Cara, a gente precisa conversar seriamente sobre o que está acontecendo com a DC. A conversa sobre a tal da "fadiga de super-heróis" voltou com tudo e, dessa vez, os números não mentem: o filme da Supergirl foi um verdadeiro desastre. Quem esperava que a personagem carregaria as bilheterias nas costas levou um choque de realidade bem doloroso, provando que nem todo nome forte nos quadrinhos garante ingresso vendido.
Para você ter uma ideia do tamanho do tombo, a produção e o marketing do longa custaram cerca de R$ 1,59 bilhão (os $290 milhões de orçamento), mas o retorno foi pífio. O filme arrecadou apenas cerca de R$ 638 milhões ($116 milhões) desde que estreou no dia 24 de junho. Ou seja, a Warner Bros. basicamente jogou dinheiro no lixo, e isso reacendeu todas as discussões sobre o futuro do DC Universe.

Mas ó, nem tudo é tragédia no mundo dos kryptonianos. Enquanto o cinema está em chamas, a série My Adventures with Superman está simplesmente detonando no streaming. De acordo com dados do FlixPatrol, a animação figurou entre as 10 produções mais assistidas do HBO Max nesta semana, tanto nos Estados Unidos quanto no resto do mundo. É aquele contraste clássico: o público não quer mais fórmulas genéricas de cinema, mas abraça ideias frescas em Notícias de entretenimento.

A série, que chegou em 2023, resolveu dar um tapa no visual e na narrativa, reimaginando as primeiras aventuras do Superman sob uma lente de anime. Com o Superman dublado por Jack Quaid, a trama traz versões bem inusitadas de vilões clássicos como Parasita, Brainiac e Deathstroke, tudo isso com o apoio fundamental de Lois Lane e Jimmy Olsen. É um ritmo muito mais ágil e divertido do que a densidade depressiva dos filmes recentes.
Já a Supergirl da animação, a Kara Zor-El, entrou na jogada na Season 2 como uma serva manipulada pelo Brainiac, que queria reconstruir o Império Kryptoniano conquistando planetas. Depois que o vilão foi derrotado, ela se juntou ao elenco principal na Season 3, assumindo o manto para proteger Metropolis. Essa abordagem mais leve e colorida parece ter conectado muito mais com a galera do que a versão sombria dos cinemas.

Se a gente comparar, o filme dirigido por Craig Gillespie tentou seguir a linha de Supergirl: Woman of Tomorrow, que é uma história bem mais brooding, focada em vingança e na tragédia da destruição de Krypton. Já na série, a Supergirl é aquela otimista exuberante que luta ferozmente por quem ama, mesmo lidando com traumas do passado. Esse é o tipo de buff na personalidade que faz o público se apaixonar pelo personagem em vez de sentir pena dele.
E as novidades não param por aí. A Season 3 de My Adventures with Superman está no ar e o finale acontece agora, na meia-noite de 15 de agosto. Embora a Season 4 ainda não tenha sido confirmada oficialmente, a DC já deu o braço a torcer e anunciou um spinoff: My Adventures with Green Lantern. A série vai focar na Jessica Cruz, uma estudante de escola secundária de Coast City que precisa encarar seus medos para bater de frente com vilões alienígenas.

Para quem ainda tem esperança no cinema, a Milly Alcock, que interpretou a Supergirl no filme que flopou, ainda tem uma chance de redenção. Ela vai retornar na sequência de Superman do James Gunn, intitulada Man of Tomorrow. Lá, ela deve se juntar ao Superman (David Corenswet), Lex Luthor, Hawkgirl e o Lanterna Verde John Stewart para encarar o Brainiac em uma escala épica. Esperamos que, dessa vez, a DC não vacile no roteiro.
No fim das contas, fica a lição: orçamento bilionário não compra carisma. O sucesso da série mostra que a galera quer personagens com alma e histórias que não tentem ser profundas apenas por serem tristes. Se a Warner Bros. quiser salvar o DC Universe, ela precisa parar de tentar copiar a fórmula da Marvel e começar a ouvir o que o público do streaming já avisou que funciona.

Meu veredito é simples: menos drama existencial forçado e mais energia de anime. A Supergirl merece brilhar, mas para isso, a DC precisa parar de tratar seus heróis como produtos de prateleira e começar a tratá-los como ícones. Agora é torcer para que o James Gunn consiga limpar a bagunça e entregar algo que realmente preste nos cinemas, porque o hype está por um fio.



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