Cara, falar de Halo é falar de nostalgia pura, mas quando a gente coloca a mão no Halo: Campaign Evolved, a sensação é de que a Halo Studios quis resgatar aquele espírito de descoberta que a gente tinha nos anos 2000. A missão "Truth and Reconciliation" é um clássico absoluto, mas vamos ser sinceros: achar esses colecionáveis sem um guia é um teste de paciência que faria qualquer um querer jogar o controle na parede. É aquele tipo de desafio que separa os jogadores casuais dos verdadeiros maníacos por platinar tudo.
Para quem não lembra ou está jogando agora, a gente chega nessa fase logo após o caos da missão "Halo", com o Master Chief precisando resgatar o Captain Keyes. O clima é tenso, a arquitetura Covenant é imponente e a dificuldade de navegação continua sendo um ponto polêmico, mas é justamente aí que entra a diversão de caçar os crânios. Se você curte a pegada de Shooters com exploração densa, essa missão é o ápice do design de níveis daquela época, agora com aquele polimento moderno que a gente esperava.
O primeiro desafio é encontrar o crânio Iron. Para pegá-lo, você precisa avançar até chegar naquele elevador de gravidade gigante que te joga para dentro da nave. Antes de subir, você vai ter que limpar a área, inclusive lidando com aqueles dois Hunters que são verdadeiras esponjas de dano. Quando o objetivo de embarcar no Covenant Battle Cruiser aparecer, procure por uma árvore com folhas verticais bem no fundo da área.

Depois de subir na nave e limpar a primeira leva de inimigos, o jogo te joga na missão de abrir a porta para o Johnson e seus fuzileiros. Você vai entrar em uma sala enorme com alguns Wraiths, mas estará em uma passarela superior, o que dá uma vantagem tática absurda. O problema é que o próximo colecionável, o Endurance Spec, exige que você ignore a vontade de apenas atirar e foque no parkour.

O pulo do gato aqui é usar a mira da arma para localizar o crânio no topo do terceiro pilar. Você vai ter que pular no cubo, correr e saltar para a parte inclinada do primeiro pilar, e então ir saltando de um em um até alcançar o objetivo. Se você vacilar ou parar por um segundo, a física do jogo te joga para baixo e você terá que repetir tudo. É aquele tipo de momento que gera um hype absurdo quando você finalmente consegue pegar, especialmente porque esse crânio deixa os veículos da UNSC indestrutíveis, o que é um buff insano para quem quer causar o caos no mapa.

Mesmo com os gráficos atualizados para o PS5 e as novas versões, a essência da exploração permanece a mesma. O terminal Inquisitor fornece aquele lore essencial para quem gosta de entender a política intergaláctica dos Covenant, enquanto o crânio Foreign adiciona mais uma camada de modificação ao gameplay.

No fim das contas, a missão "Truth and Reconciliation" continua sendo um marco. A mistura de combate tático contra elites e a caça a esses itens secretos cria um ciclo de gameplay que ainda funciona perfeitamente. Para quem está jogando via Xbox ou PC, a recomendação é não ter pressa; a diversão está justamente em explorar cada fresta da nave Covenant para garantir que nenhum crânio fique para trás.

Meu veredito é que, apesar de alguns saltos de fé irritantes nos pilares, a satisfação de completar essa lista de colecionáveis é imensa. O jogo não te pega na mão, e isso é ótimo. Em um mercado onde todo jogo coloca um ícone brilhante no mapa para te dizer onde ir, ter que procurar manualmente por um crânio atrás de um cacto é quase um ato de rebeldia. É Halo sendo Halo, sem frescura e com muita bala voando.
Se você é novo na franquia, prepare-se para morrer bastante e reiniciar fases, mas a recompensa visual e a sensação de domínio sobre o cenário compensam cada tentativa frustrada. O Master Chief continua sendo o ícone máximo do gênero, e revisitar esses mapas com a tecnologia de hoje só prova que o design original era, e continua sendo, genial.



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