Séries

George R.R. Martin desabafa sobre saúde e admite estar ficando para trás nos livros

Se você é fã de carteirinha de Game of Thrones e ainda guarda aquela esperança quase infantil de que The Winds of Winter saia amanhã, sinto informar que a realidade continua sendo um balde de água fria. A espera por esses livros já virou quase um meme global, algo nível 'promessa de lançamento de jogo AAA' que nunca chega, e a gente sabe bem como é a sensação de ficar no vácuo enquanto a comunidade entra em colapso.

Recentemente, o mestre das marionetes, George R.R. Martin, decidiu quebrar o silêncio em seu blog pessoal após seis meses de sumiço total. Mas ó, não foi pra anunciar a data de lançamento ou dar um spoiler suculento; o clima foi bem mais pesado, com o autor abrindo o jogo sobre como a vida tem sido um verdadeiro caos nos últimos tempos.

Imagem Cena de <strong>Game of Thrones</strong> Author 1

Em um post intitulado 'Better Late Than Never', o Martin descreveu o ano até agora como estressante, para dizer o mínimo. Ele confessou que muita coisa aconteceu ao mesmo tempo e que a sensação tem sido de estar completamente sobrecarregado, lidando com sonhos que se realizaram, mas também com pesadelos que ninguém gostaria de enfrentar. É aquele momento em que a gente percebe que nem todo mundo tem o buff da imortalidade quando o assunto é saúde mental.

Imagem Cena de <strong>Game of Thrones</strong> Author 2

O autor, que completou 77 anos em setembro, mandou a real: envelhecer não é nada divertido. Ele falou abertamente sobre a perda de amigos e a batalha constante contra a tristeza e a depressão, chegando a dizer que o pior pode estar por vir. É bizarro pensar que o cara que cria as mortes mais brutais da TV esteja enfrentando seus próprios demônios na vida real, longe das câmeras da HBO.

Imagem Cena de <strong>Game of Thrones</strong> Author 3

O ponto que mais dói no coração dos leitores é quando ele menciona estar "ficando cada vez mais para trás". Para quem não está ligado, isso é basicamente o reconhecimento oficial de que a escrita da saga principal está em ritmo de tartaruga com câimbra. O hype dos livros parece estar sofrendo um nerf gigantesco, já que a sensação é de que a história está escapando das mãos do próprio criador.

Imagem Cena de <strong>Game of Thrones</strong> Author 4

Nem tudo é tragédia, porém, e o Martin ainda conseguiu tirar um sorriso ao celebrar as nove indicações ao Emmy de A Knight of the Seven Kingdoms, o novo spin-off da franquia. Isso mostra que, enquanto a caneta do autor trava nos livros, a máquina de produzir Séries da HBO continua girando a todo vapor, expandindo esse universo complexo mesmo sem o desfecho literário que a gente tanto quer.

Para quem está com aquele vazio no peito esperando por novidades, a saída é buscar outras obras que entreguem a mesma dose de traição e sangue. Séries como Britannia, que mistura história com umas pirações psicodélicas, ou a violência visceral de Spartacus (que usava aquele efeito de fundo verde estilo o filme 300), são ótimas pedidas para quem curte esse clima de alta tensão e batalhas épicas.

Outra recomendação pesada é The Last Kingdom, disponível na Netflix, que foca na fundação da Inglaterra e tem aquele protagonista, o Uhtred, que vive dividido entre lealdades conflitantes. É o tipo de conteúdo que a gente consome para tentar preencher o buraco deixado por Game of Thrones, enquanto acompanhamos as Notícias para ver se algum milagre acontece com a agenda do George R.R. Martin.

Sendo bem sincero aqui, é triste ver um gênio do nível do Martin lutando contra a própria mente e o tempo. A gente cobra, a gente reclama que o livro não sai, mas a verdade é que forçar a barra em alguém que está lidando com depressão e a velhice é a receita perfeita para a obra flopar de vez ou nunca ser terminada.

No fim das contas, a obra dele já mudou a cultura pop para sempre e deixou um legado que poucas franquias conseguem alcançar. Se os livros algum dia forem concluídos, será uma vitória épica; se não, teremos a memória de uma das maiores construções de mundo da história da literatura.

Agora é torcer para que ele encontre a paz necessária para recuperar o fôlego. Porque, convenhamos, preferimos esperar mais dez anos por um livro genial do que receber algo feito às pressas só para cumprir tabela. A paciência é a única arma que resta para nós, os fãs.

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