Sabe aquele sentimento de saudade dos tempos em que a gente passava madrugadas inteiras tentando entender a lore de um RPG de turno? Pois é, a Square Enix resolveu cutucar essa ferida e está preparando algo que promete dar um soco de nostalgia na cara de qualquer veterano. Nós aqui da Gamer Elite vimos que a empresa está apostando todas as fichas no Final Fantasy Resonance, um título que não quer apenas ser mais um na franquia, mas sim um tributo vivo ao que chamamos de era de ouro dos games.
O projeto chega com a missão de resgatar a essência dos clássicos, mas com um tapa visual moderno que tem feito sucesso ultimamente. Estamos falando daquela pegada de Notícias que a gente ama: misturar o charme do pixel art com tecnologias de ponta para criar algo que parece um sonho lúcido de quem jogava no SNES. Se você é do time que acha que os RPGs modernos ficaram complexos demais ou perderam a alma, esse anúncio é pra você.

O grande destaque aqui é a implementação do visual HD-2D. Para quem está por fora, esse estilo funde sprites 2D detalhados com cenários tridimensionais e efeitos de iluminação dinâmica, algo que a gente viu brilhar em Octopath Traveler e, mais recentemente, no inovador The Adventures of Elliot: The Millennium Tales. O objetivo do Final Fantasy Resonance é levar essa evolução ao limite, imaginando como seriam os jogos da série se a Square Enix tivesse continuado a lapidar o pixel art no final dos anos 90 em vez de pular direto para o 3D bruto.
Mas não se enganem achando que é só um rostinho bonito. O jogo é baseado na primeira temporada do mobile Final Fantasy Brave Exvius — sim, aquele que tinha a Ariana Grande e a Katy Perry como invocações, bizarro né? — porém, a promessa é de que esta versão seja expandida e aprimorada. Não é um simples port ou um remake preguiçoso, mas sim uma experiência muito mais rica e densa, feita para quem quer realmente mergulhar na história sem a chatice de mecânicas de gacha que costumam estragar os jogos de celular.

No quesito ambientação, o jogo volta às raízes com o foco total nos cristais, que são a alma da série. Teremos nações inteiras movidas por essas pedras mágicas, como o Zoldaad Empire, um império militarista que detém o cristal de fogo. E claro, seguindo a tradição da franquia, esses caras são os vilões clássicos: a Square Enix já soltou que o império pretende usar seus dirigíveis e armamentos magitek para invadir os vizinhos. É o tipo de conflito épico que a gente adora ver sendo resolvido na base da espada e da magia.
Além do império, teremos a cidade mágica de Mysidia, lar do cristal de gelo e um lugar que, segundo as lendas, mal existe. Para quem é fã de carteirinha, vai lembrar que Mysidia também era o nome de uma cidade de magos em FF4. Essa conexão com o passado mostra que a empresa não está apenas reciclando assets, mas sim construindo um universo que conversa com a mitologia que a gente já conhece e ama, possivelmente rodando lindamente em hardware da Nintendo.

Quanto aos protagonistas, temos o Jake e a Sakura. O Jake é o líder de um exército rebelde contra o império Zoldaad. Ele tem aquela vibe de cara descontraído e meio distraído com mulheres, mas que no fundo é um herói fervoroso. O que mais me chamou a atenção foi o estilo de luta dele: ele usa a sorte a seu favor com habilidades como Coin Toss e Gamble Shot. Honestamente? Parece um mash-up perfeito entre o Edgar e o Setzer de FF6, e eu estou completamente a favor disso.
Já a Sakura é aquele mistério ambulante que todo JRPG precisa. Ela parece uma garotinha de maria-chiquinha roxa, mas fala como se tivesse mil anos de idade. Com um poder mágico que deixa qualquer outro mago no chinelo, a origem dela é um segredo. Ela me lembra muito a mistura da Terra de FF6 com a Rydia de FF4. Ver esse tipo de arquétipo retornando com força total dá um hype absurdo, porque mostra que a narrativa ainda sabe como criar personagens intrigantes.

Agora, vamos falar de gameplay, porque é aqui que o filho chora e a mãe não vê. O combate é por turnos e traz de volta os Limit Bursts, aqueles ataques apelões que carregam quando você apanha ou deixa o inimigo atordoado. E claro, as invocações estão presentes com nomes lendários como Carbuncle, Odin, Leviathan e Bahamut. Mas a real sacada são as Visions, essências cristalizadas de heróis lendários que lutam ao lado do protagonista Rain. Se você conseguir dar stagger em todos os inimigos em um único turno, ativa a Resonance, um ataque devastador que deixa qualquer Limit Break comum no chinelo.
Para conseguir essas Visions, o jogador terá que explorar os Sanctums of Light espalhados pelo mapa. Alguns desses personagens serão exclusivos dessa história, enquanto outros serão referências a heróis de outros jogos, como talvez algo que vejamos em Final Fantasy XIV. É a fórmula perfeita para manter o jogador viciado em farmar e evoluir seus personagens, elevando a estratégia do combate a um nível bem mais interessante do que um simples "atacar" e "curar".

Com o lançamento marcado para outubro, a expectativa está lá no teto. A Square Enix parece ter finalmente entendido que nem todo mundo quer gráficos fotorrealistas que exigem uma placa de vídeo de dez mil reais; às vezes, a gente só quer um mundo vibrante, personagens carismáticos e uma trilha sonora que faça a gente chorar. Se entregarem metade do que prometeram, teremos um dos melhores RPGs do ano.
No fim das contas, Final Fantasy Resonance parece ser a carta de amor definitiva para quem cresceu com um controle de SNES na mão. É um risco, sim, apostar tanto em nostalgia, mas quando a execução visual é tão polida quanto o HD-2D, é difícil não ficar empolgado. Agora é só contar os dias para outubro e torcer para que o jogo não sofra nenhum nerf de última hora no conteúdo final.



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