Cara, é difícil processar quando a gente vê um ícone dos anos 80 tentar voltar com tudo e simplesmente bater de frente com a parede da realidade. O hype em cima de Masters of the Universe era considerável, mas a verdade é que o He-Man parece ter esquecido a espada do poder na hora de entrar no cinema. A estreia foi, para dizer o mínimo, frustrante, e a gente aqui na redação ficou boquiaberto com os números que começaram a vazar agora em junho de 2026.
O filme do diretor Travis Knight chegou com a promessa de modernizar a franquia, mas o resultado nas bilheterias foi um verdadeiro nerf nas expectativas da Amazon MGM e da Sony. A produção conseguiu arrecadar apenas $54,308 milhões (aproximadamente R$ 298,69 milhões) no seu primeiro fim de semana global, logo após a estreia em 5 de junho. Para quem esperava um estouro, ver o filme chegar em segundo lugar, ficando longe dos $105,5 milhões (cerca de R$ 580,25 milhões) de Scary Movie, é um balde de água fria.

Se a gente olhar os detalhes, a divisão foi de $29,3 milhões (R$ 161,15 milhões) no mercado interno dos EUA e $25 milhões (R$ 137,5 milhões) no mercado internacional. Agora, segura essa bomba: o orçamento do filme foi de quase $200 milhões (aproximadamente R$ 1,1 bilhão), e isso sem contar os gastos absurdos com marketing. Ou seja, o filme está em um buraco financeiro gigante e vai ter que fazer um milagre para sequer empatar o investimento, o que torna a situação bem crítica para o futuro da marca.
No elenco, temos nomes de peso como Nicholas Galitzine fazendo o papel do Adam/He-Man, a Camila Mendes como Teela, o veterano Idris Elba como Duncan e o polêmico Jared Leto interpretando o Skeletor. O problema é que, apesar do elenco estrelado, o filme parece ter falhado miseravelmente em atrair a galera mais nova. Os dados mostram que 66% do público era masculino e 40% tinham mais de 45 anos, provando que só a nostalgia dos "tiozões" sustentou a obra.

O mais bizarro de tudo isso é que quem foi assistir, geralmente gostou. No Rotten Tomatoes, os críticos deram uma nota de 67%, mas o público foi bem mais generoso, entregando um score de 88%. A própria equipe do IGN deu um 8/10, elogiando o fato de o filme ter a inteligência de abraçar o lado "bobão" do He-Man e não levar tudo tão a sério. Segundo a análise, a vibe é uma mistura de Flash Gordon com Deadpool, funcionando quase como uma paródia de si mesmo, o que é um ponto positivo na minha visão.
Mas beleza, a crítica amou, o público antigo adorou, mas o dinheiro não entrou. O filme mal conseguiu superar produções de baixo orçamento como Backrooms, que rendeu $50,1 milhões (cerca de R$ 275,55 milhões) no segundo fim de semana, e Obsession, que somou mais $43,3 milhões (R$ 238,15 milhões) na quarta semana. É aquele cenário clássico onde o filme é bom, mas ninguém (especialmente a Geração Z) se importa o suficiente para pagar o ingresso no cinema.

Mesmo com esse cenário de flop, o chefe de distribuição da Amazon MGM, Kevin Wilson, ainda está tentando manter a pose de otimista. Ele afirmou que a equipe entregou algo "especial" e que essa abertura é apenas o primeiro momento de uma estratégia de distribuição holística. Basicamente, ele está torcendo para que o engajamento cresça fora das telas, talvez no streaming, mas sejamos realistas: com um rombo de R$ 1,1 bilhão, a conta não fecha tão fácil.

Para piorar a angústia dos fãs, o filme deixa ganchos claros para o futuro. Existem cenas pós-créditos que sugerem a chegada da She-Ra e a volta de vilões como o Skeletor e a Evil-Lyn (interpretada por Alison Brie). Se a Amazon MGM olhar para esses números de bilheteria com frieza, as chances de vermos esses projetos ganharem luz verde são baixíssimas. É triste ver um potencial universo expandido ser enterrado por causa de uma falha de marketing com o público jovem.
No fim das contas, Masters of the Universe cai na armadilha de ser "estranho demais" para as massas e "nostálgico demais" para os novos. A escolha de fazer algo puxado para a comédia e a autocrítica foi acertada do ponto de vista artístico, mas parece que o mercado atual não está comprando essa ideia para personagens de fantasia dessa escala. O filme é divertido, sim, mas diversão não paga as contas de um orçamento de $200 milhões.
Agora a pergunta que fica é: será que a nostalgia dos anos 80 já morreu de vez ou o erro foi apenas a abordagem desse filme específico? Se nem o He-Man, com toda a sua mística, consegue atrair a galera do TikTok, talvez a gente precise repensar como esses clássicos devem ser adaptados. Por enquanto, o mestre do universo parece estar bem longe de conquistar o trono das bilheterias.
💬 Comentários da Comunidade
Carregando comentários...