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Guns of Eschaton: O Primeiro Soulslike em Primeira Pessoa Promete Brutalidade Total

Galera, segura esse hype porque a coisa ficou séria. A gente já viu de tudo nesse mercado: Soulslike de plataforma, Soulslike de turno, mas a Eschatology Entertainment resolveu chutar o balde e apresentar ao mundo Guns of Eschaton. A promessa é ousada: ser o primeiro Soulslike em primeira pessoa (FPS) verdadeiramente brutal. Se você acha que morrer dez vezes para o mesmo chefe em terceira pessoa é frustrante, imagina fazer isso com a câmera colada no rosto do personagem enquanto um monstro colossal tenta te esmagar.

O jogo não está para brincadeira e a proposta é entregar aquele sentimento de "estou completamente ferrado" que a gente ama (e odeia) nos jogos da FromSoftware. Não é apenas sobre atirar em tudo que se move, mas sim sobre ler padrões, gerenciar recursos escassos e aceitar que a morte faz parte do aprendizado. Para quem curte Shooters que não pegam na mão do jogador, essa mistura tem tudo para ser um deleite ou um teste de paciência nível hard.

Imagem Cena de The Worlds First Soulslike 1

Um dos pontos que mais me chamou a atenção aqui é a linhagem artística do projeto. O diretor de arte de Guns of Eschaton vem de projetos pesadíssimos como Half-Life 2 e Dishonored. Para quem conhece esses jogos, sabe que a ambientação e o design de mundo são primordiais. Ter alguém com essa bagagem garante que o apocalipse do jogo não seja apenas "mais um cenário cinza", mas sim um lugar com identidade visual forte, onde cada esquina pode esconder um horror indescritível ou um item crucial para a sua sobrevivência.

No gameplay, a tensão é constante. A ideia é que cada confronto seja um duelo estratégico. Você não vai sair correndo e dando spray de bala como se estivesse em um Call of Duty; aqui, o erro é fatal. O uso de armas, como o revólver mostrado nas primeiras imagens, sugere que a precisão e o timing são muito mais importantes do que a quantidade de munição, forçando o jogador a pensar duas vezes antes de apertar o gatilho.

Imagem Cena de The Worlds First Soulslike 2

Falando em inimigos, a bizarrice está on. Vimos capturas de tela com criaturas grotescas, incluindo inimigos com olhos gigantescos que parecem ter saído de um pesadelo febril. Essa abordagem surrealista do apocalipse tira o jogo do clichê dos zumbis e coloca Guns of Eschaton em um patamar de horror cósmico que combina perfeitamente com a mecânica de punição do gênero. É aquele tipo de design que faz você hesitar antes de entrar em uma sala nova.

O título já está com sua página disponível na Steam, e a comunidade já começou a especular sobre como será a curva de dificuldade. Se eles conseguirem equilibrar a agilidade de um FPS com a precisão exigida por um Soulslike, teremos um jogo memorável. O risco, claro, é que a experiência se torne frustrante demais se o hitbox não for perfeito, pois em primeira pessoa, qualquer erro de colisão pode fazer o jogo parecer injusto e, consequentemente, flopar entre o público mais casual.

Imagem Cena de The Worlds First Soulslike 3

Outro detalhe interessante é a exploração. A proposta parece ser a de um mundo interconectado, onde a descoberta de atalhos e a compreensão da geografia do mapa são essenciais para não perder tempo voltando do ponto de descanso após cada morte. Para quem joga no PC, a expectativa é que o jogo aproveite bem o hardware para entregar atmosferas densas e efeitos de iluminação que aumentem a sensação de claustrofobia e perigo iminente.

Eu confesso que estou com o pé atrás, mas genuinamente interessado. A indústria está saturada de jogos que usam a etiqueta "Soulslike" apenas para justificar um design ruim ou inimigos com HP infinito. Porém, quando vemos referências a Dishonored, a confiança aumenta. A Eschatology Entertainment parece saber que, para esse conceito funcionar, a jogabilidade precisa ser polida ao extremo, transformando cada luta em uma coreografia de vida ou morte.

Imagem Cena de The Worlds First Soulslike 4

No fim das contas, Guns of Eschaton é uma aposta arriscada que pode redefinir a maneira como encaramos os jogos de tiro. Se a execução for fiel ao que foi prometido, teremos um título que exige reflexos de elite e paciência de monge. É o tipo de jogo que divide a comunidade: metade vai odiar a dificuldade, enquanto a outra metade vai postar vídeos de vitórias épicas contra chefes impossíveis.

Meu veredito preliminar é: fiquem de olho. Se você gosta de ser humilhado por um software enquanto tenta descobrir os segredos de um mundo destruído, esse é o seu jogo. Só espero que não nerfem a dificuldade no lançamento para tentar agradar todo mundo, porque a essência desse projeto é justamente ser brutal e implacável.

Guns of Eschaton
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