Segura o hype, galera, porque a Square Enix resolveu chutar o balde e inovar de verdade no Final Fantasy XIV. Durante a Fan Fest Berlin, o mestre Naoki Yoshida subiu ao palco para anuncionar a expansão Evercold, prevista para janeiro, e trouxe junto uma novidade que deixou a comunidade de queixo caído: a chegada do Bastion. Não estamos falando de apenas mais um ajuste de balanceamento ou um job derivado, mas sim de algo que nunca aconteceu antes na história do jogo.
O que torna o Bastion tão especial é que ele é a primeira classe totalmente inédita criada do zero para este MMORPG, sem qualquer ligação com os jobs tradicionais que a gente já conhece de outros títulos da franquia Final Fantasy. É um movimento ousado da Square Enix, que decidiu parar de olhar para o passado e criar algo genuinamente novo para refrescar o meta do jogo. Se você achava que já tinha visto de tudo nas classes de tanque, prepare-se para ter sua cabeça explodida com a proposta dessa nova função.

Mas a coisa não para na classe em si, porque o Bastion chega empurrando junto o novo sistema de combate chamado Evolved Combat. Esse sistema é um marco, pois passa a categorizar os tanques de uma forma diferente. O Bastion assume o papel de main tank, focando pesado em resistência bruta e dano massivo. Esqueça aquela pegada de suporte ou utilidade que algumas classes defensivas tinham; aqui o objetivo é ser a muralha que bate forte e não cai por nada, definindo um novo padrão de sobrevivência no campo de batalha.
Para dar suporte a esse estilo agressivo, a classe utiliza os escudos Skyltborg, que são verdadeiras máquinas de guerra alimentadas por éter. Durante a apresentação, o próprio Yoshida mostrou réplicas dessas armas, que são insanas porque podem mudar de forma em tempo real. Imagine só: em um segundo você tem uma barreira defensiva impenetrável e, no seguinte, o seu escudo se transforma em uma torre de artilharia disparando magia para longe. É o tipo de versatilidade que a gente ama ver em um jogo desse porte.

O trailer revelado no evento mostrou que o gameplay do Bastion vai ser frenético. Vimos o personagem usando escudos mágicos, disparos à distância que parecem devastadores e habilidades que fazem o chão tremer, provavelmente causando um stun ou dano em área absurdo nos inimigos. Além disso, ele ainda consegue encaixar sequências de golpes corpo a corpo e até algumas habilidades de cura para se manter vivo no meio do caos. Mesmo que os nomes das técnicas ainda sejam segredo, a fluidez dos ataques indica que a curva de aprendizado será gratificante.

E quem acha que a Square Enix parou por aí está muito enganada. A expansão Evercold também vai trazer uma segunda classe totalmente inédita, mas desta vez focada em DPS à distância. O problema é que a empresa resolveu fazer aquele suspense clássico e só vai soltar os detalhes durante a Fan Festival de Tóquio, marcada para outubro. A gente sabe que a espera é agoniante, mas se o nível for parecido com o do Bastion, vai valer cada segundo de expectativa.

Sobre as plataformas, o lançamento em janeiro está confirmado para PC, Mac, PlayStation e a grande novidade: o Nintendo Switch 2. Para quem estava esperando, o Final Fantasy XIV chegará oficialmente ao novo console da Nintendo em agosto, alguns meses antes da estreia de Evercold. Isso abre as portas para uma quantidade massiva de jogadores portáteis entrarem na briga, o que deve injetar um sangue novo e absurdo nos servidores do jogo.
Olhando de fora, essa mudança de direção na criação de classes mostra que a Square Enix percebeu que não dava mais para viver apenas de nostalgia. Criar o Bastion sem amarras com o passado é um risco necessário para manter o Final Fantasy XIV no topo dos MMORPGs. Se eles conseguirem balancear esse main tank para que ele não buffe demais o jogo e acabe com a viabilidade de outras classes, teremos um dos momentos mais icônicos da história da franquia.

No fim das contas, a expansão Evercold promete ser um marco técnico e criativo. A mistura de novas mecânicas de combate, classes disruptivas e a chegada em hardware de última geração coloca o jogo em uma posição privilegiada. Estamos falando de um título que sabe evoluir sem perder a essência, mas que agora não tem medo de inventar moda para manter a galera engajada e com aquele sentimento de descoberta constante.
Eu, particularmente, estou bem animado para ver como esse sistema de Evolved Combat vai funcionar na prática. Se o Bastion entregar metade da promessa do trailer, teremos um tanque que redefine o conceito de "parede humana' no jogo. Agora é contar as horas para janeiro e torcer para que a Square Enix mantenha o ritmo de atualizações sem entregar nada quebrado no lançamento.



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