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Holdfast: Nations at War leva o caos da Revolução Americana para o PC

Sabe aquele desejo súbito de participar de conflitos históricos, mas sem a parte chata de pegar tifo, morrer de infecção numa ferida banal ou dormir no barro com ratos roendo seu pé? Pois é, Holdfast: Nations at War é basicamente a resposta para esse fetiche histórico. O jogo já é conhecido por transformar guerras sangrentas do século XIX e início do XX em um parque de diversões caótico, onde a estratégia militar muitas vezes perde para a zoeira generalizada dos jogadores no chat de proximidade.

Se você nunca jogou, imagina um Shooters onde você não sai correndo e dando slide jump igual em Call of Duty. Aqui a pegada é outra: você está em linhas, lado a lado com outros 50 malucos, esperando o comando para disparar mosquetes que têm a precisão de um dardo lançado por um bêbado. É um jogo que abraça o absurdo e a escala massiva, criando situações que beiram o surreal, e agora eles decidiram dar um passo atrás no tempo para expandir esse hospício virtual.

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A novidade da vez é a chegada da Revolução Americana. A equipe resolveu aproveitar o hype do Dia da Independência dos Estados Unidos, comemorado em 4 de julho, para lançar esse conteúdo. É a oportunidade perfeita para quem quer sentir a tensão de enfrentar a coroa britânica com armas de pólvora negra, mas com a vantagem de poder dar risada enquanto metade do seu esquadrão explode acidentalmente ou foge em pânico porque alguém gritou no microfone.

O que torna Holdfast: Nations at War especial não é a simulação perfeita, mas sim como ele lida com a imprecisão. O combate com mosquetes é agonizante; você demora uma eternidade para recarregar, e quando finalmente dispara, a chance de acertar o alvo é quase um milagre. Isso força o jogador a depender do grupo, criando aquelas cenas épicas de cargas de baioneta onde o som é apenas centenas de pessoas gritando ao mesmo tempo, o que é absolutamente hilário no PC.

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Antes disso, o jogo já nos levou por cenários insanos das Guerras Napoleônicas e até da Primeira Guerra Mundial, provando que a fórmula de "muita gente + armas lentas + caos" funciona muito bem. A adição da Revolução Americana expande esse leque, trazendo novas estéticas e, possivelmente, novas dinâmicas de mapa que devem testar a paciência dos comandantes que tentam, inutilmente, organizar a tropa enquanto a galera resolve fazer uma dancinha no meio do campo de batalha.

Para quem joga via Steam, a experiência é potencializada pela comunidade. Não é raro encontrar grupos de roleplay que levam a hierarquia militar a sério, enquanto ao lado deles tem um cara vestido de forma ridícula tentando convencer todo mundo a marchar em direção a um precipício. Esse contraste é o que impede o jogo de flopar, pois ele se torna mais um simulador social de caos histórico do que apenas um jogo de tiro tático.

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Tecnicamente, o jogo não tenta entregar um ray tracing ultra-realista ou 4K nativo com a fluidez de um título AAA moderno, mas ele entrega a atmosfera. O som dos canhões e o impacto visual de centenas de soldados marchando em sincronia (ou quase isso) dão aquele peso necessário para a experiência. É aquele tipo de jogo que você não joga para ser competitivo no sentido tradicional, mas para criar memórias bizarras com amigos.

O grande risco de qualquer atualização massiva como essa é o balanceamento. Se as novas armas da Revolução Americana vierem com algum buff exagerado ou se as mecânicas de movimentação forem alteradas, a comunidade pode reclamar. Mas, honestamente, em um jogo onde você pode morrer porque um canhão disparou e mandou você para a estratosfera, a precisão do balanceamento é a última coisa que me preocupa.

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No fim das contas, Holdfast: Nations at War continua sendo um refúgio para quem gosta de história, mas odeia a parte tediosa da escola. É um jogo corajoso por insistir em um nicho tão específico e conseguir manter a base de jogadores ativa com atualizações que fazem sentido temático. Ver a Revolução Americana chegando agora mostra que os desenvolvedores sabem exatamente como alimentar a fome de destruição organizada (ou desorganizada) dos players.

Meu veredito é simples: se você busca um jogo de tiro frenético, passe longe. Mas se você quer sentir a glória de disparar um tiro que provavelmente não vai acertar nada, enquanto 100 pessoas gritam no seu ouvido, esse é o seu lugar. A atualização da Revolução Americana é a cereja do bolo para quem quer transformar a história dos EUA em um campo de memes gloriosos.

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