Cara, segura o coração porque a Square Enix resolveu simplesmente quebrar a escala de tudo o que a gente conhece sobre RPGs. Depois de transformar o início do jogo original em uma jornada de 40 horas no primeiro remake e depois expandir o meio da história para um mundo aberto estilo Ubisoft em FF7 Rebirth, eles decidiram que o final da trilogia, o Final Fantasy 7 Revelation, precisava ser algo transcendental. A gente teve a chance de acompanhar um preview de 45 minutos na Gamescom 2026 e, papo reto, o que vimos ali faz qualquer outro mapa de jogo parecer um quintal de casa.
Não é só questão de tamanho, mas de como a Square Enix está lidando com o design de mundo. Se você achava que FF7 Rebirth era grande, esquece tudo isso porque Final Fantasy 7 Revelation usa aquele mapa como se fosse apenas o alicerce para algo muito maior e mais ambicioso. É aquele tipo de experiência que gera um hype absurdo, porque a sensação não é de estar em fases meticulosamente montadas, mas sim de ocupar um planeta vivo e coerente, elevando o conceito de open world para um nível que a gente raramente vê na indústria.

No aspecto da trama, o jogo assume o comando logo após os eventos traumáticos de FF7 Rebirth. Para quem não lembra ou quer evitar spoilers, a Aerith (está morta, certo?) deixou um vazio enorme, mas o grupo agora conta com reforços de peso como o Cid Highwind e o misterioso Vincent Valentine. A missão agora é partir para a nação ninja de Wutai, mas o caminho até lá é onde a mágica acontece, transformando a jornada em algo muito mais orgânico do que a linearidade que vimos em partes de Notícias anteriores da franquia.
O grande trunfo aqui é a Highwind. A nave não é apenas um meio de transporte rápido ou um menu de viagem, ela é o coração da jogabilidade de exploração. O sistema é simplesmente insano: você voa para qualquer lugar do globo, estaciona a nave, pula do hangar estilo Tom Cruise, abre o paraquedas e desce suavemente para o chão. Tudo isso acontece de forma totalmente seamless, sem telas de carregamento chatas que quebram a imersão, o que é um salto técnico absurdo para o PS5 e PC.

Um ponto que pode dividir opiniões, mas que eu achei genial, é que a Square Enix trouxe de volta praticamente todas as locações do jogo anterior. Lugares como Mideel, as Grasslands, Junon, Gongaga, Costa del Sol e até o Gold Saucer estão lá, renderizados com a mesma qualidade e detalhes, incluindo as scooters de Costa del Sol. Geralmente, sequências descartam o mapa do anterior, mas ao reutilizar tudo, eles criam uma continuidade geográfica que faz o mundo parecer real, e não apenas um cenário de videogame.
Enquanto exploramos esse mapa colossal, a gente começa a notar a presença das Weapons, aquelas criaturas kaijus gigantescas que surgem do nada para causar o caos. A dinâmica de combate continua no padrão impecável da trilogia, mas agora com a escala desses monstros elevando a tensão. Ver o Barret gritando que ninguém mexe com a Marlene enquanto enfrenta um bicho de 100 metros de altura é a essência pura de Final Fantasy, misturando drama pesado com aquele toque de exagero que a gente ama.

Além do Barret, personagens como Yuffie, Cait Sith e Red XIII continuam entregando aquela personalidade vibrante que mantém o jogo equilibrado. O gameplay mantém a base sólida dos antecessores, mas com a liberdade da nave, a exploração deixa de ser uma tarefa de "limpar ícones no mapa" para se tornar uma descoberta genuína. É quase como a primeira vez que alguém voou em Final Fantasy XIV, onde a sensação de verticalidade muda completamente a perspectiva do jogador sobre o mundo.
Sinceramente, se a Square Enix conseguir manter esse nível de polimento durante as 60 ou 100 horas que o jogo deve ter, estamos falando de um dos maiores feitos de design da década. A transição entre a nave e a exploração a pé é tão fluida que faz qualquer outro jogo de mundo aberto parecer engessado. É claro que existe o risco de a novidade cansar depois de 20 saltos de paraquedas, mas por enquanto, a sensação é de pura magia técnica.

No fim das contas, Final Fantasy 7 Revelation não quer apenas fechar a história, ele quer provar que a trilogia foi a evolução máxima de um conceito. Se o jogo entregar a profundidade narrativa que prometeu e não flopar no ritmo da história, teremos um encerramento épico para a saga do Cloud. A expectativa agora é ver como isso vai rodar na versão final de PlayStation, especialmente com a carga de assets que esse mapa massivo exige.
Meu veredito após esse preview é que a Square Enix não está brincando em serviço. Eles pegaram a fundação de FF7 Rebirth e construíram um império em cima. Se você curte exploração sem amarras e quer sentir a escala real de um planeta em conflito, esse jogo é a definição de hype. Agora é só contar os dias para colocar a mão nessa nave e explorar cada centímetro de Wutai e além.



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