o personagem foi deletado ou nerfado da história principal.

A previsão de lançamento é para 2027, exclusivamente no PS5. É bastante tempo de espera, o que geralmente significa que o polimento técnico vai ser absurdo ou que o desenvolvimento está sendo extremamente complexo para justificar tanta espera. A diretora Ariel Lawrence também já mandou a real para os céticos, pedindo apenas que deem uma chance ao jogo quando ele finalmente chegar às prateleiras.
No fim das contas, esse tipo de reação negativa é quase um ritual de passagem para qualquer jogo AAA hoje em dia. A gente vê isso acontecer com quase todo título da PlayStation que tenta inovar no elenco ou na perspectiva. O importante é que a equipe está confiante e a Deborah Ann Woll não deixou que o clima pesado afetasse sua performance ou sua visão sobre o projeto.
Eu, particularmente, acho que mudar o ponto de vista pode ser a jogada de mestre da Santa Monica Studio para expandir a mitologia nórdica. Se o combate for fluido e a história for emocionante, quem se importa se o protagonista não é o cara que grita "BOY" o tempo todo? Vamos torcer para que o resultado final justifique todo esse barulho e a espera longa.
O mercado de Notícias de games está saturado de polêmicas vazias, mas God of War Laufey tem potencial para calar a boca de muita gente. Se a entrega for no nível dos jogos anteriores, esse hate todo vai virar elogio em questão de minutos após o lançamento. Agora é segurar a expectativa e esperar que a Sony não anuncie nenhum adiamento inesperado até 2027.



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