Sinceramente, a gente esperava muito mais. Quando a Game Freak anunciou que estava fazendo um projeto original, longe da sombra de Pokémon, o hype foi paragraphs astronômico. Todo mundo queria ver do que esse estúdio era capaz quando não precisava seguir a fórmula de capturar bichinhos em bolas. Mas a realidade bateu forte e o lançamento de Beast of Reincarnation foi, para dizer o mínimo, divisivo. O jogo chegou com aquele gostinho de que foi lançado antes da hora, sabe? Aquela sensação de que a equipe precisava de mais seis meses de polimento para não entregar algo tão instável.
O clima não está nada bom nas redes sociais e a galera não perdoou. O jogo não conseguiu aquele impacto estrondoso que se espera de uma IP nova de um estúdio desse tamanho, e agora a Game Freak teve que vir a público dizer que "está ouvindo o feedback dos jogadores". Papo reto: eles não tinham outra escolha. Quando o seu jogo chega com problemas básicos de usabilidade e um ritmo que deixa qualquer um com sono, a única saída é prometer que vai consertar tudo em patches urgentes, como estamos vendo agora nas últimas Notícias.

Para começar a limpar a barra, a empresa anunciou um patch que chega na semana que vem. Eles prometem ajustes na câmera — que, convenhamos, é um dos pontos mais irritantes do jogo atualmente — e um aumento no tamanho dos textos, porque ninguém merece forçar a vista para ler diálogos em 4K. Além disso, vão mudar o padrão dos consoles para o Performance mode, deixando o Cinematic mode como opção secundária. É aquele tipo de coisa que deveria ter vindo configurado de fábrica, mas beleza, melhor tarde do que nunca.

Mas o buraco é mais embaixo. O problema real de Beast of Reincarnation não são só os bugs ou a câmera travando, mas sim o ritmo da história. A Game Freak admitiu que quer melhorar o pacing da narrativa, mas avisou que isso é um projeto de longo prazo. Isso é preocupante, cara. Significa que a estrutura do jogo pode estar mal planejada desde a fundação, e não é qualquer atualização de download que resolve um roteiro arrastado ou missões que não levam a lugar nenhum.

Se você der uma olhada no que a crítica especializada falou, o sentimento é de frustração. O pessoal do Eurogamer, por exemplo, deu apenas três estrelas para o título. O veredito foi aquele clássico "estou confuso": tem momentos em que o jogo é glorioso e mostra a genialidade da Game Freak, mas tem tantas outras vezes que ele parece inacabado, irritante e, pior de tudo, chato. É aquela montanha-russa de emoções onde você ama a ideia, mas odeia a execução técnica.
Essa polarização migrou direto para a Steam, onde o jogo ostenta a temida classificação Mixed. A maioria dos jogadores está reclamando da falta de polimento, algo que já virou marca registrada de alguns lançamentos modernos, mas que a gente já cansou de aceitar. É inadmissível pagar o preço cheio de um jogo de PS5 ou Xbox Series X/S e sentir que você é um beta tester não remunerado da empresa.

Para tentar entender onde erraram tanto, a desenvolvedora até soltou um link de pesquisa para colher mais feedbacks. Eles estão desesperados para salvar a imagem da nova franquia antes que ela seja rotulada como um flop total. O jogo tem potencial, os personagens Emma e Koo são interessantes e a proposta de Action RPG é sólida, mas a execução está deixando muito a desejar. Se eles não acertarem a mão agora, Beast of Reincarnation vai virar só mais um exemplo de como o excesso de confiança pode matar um projeto.

O título está disponível para PC, PS5 e Xbox, e quem estiver jogando agora provavelmente está sentindo na pele cada engasgo de performance. A promessa de melhorias é boa, mas a comunidade já está vacinada contra promessas vazias. A gente quer ver a mudança no gameplay, queremos sentir que o combate flui e que a história nos prende, e não que a gente está jogando por obrigação para ver se o jogo melhora.
No fim das contas, a Game Freak está em uma posição delicada. Eles provaram que conseguem criar mundos fantásticos, mas falharam miseravelmente na hora de entregar um produto final lapidado. O caminho para a redenção existe, mas exige mais do que apenas "ajustar a câmera". Eles precisam de uma reformulação real na experiência do usuário para que o brilho da arte não seja ofuscado pela incompetência técnica.
Eu, pessoalmente, vou dar um tempo antes de mergulhar fundo em Beast of Reincarnation. Vou esperar esses patches caírem e ver se a nota na Steam começa a subir. Não faz sentido gastar horas em algo que a própria desenvolvedora admite que precisa de melhorias estruturais. O mercado hoje está saturado de jogos, e a paciência do gamer brasileiro é curta para quem entrega experiência incompleta.
Fica o aviso: se você gosta de arriscar e quer apoiar a nova fase da Game Freak, vai fundo. Mas se você busca um jogo polido e pronto para o consumo, segura a expectativa. Vamos ver se esse "levar o feedback a sério" se traduz em gameplay de verdade ou se é apenas marketing para segurar as vendas enquanto o navio afunda.



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